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A Loja dos Suicídios, Jean Teulé

31 janeiro 2011

Editora: Guerra e Paz
Páginas: 160
Categoria: Romance

"É uma lojinha onde nunca entra um raio de Sol. Imagine um negócio de família que envolve a venda de todos os ingredientes possíveis para a prática do suicídio, nas suas mais diversas formas. Corda, pistolas, facas, venenos e toda uma panóplia de produtos mortíferos. São cinco as personagens que compõem esta família atípica que gere a loja há várias gerações: os pais, profissionais, comerciantes; o filho primogénito, deprimido crónico mas extremamente criativo no seu domínio; a irmã, exemplo típico da adolescente inadaptada; e finalmente o irmão mais novo, verdadeiro grão de areia na engrenagem deste comércio lúgubre: é que ele se atreve a sorrir e a ser… optimista. Com uma ambiência digna de um filme de Tim Burton, A Loja dos Suicídios é uma comédia negra futurista que invoca o grande adversário da família Tuvache e do seu sinistro empreendimento: a alegria."

Tinha elevadas expectativas em relação a este livro e há muito que o queria ler, principalmente pela curiosidade que me despertou a frase "com uma ambiência digna de um filme de Tim Burton". Gosto de todo o imaginário de Tim Burton, no cinema e não só. Há uns anos tive a oportunidade de ler "
A Morte Melancólica do Rapaz Ostra e Outras Histórias" e adorei. Daí talvez ter associado o tipo de humor negro de Tim Burton ao que esperaria deste livro.

A família Tuvache é singular, a sua loja, no mínimo, excêntrica, mas não consigo deixar de pensar que o conceito da loja e da história podia ter sido melhor aproveitado. É um livro diferente e que me fez sorrir algumas vezes, mas também me fez bocejar e ir ver quantas páginas faltavam para acabar, pois a história perdeu ritmo e interesse a meio, só o recuperando, por pouco, no final.

Não posso dizer o livro não seja bom, mas o seu humor negro fica aquém daquilo que eu esperava e do que a sinopse prometia. Bem escrito, mas esperava mais.

No Seu Mundo, Jodi Picoult

29 janeiro 2011

Editora: Civilização
Páginas: 624
Categoria: Romance

"Jacob Hunter é um adolescente: brilhante a Matemática, sentido de humor aguçado, extraordinariamente bem organizado, incapaz de seguir as regras sociais. Jacob tem síndrome de Asperger. Está preso no seu próprio mundo - consciente do mundo exterior e querendo relacionar-se com ele. Jacob tenta ser um rapaz como os outros mas não sabe como o conseguir.
Quando o seu tutor é encontrado morto, todos os sinais típicos da síndrome de Asperger - não olhar as pessoas nos olhos, movimentos descontrolados, acções inapropriadas - são identificados pela Polícia como sinais de culpa. E a mãe de Jacob tem de fazer a si própria a pergunta mais difícil do mundo: será o seu filho capaz de matar?"

Comecei a ler este livro hesitante, porque o anterior da autora fora uma desilusão para mim. Numa altura de muito trabalho, fui avançando aos poucos, mas a estrutura do livro a isso mo permitiu sem correr o risco de perder o fio à meada.

Alternando as vozes de várias personagens, como a da mãe de Jacob, do irmão, do advogado e do detective, em capítulos relativamente curtos, mas directos, Picoult apresenta-nos diversas perspectivas da forma como a síndrome de Asperger afecta o próprio Jacob e os que o rodeiam. Sem se tornar cansativo ou aborrecido, o enredo consegue desvendar muito do que é esta síndrome, tanto para pacientes como para familiares e amigos.

O livro torna-se interessante ainda porque a personagem central, que sofre de Asperger, torna-se o suspeito principal de um crime (a morte da tutora e não do tutor, como indica a sinopse), o que vai obrigando quase todas as personagens a tentarem ver o mundo pelos olhos de Jacob, por muito difícil que isso, por vezes, seja. As interrelações entre as personagens também estão bem construídas, encaixando bem num enredo que, apesar do desenlace previsível, nunca perde o interesse.

Se comecei com algumas reticências, com o avançar da leitura fui ficando rendida e os últimos capítulos foram lidos quase compulsivamente, reconciliando-me com a autora. Uma excelente leitura que faz reflectir sobre o que é viver (e conviver) com diferenças.

