Passatempo Dorothy Koomson - Porto Editora

27 abril 2010


Dorothy Koomson estará em Portugal no âmbito da Feira do Livro de Lisboa e a Porto Editora irá promover um jantar em que alguns fãs terão a oportunidade de conhecer a escritora.

A Porto Editora quer que as fãs de Dorothy Koomson expliquem por que razão merecem ir jantar com a escritora, dia 14 de Maio, em Lisboa. Os textos podem ser de qualquer dimensão – de uma linha a várias páginas – e devem ser enviados, até 6 de Maio (inclusive), para: dorothykoomson@portoeditora.pt.

Dorothy Koomson é autora de vários best-sellers, entre os quais se destacam A filha da minha melhor amiga e o recente sucesso O Amor está no Ar.

Crónica do Rei-Poeta Al-Mu'Tamid, Ana Cristina Silva

Editora: Presença
Categoria: Crónica, Romance
Páginas: 180

"Al-Mu’Tamid nasceu em Beja, em 1040. Nessa época, a poesia e a cultura floresciam nas cortes árabes, mas após a queda de Córdova, o Sul de Espanha fragmentara-se em inúmeras taifas que se digladiavam entre si ao sabor das aspirações de poder e de prestígio. Herdeiro de uma das mais poderosas dinastias então reinantes que governava Sevilha, Al-Mu’ Tamid era um homem de índole benévola, amante de tertúlias, e um dos mais notáveis poetas do al-Andaluz. Nesta crónica ficcionada, escrita já no exílio pelo Rei-Poeta, Ana Cristina Silva, para além dos acontecimentos trágicos que marcaram o seu reinado, leva-nos a imaginar como terá sido, intimamente, o homem que teve de encarnar a personagem que ficou para a história."

Este livro apanhou-me numa fase pessoal complicada e talvez daí derive a minha sensação de frustração. Mas não é frustração com o livro em si ou com a escrita, antes pelo contrário. A escrita é rica, o relato interessante e a figura histórica abordada muito intrigante. A minha frustração é não ter conseguido fazer a leitura concentrada e atenta que o livro merecia e que a história pedia.

Gostei logo do Prólogo, que dá voz a um escravo que, perante a morte do seu senhor, foge com os escritos dele para assegurar a sua leitura...

"(...) sempre que me era permitido, recuperava a leitura do manuscrito de Al-Mu’tamid. Ao amanhecer ou ao crepúsculo, alumiado pela alvorada ou pelos reflexos de uma fogueira, lia com todos os meus sentidos despertos. Quando prosseguia a leitura, o espírito de Al-Mu’tamid distinguia-se da sombra trágica das palavras e eu ia poisando os ouvidos nas nuvens para melhor receber a sua mensagem. O meu senhor foi um daqueles homens capazes de impor a cada coisa o seu preciso nome, por isso a beleza do texto ressoava como a única voz do deserto. Mal continha as lágrimas sempre que lia o que ele escreveu."
prólogo

Depois, seguem-se os escritos de Al-Mu'tamid que realmente vão revelando um pouco da sua alma, da sua mágoa e até alguma melancolia. É um relato das suas reflexões sobre aquela época, sobre os conflitos, mas também sobre o rumo da sua própria vida e as escolhas que fez.

Apesar da sensação de não ter desfrutado da leitura tanto quanto desejaria, este livro serviu para me despertar a curiosidade sobre esta figura histórica, mas também sobre a autora e as suas outras obras.

Mistério em Connellsville - Divulgação

25 abril 2010

Autora: Beatriz Neves Barroca
Editora: Papiro Editora
Categoria: Mistério

"O livro relata a história de uma rapariga, Magnólia, que vivia em S. Francisco, na Califórnia e se muda para a Pensilvânia, Connellsville. Lá, ela depara-se com estranhos desaparecimentos de raparigas da sua escola e começa a investigar.Sinopse: "Acordei agitada e minutos depois o despertador tocou. Tinha tido um pesadelo. Sonhei que estava na escola vazia e que um homem encapuzado levava uma rapariga. Eu via-os mas eles não me viam a mim. Era como se fosse um filme."

"Andas demasiado envolvida neste assunto..." pensei, censurando-me. (...) Esboçámos um aceno e fomos para o carro. Abri a porta e sentei-me no banco. Estremeci e a memória do sonho dessa noite assaltou-me com um flash."

