Editora: D. Quixote Páginas: 400
Categoria: Policial, mistério
"De regresso à cidadezinha onde nasceu depois da morte dos pais, a escritora Erica Falk encontra uma comunidade à beira da tragédia. A morte da sua amiga de infância, Alex, é só o princípio do que está para vir. Com os pulsos cortados e o corpo mergulhado na água congelada da banheira, tudo leva a crer que Alex se suicidou. Quando começa a escrever uma evocação da carismática Alex, Erica, que não a via desde a infância, vê-se de repente no centro dos acontecimentos. Ao mesmo tempo, Patrik Hedström, que investiga o caso, começa a perceber que as coisas nem sempre são o que parecem. Mas só quando ambos começam a trabalhar juntos é que vem ao de cima a verdade sobre aquela cidadezinha com um passado profundamente perturbador…"
E finalmente fiz a minha estreia nos autores nórdicos, tão em voga já há algum tempo. Mas, como sempre, fujo um bocado das modas e tenho tendência a pegar nos livros que estão "na berra" passados muitos meses da grande febre.
Há muito que andava a prometer a mim mesma experimentar e tenho vários dos mais recentes êxitos nórdicos na minha biblioteca, como as obras de Stieg Larsson, Lars Kepler, Asa Larsson, mas foi este livrinho que decidiu saltar para a mesa-de-cabeceira e que devorei durante alguns dias.
A escrita prendeu-me logo desde o início e, apesar dos capítulos longos, nunca me fez perder o entusiasmo e a ânsia de chegar ao final. Suspeitas, surgiram logo no início e a certa altura quase parece que todos podem ser os culpados, mas houve uma pessoa em particular que me pôs os alarmes internos a soarem e as minhas suspeitas vieram a confirmar-se, apesar das motivações só se tornarem claras no final.
Gostei muito mesmo da escrita, gostei da forma como a autora conseguiu envolver algum romance na história, sem o tornar lamechas e dando-lhe até algum humor, gostei da forma como desenvolveu as personagens, fazendo-me sentir empatia imediata por algumas, assim como antipatia por outras, enquanto deixava ainda outras numa espécie de limbo, que servia para alimentar teorias e conjecturas na minha mente.
Outro aspecto que achei interessante e que, na minha opinião, é fundamental para manter o leitor preso até ao final, é que a autora, de quando em quando, nos dá conhecimento que as personagens centrais descobriram pistas ou indícios, mas não diz concretamente o quê nem em relação a quem, o que atiça ainda mais a curiosidade.
Em suma, foi uma excelente estreia na leitura de autores de policiais nórdicos e fiquei fã de Camilla Läckberg. O Gritos do Passado já está na estante e o Teia de Cinzas já tem um espacinho também para ele. Suspeito que será daquelas autoras que seguirei fielmente. (L)