Um Refúgio Para a Vida, Nicholas Sparks

03 janeiro 2011

Editora: Presença
Páginas: 483
Categoria: Romance

"Quando Katie vai viver para a pacata cidade de Southport, na Carolina do Norte, todos se interrogam sobre o seu passado. Que mistérios esconderá aquela jovem bonita que parece determinada em encobrir os seus encantos e evitar novos relacionamentos? No entanto, e apesar de todas as suas reservas, Katie começa a criar raízes naquela pequena comunidade, à medida que uma nova amizade e um novo amor lhe vão fazendo baixar as defesas. Mas os fantasmas do passado, que minam a sua capacidade de confiar nos outros, continuam a persegui-la, a aterrorizá-la, e o peso do segredo que esconde é demasiado grande… Neste romance avassalador, Nicholas Sparks traz-nos uma protagonista fragilizada que tem de aprender a lidar com as suas sequelas se quiser voltar a amar."

E esta foi a minha última leitura de 2010. Ao contrário do "Melodia do Adeus", que foi uma das melhores leituras de 2009, este não conseguiu entrar no meu top. No entanto, ressalvo que adorei a capa, num estilo diferente dos livros anteriores de Nicholas Sparks.

É um facto que os últimos livros do ano dificilmente me conseguem conquistar completamente, pois é uma altura geralmente de muito trabalho e cansaço. No entanto, depois de ter lido "Melodia do Adeus", achava que me tinha reconciliado definitivamente com Nicholas Sparks, mas parece que não. Acho alguns livros dele verdadeiramente encantadores e comoventes, mas outros não me conseguem tocar e não consigo deixar-me envolver pela história. Mais uma vez, veio ao de cima o meu espírito de contradição :)

Reconheço que a história tem tudo para agradar aos fãs, um tema forte, personagens encantadoras, uma história sofrida, mas também de esperança, um final mágico e que até faz sorrir, mas, com o pano de fundo da violência doméstica, e, apesar de conhecer o estilo do autor, estava à espera de mais: mais emoção, mais tensão... Achei a história previsível (ressalvando-se talvez o final, mas mesmo assim...), as personagens são encantadoras, mas não são marcantes e, para mim, o final não chega para compensar o resto. Além disso, o tema central podia ser muito mais explorado.

Se são fãs de Sparks, avancem, certamente se enquadra dentro do género dele, mas ele tem livros bem melhores. Fica o romance, a esperança, as novas oportunidades, uma história que apelará talvez a pessoas mais românticas do que eu.

Rosas, Leila Meacham

Editora: Quinta Essência
Páginas: 582
Categoria: Romance

"Uma saga épica de segredos, lutas de poder e paixões proibidas
Abarcando grande parte do século XX, ROSAS conta a história das poderosas famílias fundadoras da cidade de Howbutker, no Texas, e de como as suas histórias permaneceram entrelaçadas ao longo de três gerações.
Quando Mary Toliver, de dezasseis anos, herda do pai a plantação de algodão, surgem as primeiras sementes da discórdia. Ao tornar-se a nova dona de Somerset, Mary trai a mãe, Darla, e o irmão, Miles, e a dinastia Toliver nunca mais recupera. E quando Mary e o magnata da madeira, Percy Warwick, decidem não casar, embora loucamente apaixonados, esta decisão irá ter consequências tristes e trágicas, não só para eles, mas para as futuras gerações das suas famílias.
Com desenvoltura e mestria, na tradição clássica de Pássaros Feridos e ao estilo de E Tudo o Vento Levou, Leila Meacham oferece-nos um épico de três intrigantes gerações. Uma comovente história de amor, de luta e de sacrifícios com a nostalgia de um tempo em que a honra e as boas maneiras eram sempre a regra. Um livro para estimar e ler uma e outra vez."

Quando acabei de ler este livro, a primeira coisa que fiz foi pesquisar por mais livros desta autora. Infelizmente, por enquanto, parece que esta é a sua única obra, mas fiquei fã.

Gosto deste tipo de histórias, sagas familiares que atravessam gerações, com personagens fortes, segredos, encontros e desencontros (mais desencontros que encontros, digo eu). Este livro prendeu-me logo nas primeiras páginas e devorei-o num instante, ficando com uma imagem indelével de Mary Toliver na minha galeria de personagens literárias marcantes.

Para ser perfeito e se aproximar mais do nível, por exemplo, das sagas de Colleen McCullough, este livro devia ter terminado umas páginas antes... Ficaria um final mais aberto, mas mais de acordo com a história em si. Não posso explicar muito sem revelar demasiado da história, mas, perdoem-me o exagero, não era preciso um final à Nora Roberts. Contudo, para mim, este foi o melhor livro que a
Quinta Essência editou. Espero que a autora não pare por aqui e que continue a escrever e a ser publicada por cá.