A autora
Maria Beatriz Afonso Neves Barroca nasceu no dia 7 de Maio de 1993, na cidade da Guarda. Actualmente reside em Tomar e estuda no 11º ano do curso de Línguas e Humanidades na Escola Secundária com 3º ciclo de Santa Maria do Olival. Desde cedo, a leitura e escrita foram companheiros inseparáveis nos seus tempos livres. O sonho de escrever um livro vinha de longe e pôde concretizar-se agora. Para além da leitura e da escrita, a música, o cinema e o teatro são outras das suas paixões. Mistério em Connellsville, escrito durante o Verão de 2009, surge em parte pelo fascínio que a autora sente pela atmosfera enigmática daquela zona dos Estados Unidos da América.

Mais sobre o livro e a autora em http://misterioemconnellsville.blogspot.com/

Dia do Livro

23 abril 2010


Feliz dia do Livro a todas as Editoras, Livreiros e Leitores!
A todos os que fazem do livro um amigo para todas as ocasiões...

"Crónica do Rei-Poeta Al-Mu'Tamid" Resultados do Passatempo

21 abril 2010

E cá estou para revelar os 2 vencedores que receberão em suas casas um exemplar do livro de Ana Cristina Silva, "Crónica do Rei-Poeta Al-Mu'Tamid". Muito obrigada a todos os participantes, desta vez 138.

As respostas correctas às três perguntas eram:
1. Em Beja, 1040
2. No exílio
3. Dois (também aceitei a resposta três, uma vez que também é co-autora de outro livro publicado pela Presença).

Para sortear os dois vencedores, usei como habitualmente o Raffle King. E os vencedores são:

44 - Mauro Eduardo - Travanca de Lagos
94 - Joana Caires - Funchal

Parabéns! Serão contactados por email e a vossa morada já foi reencaminhada para a editora para esta proceder ao envio dos livros. Espero que apreciem a leitura e, se quiserem, partilhem connosco a vossa opinião.
Agradeço novamente à Presença por me dar a possibilidade de realizar mais um passatempo. Boas leituras!

O Décimo Terceiro Conto, Dianne Setterfield

15 abril 2010

Páginas: 368
Categoria: Romance

"Vida Winter passou quase seis décadas a iludir jornalistas e admiradores acerca das suas origens, mantendo oculto o seu passado enigmático, tão enigmático como a sua primeira obra, intitulada Treze Contos de Mudança e Desespero, e que continha apenas doze. Porém, tudo isto pode estar prestes a mudar quando Margaret Lea, biógrafa amadora, recebe uma carta da famosa escritora convidando-a a redigir a sua biografia. Pela primeira vez, Vida Winter vai contar a verdade, a verdade acerca de uma família atormentada por segredos e cicatrizes. Mas poderá Margaret confiar totalmente nela? E terá sido ela eleita depositária das confidências por um motivo inocente? Um romance assombroso, que se tornou um bestseller imediato e que será publicado em mais de trinta línguas."

Li este livro pela primeira vez em 2008, salvo erro, e na altura encantou-me de tal forma, que fiquei com pena de não ser meu para o guardar na estante para, um dia, reler. Agora, surgiu a oportunidade pela mão da Presença para reler e mergulhar de novo numa história que não esquecera, mas cujos pormenores já me falhavam. Essencialmente, lembrava-me de ter sido surpreendida no final.

Se por um lado estava entusiasmada por reler "O Décimo Terceiro Conto", por outro, tive algumas hesitações, com medo que a história perdesse o encanto por já não ser novidade. Mas logo de início se desvaneceram as hesitações e os primeiros capítulos, na voz de Margaret Lea, com o seu amor pelos livros e pela leitura, envolveram-me completamente.

Talvez devido às hesitações iniciais, fiz uma leitura mais atenta e apreciadora dos pequenos jogos de palavras, das frases vivas e certeiras de Vida Winter, uma mulher dura, perspicaz, algo manipuladora e muito inteligente. As personagens centrais são daquelas que não se esquecem facilmente.

Sem querer revelar muito da história, basta dizer que mais do que um livro sobre livros, leitores e escrita, é um livro sobre a verdade e a ficção, as histórias que criamos ou em que escolhemos acreditar e as verdades que ocultamos ou que preferimos esquecer.

Como diz Vida Winter: "Uma boa história é sempre mais fascinante do que um pedaço solto de verdade." E este livro, além de estar muito bem escrito, é realmente uma história fascinante que nos vai sendo revelada, num ritmo relativamente sereno, para nos surpreender no final.

Com personagens que ficam e uma história marcante, é daqueles livros para guardar em local privilegiado da estante. Acabei esta 2ª leitura com vontade de mais e aguardo ansiosamente o segundo romance da autora. Para ler, reler e "chorar" por mais...