A Menina dos Meus Olhos, Patrick Redmond

Editora: Asa
Páginas: 390
Categoria: Romance

"Ronnie Sidney é uma criança perfeita - talentoso, bonito e carinhoso. Fruto de um romance ilícito em tempo de guerra, dá à mãe um amor incondicional quando tudo o que ela conhece é rejeição e desprezo. Aos seus olhos, ele é perfeito: um raio de sol na penumbra da sua existência. Mas à medida que as fendas se vão abrindo nessa fachada encantadora, um carácter bem diferente começa a vislumbrar-se. Já para Susan Ramsey a vida é fácil. Amada e protegida pelos pais, nada sabe de privações e misérias. Até que uma súbita tragédia a empurra para um mundo obscuro e perturbador. Quando Susan e Ronnie se encontram pela primeira vez, a atracção é imediata. Ambos reconhecem no outro a tão ansiada alma gémea.Ronnie sente-se capaz de tirar a sua máscara de perfeição - mas as consequências vão ser mais terríveis do que eles poderiam alguma vez imaginar...Com a sua envolvente exploração de jogos psicológicos, de poder, relações complexas e violência emocional, A Menina dos Meus Olhos é o fascinante terceiro romance do autor de Jogos Cruéis e Os Fantoches."

Ora cá está um livro que foi uma boa surpresa. O início não parecia prometer muito, mas a partir de certa altura a leitura torna-se viciante e quase "doentia", ao seguirmos o que se passa na mente tortuosa, complexa e ao mesmo tempo tão ingénua de Ronnie.

Este foi daqueles livros que me levou a andar com ele para todo o lado, só para ler mais um bocadinho, para tentar perceber melhor Ronnie, para deslindar os meandros de uma mente que se revela primeiro inocente e depois profundamente tortuosa e doentia.

Tal como diz a sinopse, são os jogos psicológicos, a complexidade emocional e relacional que tornam esta história fascinante. Fiquei muito curiosa em ler mais alguma coisa deste autor, muito bom.

Um Voz na Noite, Sandra Brown

Editora: Quinta EssênciaPáginas: 450
Categoria: Romance, Policial, Thriller

"A história apaixonante de uma mulher assombrada pelo passado e presa num pesadelo que ameaça destruir o seu futuro. Uma narrativa brilhante, rápida, cheia de tensão sexual, por uma das autoras mais populares da América. Para Paris Gibson, o seu popular programa de rádio nocturno é ao mesmo tempo uma fuga e o seu contacto real com o mundo exterior.
Desde que se mudou para Austin para mitigar a dor dos passados erros trágicos, Paris leva uma vida solitária, ganhando vida apenas quando apresenta o seu programa. Para os ouvintes fiéis, é uma amiga sensata e de confiança, que não só acede aos seus pedidos de música, como ouve também os seus problemas e, ocasionalmente, dá conselhos. O mundo de isolamento de Paris é, porém, gravemente ameaçado quando um ouvinte - um homem que se identifica apenas como «Valentino» - lhe diz que os conselhos que deu à mulher que ele ama a levaram a abandoná-lo e que agora ele próprio pretende vingar-se. Primeiro, planeia matar a rapariga, que já raptou, dali a 72 horas, e a seguir virá atrás de Paris.
Com a ajuda da polícia de Austin, Paris entra numa corrida contra o tempo, num esforço para encontrar Valentino antes de ele poder cumprir a ameaça de matar - e de matar de novo. Para seu espanto, descobre que uma das pessoas com quem tem de trabalhar é o psicólogo criminal Dean Malloy, um homem com quem partilha um passado que teve um efeito catastrófico na vida de ambos. A sua presença desperta paixões antigas, obrigando Paris a confrontar as memórias dolorosas que tentava esquecer.
Enquanto o relógio continua a avançar, e as ameaças de Valentino de se aproximar se vão tornando realidade, Paris vê-se de repente obrigada a lidar com um assassino que, afinal, pode não ser um desconhecido."

Regra geral, após ler um livro que me encha totalmente as medidas, o seguinte sabe-me sempre a muito pouco. Este livro teve dupla desvantagem nesse aspecto: li-o após "A Papisa Joana" e após o anterior da mesma autora, "Calafrio", que tinha adorado. Ao contrário dos anteriores, este não me conseguiu prender, marcar ou sequer surpreender.

Não que não tenha sido uma boa leitura, mas confesso que tinha expectativas demasiado elevadas e, apesar de se revelar uma leitura agradável, não foi tão surpreendente ou envolvente como "Calafrio". Neste "Uma Voz Na Noite", o cerne pareceu-me estar sempre mais no romance do que no suspense ou no mistério, o que retirou algum ritmo à história, comparativamente ao livro anterior da autora.

Talvez tivesse apreciado mais esta história se não a tivesse lido nesta altura, logo a seguir a dois livros que me marcaram muito positivamente. Ainda assim, não deixo de recomendar a quem aprecia romance com uma pitada de policial e mistério, mesmo sem a intensidade e ritmo de "Calafrio".

Calafrio, Sandra Brown

11 dezembro 2010

Páginas: 398
Categoria: Romance, Thriller, Policial

"
Cleary, uma pacata cidade da Carolina do Norte, foi abalada pelo desaparecimento de cinco mulheres em dois anos e meio. Não há corpos, pistas ou suspeitos, apenas uma misteriosa fita azul abandonada no local onde cada mulher foi vista pela última vez…
Lilly Martin regressa a Cleary para concluir a venda da sua cabana de montanha e pôr um ponto final ao casamento com Dutch Burton, o chefe da polícia local. Depois de fechar as portas ao seu passado, não imaginava voltar atrás tão cedo. Mas, ao deixar a casa, sob um temporal, Lilly perde o controlo do carro e atropela um homem que emergia inesperadamente do bosque. Trata-se de Ben Tierney, que ela conhecera no Verão passado. Os dois são então forçados a regressar à cabana para esperarem pelo fim da terrível tempestade de neve.
Incontactáveis, com poucos víveres e quase sem aquecimento, Lilly e Ben vão aproximar-se um do outro, ao mesmo tempo que cresce a atracção e o desejo entre ambos. Mas, à medida que o isolamento se prolonga e os dois se envolvem, Lilly receia que a maior ameaça não seja o temporal, mas sim o homem ao seu lado...
Quem será o misterioso Ben Tierney: o raptor ou o homem capaz de salvar Lilly da tragédia que a assombra?
Calafrio é um romance intenso, no qual confiar na pessoa errada pode marcar a diferença entre a vida e a morte."

Depois de ler esta opinião, fiquei ansiosa por pegar neste livro. Gosto de muito de livros que nos conseguem prender até ao fim e que acabam por nos surpreender, com voltas e reviravoltas. Quem me conhece bem, sabe que não é fácil um livro policial surpreender-me, mas este conseguiu-o e foi mesmo uma leitura compulsiva.

Com a parte romântica bem entrelaçada com o mistério, ao longo do livro somos levados a suspeitar de quase todos e só no final se confirmam (ou não) suspeitas. Com uma escrita quase cinematográfica, Sandra Brown envolve-nos totalmente nesta história e não me deixou fechar o livro enquanto não confirmei as minhas suspeitas. Apesar de ser um livro mais para o público feminino, não deixa de ter uma vertente de mistério e suspense bastante intensa e interessante.

Gostei muito e recomendo tanto às fãs de policiais/thrillers como de romances.

Noites de Chuva e Estrelas, Maeve Binchy

Editora: Bertrand
Páginas: 228
Categoria: Romance

"Seis desconhecidos, sem nada em comum a não ser a necessidade de fugir de casa, conhecem-se numa taberna na aldeia grega de Aghia Anna. Fiona é uma jovem enfermeira irlandesa cuja família se recusa a deixá-la viver a sua vida. O académico americano Thomas sente falta do filho e receia que a ex-mulher o afaste dele. Elsa é alemã e abandonou a carreira de apresentadora de televisão, mas alguém do seu passado não quer deixá-la partir. O tímido inglês David está determinado a enfrentar o pai dominador. Aos quatro junta-se Andreas, o dono da taberna, cheio de saudades do filho que partiu para a América nove anos antes, e Vonni, uma irlandesa há muito radicada na região. A história de um Verão que vê nascer amizades e amores entre seis pessoas que a vida juntou sob a chuva e as estrelas das noites gregas..."

Depois de ler um livro pesado (não num sentido negativo) como Mr. Clarinet, estava a precisar de algo levezinho para desempoeirar leituras e decidi pegar num livro que já estava na estante há imenso tempo.

Apesar de não ser o melhor livro de Maeve Binchy que li, é um livro ternurento, sereno, com uma história leve e personagens com as quais é fácil identificarmo-nos. Mesmo não sendo uma história inesquecível, proporciona bons momentos de leitura com um leque de personagens interessantes, das quais se destaca Vonni (que, se calhar, até merecia que a sua história fosse mais aprofundada).

É uma história de Verão ideal para ler no Verão, transportando-nos por alguns momentos para as ilhas gregas. Ou seja, cumpriu plenamente a sua função :)

O Jogo da Verdade, Sveva Casati Modignani

12 novembro 2010

Editora: Porto Editora
Páginas: 416
Categoria: Romance

"Roberta é uma jovem livreira em plena crise existencial e conjugal - Oscar, o marido, com quem casou contra a opinião de toda a gente, revela-se incapaz de responder às suas necessidades e de assumir as responsabilidades de uma família. Uma dolorosa reflexão leva Roberta a percorrer o passado e a descobrir as raízes do seu mal-estar, que remontam à infância, passada no meio dos afectos envolventes da família paterna, onde a mãe, Malvina, brilhava pela ausência. Feminista convicta no período turbulento de 68, Malvina escolhera viver de acordo com os seus princípios e confia a filha ao companheiro. Desta situação vão nascer, ao longo do tempo, dramas, mal-entendidos, conflitos mal resolvidos e também segredos há muito guardados. E é apenas ao dissipar estas sombras que Roberta vai conseguir superar a crise e reconciliar-se consigo mesma. Uma história de ligações profundas e paixões intensas em que Sveva Casati Modignani, através do confronto entre duas gerações de mulheres, nos conta como éramos antes e como somos agora."