Crónica do Rei-Poeta Al-Mu'Tamid - Passatempo

13 abril 2010

Mais uma vez, a Editorial Presença e o BiblioMigalhas têm o prazer de realizar um passatempo.
Serão sorteados 2 exemplares do livro Crónica do Rei-Poeta Al-Mu'Tamid, o novo livro de Ana Cristina Silva, que será publicado na próxima semana, dia 20 de Abril.

O passatempo decorrerá de 13 a 20 de Abril, às 23h59.

Para se candidatarem a receberem em casa um dos 2 exemplares, basta enviarem por mail o vosso nome e morada e as respostas correctas às seguintes perguntas
:

1
-
Em que cidade e em que ano nasceu o Rei-Poeta?

2
- Onde escreveu o Rei-Poeta esta crónica ficcionada?

3
- Antes deste, quantos livros da autora já foram publicados pela Editorial Presença?

Enviem então as vossas respostas, nome e morada por e-mail para
bibliomigalhas@gmail.com até dia 20 de Abril, às 23h59.
Boa sorte a todos!

Regras

- Só serão validadas as participações com todas as respostas correctas e com os dados pessoais solicitados acima (a morada será enviada à editora para o envio do prémio).
- Só é válida uma participação por pessoa e residência.
- Só serão validadas as participações que chegarem à caixa de e-mail BiblioMigalhas até às 23h59 de dia 20 de Abril.
- Os vencedores serão sorteados aleatoriamente pela administração do blogue.
- Os vencedores serão indicados no blogue e contactados por e-mail nos dias seguintes ao fim do sorteio.
- O envio dos prémios será realizado pela editora, via CTT.
- O passatempo é válido apenas para residentes em Portugal Continental e Ilhas.

Crónica do Rei-Poeta Al-Mu'Tamid - Divulgação

12 abril 2010

Ana Cristina Silva
Páginas: 184
Colecção: Grandes Narrativas Nº 465
Preço c/ IVA: 13,50€
ISBN:
978-972-23-4337-4
Código de Barras: 9789722343374

*Data de Publicação: 20 Abril 2010*


PRIMEIRO ROMANCE
SOBRE POETA ÁRABE AL-MU’ TAMID

Al-Mu’ Tamid nasceu em Beja, em 1040. Nessa época, a poesia e a cultura floresciam nas cortes árabes, mas após a queda de Córdova, o Sul de Espanha fragmentara-se em inúmeras taifas que se digladiavam entre si ao sabor das aspirações de poder e de prestígio. Herdeiro de uma das mais poderosas dinastias então reinantes que governava Sevilha, Al-Mu’Tamid era um homem de índole benévola, amante de tertúlias, e um dos mais notáveis poetas do al-Andaluz. Nesta crónica ficcionada, escrita já no exílio pelo Rei-Poeta, Ana Cristina Silva, para além dos acontecimentos trágicos que marcaram o seu reinado, leva-nos a imaginar como terá sido, intimamente, o homem que teve de encarnar a personagem que ficou para a história.

Ana Cristina Silva
é docente universitária, lecciona as cadeiras de Psicologia da Comunicação e da Linguagem e de Seminário de Estágio no Instituto Superior de Psicologia Aplicada. Doutorada em Psicologia da Educação, especializou-se na área da aprendizagem da leitura e da escrita. Acerca dos dois romances já publicados pela autora na Presença, o crítico Miguel Real salientou a sua singularidade no panorama do romance histórico português actual, pela abordagem psicológica, aberta a uma extraordinária complexidade de sentimentos.

A Sexta Mulher, Susannah Dunn

Editora: Quinta Essência
Páginas: 274
Categoria: Romance, Romance Histórico

"Sobreviveu a Henrique VIII, o mais cruel dos maridos, reinou e apaixonou-se, mas foi traída por quem mais amava…
Inteligente e generosa, Katherine Parr, a sexta e última mulher de Henrique VIII, sobreviveu a quatro difíceis anos de casamento. Mas quando o ambicioso e atraente Thomas Seymour conquista o seu coração, poucos meses após a morte do velho e cruel rei, a sua união apressada vai determinar o destino de Kate de uma forma que ninguém esperaria.
Catherine, duquesa de Suffolk e a melhor amiga de Kate, é a testemunha privilegiada do amor tardio da rainha viúva. Mas, apesar dos seus receios em relação ao novo marido de Kate, a pouco e pouco torna-se óbvio que também ela esconde uma história negra. E se Thomas é capaz de trair a mulher pelo poder, a fria e calculista Cathy é capaz de trair a melhor amiga por amor.
Numa época em que a mínima indiscrição podia significar a prisão e, até, a morte, a nova vida de Katherine Parr decorre longe de olhares indiscretos, entre os que mais a amam – mas até que ponto esse amor a poderá proteger da mais cruel das traições? A Sexta Mulher é um romance envolvente sobre a vida de duas mulheres corajosas e arrojadas que decidem arriscar tudo por amor numa época em que o amor é um luxo a que nem a realeza se pode permitir…"

Eu não gosto de criar grandes expectativas antes de iniciar a leitura, porque, quase invariavelmente, quando as crio, o livro em causa fica-me a saber a pouco. Foi o caso deste... A sinopse fez-me esperar muito mais do que conseguir obter.

A leitura foi demorada e morosa e só do meio para o fim me senti mais envolvida pela história, mas mesmo assim não me convenceu. Aliás, acho que a autora tentou tanto equilibrar a parte de romance com a parte histórica, que o livro ficou no meio termo, nem verdadeiro romance, nem verdadeiro histórico. A mim, não me convenceu em nenhuma das duas vertentes.

O início é lento e monótono, com um relato na 1ª pessoa que nos visa situar na época e na conjuntura na corte, mas que não me conseguiu transportar para lá e virei páginas e páginas expectante que acontecesse algo mais. Acontece realmente a partir do meio, mas mesmo essa parte poderia ser mais explorada e o final deixou-me insatisfeita. Faltou o drama, o conflito, o tal "arriscar" que a sinopse refere. Senti que tudo foi abordado muito por alto e apenas se preencheu com (alguma) ficção o espaço entre dois acontecimentos históricos: o casamento de Katherine Parr com Thomas Seymour e a morte de ambos.

Um livro morno para quem procura um bom e consistente romance histórico, mas serve medianamente o propósito de entreter como romance.

BiblioAquisições Março

09 abril 2010


BiblioCitação VIII

07 abril 2010

"Some books are to be tasted, others to be swallowed

and some few to be chewed and digested."

Francis Bacon

BiblioImagem XXVIII

02 abril 2010


Páscoa Feliz!
Bom fim-de-semana a todos

Provas Manipuladas, Donna Leon

Editora: Planeta
Páginas: 248
Categoria: Policial

"Quando uma veneziana idosa é brutalmente assassinada, a principal suspeita é a sua empregada romena, que fugiu da cidade. Quando tenta sair do país, levando consigo uma considerável soma e documentos falsos, a empregada mete-se à frente de um comboio e morre atropelada. Caso encerrado. Mas quando a vizinha da velha assassinada regressa do estrangeiro, torna-se evidente que a empregada não podia ter sido a assassina. O Commissario Brunetti decide - oficiosamente - encarregar-se pessoalmente do caso. Quando Brunetti investiga, torna-se claro que o motivo do assassínio não foi a avareza, mas que teve as suas raízes nas tentações da luxúria. Mas talvez Brunetti esteja a pensar no pecado capital errado..."

Já há bastante tempo que tinha alguma curiosidade em experimentar os policiais desta autora e surgiu então a oportunidade com este "Provas Manipuladas".

Bem sei que não é o primeiro livro da série de policiais com a personagem central do Comissário Guido Brunetti, mas como cada livro aborda um caso, com princípio, meio e fim, achei que não perderia muito por não ler a série por ordem. De facto, ao ler esta obra não senti falta de ler as anteriores para ficar encantada com a personagem central... É essa personagem a mais-valia deste livro.

Há muito tempo que não lia policiais deste género... em que o foco do livro se centra mais na investigação do que no crime em si. O crime está cometido logo às primeiras páginas e de seguida acompanhamos o processo de investigação e as conjecturas do Comissário não só quanto a eventuais suspeitos, como em relação aos seus colegas e funcionários e também à corrupção que grassa na sociedade em que se inserem.

Senti a falta de algum ritmo e acção, mas este não é um policial para quem goste de adrenalina e de virar freneticamente páginas e páginas cheias de reviravoltas. Na minha opinião, peca um pouco pela previsibilidade da história e mesmo estando muito bem escrita, com personagens cativantes e um cenário envolvente, senti que faltava o factor surpresa...

Gostei de conhecer a escrita e autora (e o comissário), mas dentro deste género de policiais, prefiro a eterna Agatha Christie ;)
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