Esta autora é daquelas que gosto de ter na minha estante, para recorrer aos seus livros quando me apetece ler algo reconfortante, com uma história envolvente e feminina. E apesar deste livro cumprir esses objectivos, não me agradou tanto como outros da autora, como por exemplo "
Feminino Singular".

Mais uma vez a autora escreve um livro sobre várias gerações de mulheres e as suas relações, mas as personagens deste livro não me pareceram tão cativantes e marcantes como outras e achei a história bastante morna, se bem que agradável.

Para quem se quer estrear nas obras de Sveva, não será provavelmente o livro mais indicado. Mas para os fãs, trata-se certamente de mais um bom livro.

Tua Para Sempre, Luanne Rice e Joseph Monninger

06 novembro 2010

Páginas: 168
Categoria: Romance

"Poderá um casamento feliz resistir à mais dura das provas? A história apaixonante de um casal antes e depois do momento que mudou a vida de ambos para sempre.
Sam e Hadley West tentam, cada um à sua maneira, encontrar um novo rumo para a sua vida, depois da trágica perda do filho de ambos, Paul. Para Sam, o futuro passa por encontrar o local onde o filho morreu, numa arriscada jornada em trenó pela árida e bela imensidão do Alasca. Para Hadley, implica mudar-se para uma casa de praia, distante, isolada e coberta de salitre, onde finalmente recomeça a pintar.
A partir daí, em lados opostos do país, os dois começam a trocar cartas repletas de sentimentos e verdades que não conseguiram expressar pessoalmente, enquanto recordam o seu casamento — os momentos mágicos e os mais desafiantes —, redescobrindo as razões por que se apaixonaram. A história de ambos é rica e intensa, entre as memórias de um passado feliz e as emoções profundas que os abalam no presente.
Enquanto Sam arrisca a vida para alcançar o remoto local do acidente, Hadley inicia uma outra viagem, igualmente perigosa, lutando contra o vazio e a dor que sente. E, no local onde tudo se perdeu, eles vão reencontrar-se…
Será o amor que ainda os une capaz de preencher o vazio provocado pela morte do filho ou terão de trilhar caminhos diferentes? Nesta notável colaboração, Luanne Rice e Joseph Monninger criam, através de uma série de cartas íntimas e profundas, um romance extraordinariamente comovente.
Tua para Sempre é uma história dolorosamente real, emotiva e inesquecível."


Após uns quantos tiros mais ou menos "ao lado" em termos de leituras (ver opiniões anteriores), mais uma vez fui surpreendida por um pequeno livrinho que me encantou e comoveu.

Nas poucas páginas deste livro acompanhamos a jornada deste (ex-)casal através das cartas que vão escrevendo um ao outro. E não precisam de escrever muito para sermos imediatamente transportados para junto deles e para vivemos cada momento da caminhada que fazem separados geograficamente, mas unidos nas palavras escritas que partilham um com o outro e que os ajudam a se redescobrirem.

Quando se escreve de coração aberto, não é preciso escrever muito, poucas palavras sinceras bastam para transmitir o que vai na alma e estas duas personagens/autores fazem-no lindamente e de uma forma comovente. Senti-me como se os visse de caneta em punho a debitar o que lhes ia na alma para o papel... Muito bom.

Gosto de histórias contadas através da troca de correspondência... Assim de repente, lembro-me de "A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata" e de "84 Charing Cross Road", duas obras em que a troca de missivas é o meio escolhido para contar histórias que, para mim, se tornaram inesquecíveis. Este livro completa um trio de livros que me fizeram oscilar entre o riso e a comoção e que me marcaram como leitora.

A Ilha das Garças, Sue Monk Kidd

Editora: Asa
Páginas: 320
Categoria: Romance

"No interior de um mosteiro beneditino na ilha de Egret, ao largo da costa da Carolina do Sul, repousa um misterioso trono com sereias gravadas, dedicado a uma santa que, segundo a lenda, era sereia antes da sua conversão. Quando Jessie regressa à ilha por causa de um acto de violência aparentemente inexplicável da sua excêntrica mãe, a sua vida prima pela normalidade e o seu convencional casamento com Hugh é seguro e estável. Jessie ama Hugh mas, uma vez na ilha, a atracção que sente pelo irmão Thomas, um monge que está prestes a fazer os votos solenes, é irreprimível. Rodeada pela beleza exótica dos pântanos, deltas e garças majestosas, Jessie debate-se com a tensão do desejo, com a luta e a negação dos seus próprios sentimentos, com a liberdade a que acha que tem direito e com a força inexpugnável do lar e do casamento. Será que o poder do trono da sereia é apenas um mito? Ou será capaz de alterar o seu destino? O que está prestes a acontecer irá desvendar as raízes do passado atormentado da mãe, mas, acima de tudo, permitir que Jessie se reconcilie com a vida.

A Ilha das Garças é um romance vívido sobre sereias e santos, sobre as paixões do espírito e os êxtases do corpo, iluminando brilhantemente o despertar de uma mulher para o seu eu mais profundo."

Um livro para mim difícil de descrever... Fiquei com a sensação que não o li na altura certa para apreciar devidamente todas as suas nuances e que acabei por ficar pela superfície de uma história que tinha muito mais para me dar.

No entanto, não posso dizer que tenha sido uma leitura que correu mal... Tanto a história como a escrita da autora me envolveram e li este livro rapidamente. Mas seja pelas expectativas criadas após a leitura de "
A Vida Secreta das Abelhas" (que adorei), seja pelo que fui lendo sobre este livro na blogosfera, foi uma leitura condicionada...

A história é muito bonita, com um leque de personagens bastante interessante e variado, e merece uma releitura numa altura mais propícia.

Compaixão, Jodi Picoult

Editora: Civilização
Páginas: 408
Categoria: Romance

"Se o amor da sua vida lhe pedisse ajuda para morrer, que faria?
O comandante da polícia de uma pequena cidade de Massachusetts, Cameron McDonald, faz a detenção mais difícil da sua vida quando o seu primo Jamie lhe confessa ter matado a mulher, que sofria de uma doença terminal, por compaixão. Agora, um intenso julgamento por homicídio coloca a cidade em alvoroço e vem perturbar um casamento estável: Cameron, colaborando na acusação contra Jamie, vê-se, de repente, em confronto com a sua mulher, Allie – fascinada pela ideia de um homem amar tanto a mulher a ponto de lhe conceder todos os desejos, até mesmo o de acabar com a vida dela. E quando uma atracção inexplicável leva a uma traição chocante, Allie vê-se confrontada com as questões sentimentais mais difíceis: quando é que o amor ultrapassa os limites da obrigação moral? E o que é que significa amar?"

Mais uma vez, Jodi Picoult foca um assunto polémico, criando um leque de personagens variado e mostrando-nos, através delas e das suas interacções, tanto a força como a fragilidade do amor nas suas diversas vertentes.

Tendo de reconhecer que se trata de uma obra muito bem escrita, como é hábito desta autora, esta história não me conseguiu comover nem envolver tanto como eu esperava. Achei que faltou um pouco de ritmo e também alguma emoção, tornando-se uma história lenta, o que, por vezes, me aborreceu. Exceptuando uma ou duas personagens, as restantes são bastante lineares e previsíveis, um aspecto que também me impediu de desfrutar completamente desta leitura. Esperava mais drama, mais intensidade, um pouco mais da história de Jamie e da sua mulher, relações menos mornas e cordiais... Achei uma história tépida à qual faltou qualquer coisa para me cativar totalmente.

Mas mesmo não tendo correspondido às minhas expectativas nesta obra, há que convir que Jodi Picoult escreve mesmo muito bem sobre temas complexos e actuais e é uma autora que continuarei a ter sempre debaixo de olho.

Um Amor Sem Tempo, Carlos Machado

19 outubro 2010

Editora: Presença
Páginas: 264
Categoria: Romance
excerto

"Após seis anos de ausência, Eduardo regressa à aldeia onde nasceu para vender a propriedade da família, votada ao abandono desde a morte do avô. «Ia ficar pouco tempo», pensava encostado a uma árvore do carvalhal que bordejava a aldeia. Mas, subitamente, uma sucessão seca de tiros fez reverberar o ar sólido do estio e acabou com a paz daquele dia. Os famosos pombos-correio de Severino Sarmento, o homem mais poderoso da terra, tinham sido traiçoeiramente abatidos. E é, então, que se dá o reencontro de Eduardo com o seu passado e com todos aqueles que o marcaram de forma indelével. Sobretudo Mariana, a bela filha de Severino e seu grande amor.
Carlos Machado, num romance apaixonante, conduz-nos através de uma trama que tem lugar nos tempos agitados do pós-25 de Abril e que nos coloca, sem moralismos, perante fraquezas e grandezas da natureza humana."

Este livro surpreendeu-me, não pela história em si, mas pela forma como o autor conseguiu aproveitar a riqueza da nossa língua para enriquecer a sua obra. Histórias de amores desencontrados, pais terríveis, encontros e desencontros, são relativamente comuns, mas tão bem escritas, são uma raridade.

A nossa língua é riquíssima e foi a habilidade com que o autor a usou que me prendeu ao livro e, consequentemente, à história de Eduardo e Mariana, que acaba por ser a história de uma pequena comunidade rural no pós-25 de Abril e dos elementos fulcrais dessa comunidade, no âmbito de toda a ambiência política da época.

Sem exagerar na dose de romantismo ou de factos históricos, o autor enquadra-nos bem na época e aproxima-nos daquela comunidade, como se dela fizéssemos parte e estivéssemos a assistir em primeira mão aos acontecimentos.

Gostava que a história da(s) Mariana(s) se tivesse prolongado por mais algumas páginas e que tivesse sido mais aprofundada, mas mesmo assim, trata-se de um belíssimo tributo à nossa língua e cultura, que me fez várias vezes lembrar alguns clássicos da nossa literatura. Um escritor a ter debaixo de olho, sem dúvida.

Volto Para Te Levar, Guillaume Musso

21 setembro 2010

Editora: Bertrand
Páginas: 336
Categoria: Romance

"Vivam intensamente, amem intensamente. Nós pensamos sempre que temos tempo, mas não é verdade. Um dia tomamos consciência de que transpusemos o ponto de não retorno e que já não podemos voltar atrás. O momento em que nos apercebemos que deixámos passar a nossa oportunidade... Ethan, Céline, Jessie. Um homem, uma mulher, uma criança. três personagens à beira do abismo. Que se vão encontrar, destruir-se e amar-se. Terão também eles ultrapassado o ponto de não retorno? Resta-lhes 24 horas para mudar as suas vidas. Mas será que o amor pode vencer a morte?"

Tinha saudades de ler este autor e este livro estava parado na estante desde a Feira do Livro do ano passado à espera da altura certa e, realmente, foi uma leitura muito, mas muito bem-vinda, na altura certíssima.

Depois de uma série de leituras "mornas", com algumas desistências pelo meio, este livro fez-me voltar a ficar agarrada a uma história sem conseguir largá-la até à última página. Este autor tem esse dom... e agora fico a ansiar por um novo título dele.

Mais uma história de Musso, ou seja, viciante, envolvente, intrigante e surpreendente! Este é daqueles (livro e autor) que recomendo sem reservas, para ler e reler... Muito bom mesmo!

Refúgio, Nora Roberts

20 setembro 2010

Editora: Chá das Cinco
Páginas: 400
Categoria: Romance

"Jo Ellen, fotógrafa de renome, pensava ter fugido à casa chamada Refúgio há muito tempo. Ali passara os seus anos mais tristes, depois do desaparecimento inesperado da mãe. Contudo, a casa que encima as praias exóticas de uma ilha ao largo da Geórgia continua a assombrá-la. E agora, mais assustadoras ainda são as fotografias que alguém lhe começa a enviar: primeiros planos sinistros e puros, culminando no retrato mais chocante de todos, o da mãe... nua, bela e morta. Jo terá de regressar à ilha da sua infância e à família que procurou esquecer. Com a ajuda de um homem, descobrirá toda a verdade sobre o seu trágico passado. Mas o seu Refúgio pode revelar-se o local mais perigoso de todos..."

Mais um livro desta autora que não desilude fãs nem leitores ocasionais, como é o meu caso, pois tem os ingredientes certos para umas boas horas de leitura: mistério, romance e alguma acção.

No entanto, como fã de policiais e thrillers, o tipo de mistério criado por Nora Roberts nos seus livros leva a que o culpado se torne previsível depois de ler apenas algumas páginas. Mas não se trata de um policial e sim, de um romance e, como tal, está bem conseguido.

Para mim, que procuro os livros desta autora quando estou mais cansada e preciso de desanuviar, serve o seu propósito. Mais ainda nestes últimos livros editados por cá, que acho mais equilibrados no conteúdo e no desenrolar da história do que livros mais antigos da autora, onde o final me parecia sempre apressado.

As Cinco Pessoas Que Encontramos no Céu, Mitch Albom

19 setembro 2010

Editora: Pergaminho
Páginas: 192
Categoria. Romance

"Eddie é um veterano da Segunda Guerra Mundial que sente que a sua vida não tem qualquer sentido nem importância e lamenta o facto de não ter vivido mais intensamente. No dia do seu 83º aniversário, morre num acidente trágico ao salvar a vida de uma criança. A última coisa que sente é duas mãozinhas a segurar as suas - e depois o silêncio. É então que tudo começa. Eddie desperta no Céu. À sua espera estão cinco pessoas que, de uma forma ou outra, determinaram o percurso da sua vida. Através delas, vai descobrir as ligações invisíveis que constituíram o padrão da sua vida. Será que passou 83 anos insignificantes na Terra? Ou teria a sua vida tido afinal algum sentido?"

Este Verão, entre ir lendo os empréstimos que tinha cá por casa, fui seleccionando alguns livrinhos da minha estante ao acaso (ou conforme chamavam por mim) e este foi um dos tesourinhos que finalmente saiu da estante para ser lido.

Depois de ter lido "As Terças com Morrie" do mesmo autor e de ter sido uma leitura que me comoveu e marcou, fui logo pesquisar se haveria mais obras do mesmo autor. Foi então que deparei com este livro que comprei logo, mas que foi ficando esquecido na estante.

Saiu da estante na altura certa e pude finalmente apreciar esta história de uma simplicidade comovente, escrita de forma leve, mas com grandes lições e que acaba por nos fazer reflectir sobre a vida e o nosso impacto nas pessoas com quem nos vamos cruzando ao longo da nossa existência, deixando-nos no fim a pensar quais poderiam ser as nossas cinco pessoas, lá, do outro lado.

Só agora descobri que foi feito um filme baseado neste livro, como podem ver no site da IMDB. Segue-se um vídeo que encontrei no YouTube com algumas imagens do filme, dado que não encontrei o trailer oficial...

Dança com o Diabo, Sherrilyn Kenyon

30 agosto 2010

Editora: Chá das Cinco
Páginas: 304
Categoria: Romance, Fantasia
excerto

"Zarek é o mais perigoso de todos os Predadores da Noite. Exilado no Alasca durante séculos, desprezado pela deusa que o criou e temido pela sua própria espécie, foi condenado à morte por Ártemis na sua última missão. A sua única hipótese de salvação vem do líder dos Predadores da Noite, Acheron, que convoca a justiça da ninfa Astrid; mas, em toda a história do mundo, Astrid nunca considerou ninguém inocente... Dizem que mesmo o homem mais amaldiçoado pode ser perdoado, mas conseguirá Zarek convencer Astrid de que, por trás de uma besta feroz, se esconde um ser humano que deseja amar e ser amado?"

Desde que lera o volume anterior desta saga, O Abraço da Noite, que estava muito curiosa em relação a este livro em que a personagem é Zarek, que já tinha mostrado o seu feitiozinho "especial". Aliás, bastou a sua aparição relativamente fugaz no volume anterior para me deixar muito curiosa.

Assim, quando me estava a apetecer mesmo ler algo que me aligeirasse leituras, me divertisse e me fizesse mergulhar vorazmente na história, a escolha teria de recair mesmo sobre Sherrilyn Kenyon. E se já sabia que esta autora não desiludia, desta vez as expectativas foram mais que superadas. Para não fugir à regra, mais um livro de SK devorado numa noite... Depois de começar, é impossível largar.

Adorei a personagem do Zarek, com um feitiozinho muito particular, com uma carapaça dura, mas um coração de ouro. Adorei os apartes do Sasha e a candura da Astrid, que esconde uma força intensa. No geral, a dinâmica das personagens está muito bem conseguida e a autora volta a misturar de forma muito inteligente o mistério, o paranormal e o drama, mas também muito humor. Aliás, acho que este livro me agradou mais que todos os anteriores da saga, porque não senti tanto o foco nas cenas intensas de amor, mas mais no humor e na tal dinâmica entre personagens.

Resumindo, até agora, o melhor da saga Predadores da Noite, editada pela Chá das Cinco. Para quem gosta do género, é imperdível!

Um Violino na Noite, Jojo Moyes

22 agosto 2010

Editora: Porto Editora
Páginas: 416
Categoria: Romance
excerto

"Isabel Delancey, uma mulher frágil e ainda jovem, alheada das vicissitudes do dia-a-dia, vivia para a música - era violinista numa orquestra sinfónica.
O que a prendia à realidade era o amor que sentia por Laurent, o seu marido. Quando este morre num brutal acidente, Isabel vê-se obrigada a confrontar-se com a terrível situação financeira em que o marido deixou a família e a assumir o papel de mãe que sempre tinha sido desempenhado por uma ama.
A Casa Espanhola, uma propriedade que herda inesperadamente, sendo uma fonte inesgotável de problemas, vai ser ao mesmo tempo um desafio à sua coragem e determinação, transformando Isabel numa mulher madura.
Ali, vai encontrar uma solidariedade inesperada, um rancor visceral e o amor."

Depois de ter tido uma boa surpresa e de ter gostado bastante do primeiro romance de Jojo Moyes editado por cá, Silver Bay - A Baía do Desejo, não resisti a comprar este novo lançamento da Porta Editora com o intuito de ser uma das minhas leituras deste Verão.

Apesar deste livro não me ter encantado tanto como anterior, é um livro que se lê bastante bem, com uma escrita serena e fluída que nos leva a folhear as suas mais de 400 páginas quase sem darmos por isso.

Contudo, achei as personagens centrais menos "especiais" do que as de Silver Bay. E exceptuando os Primos e a relação do filho de Isabel com Byron, o resto achei morno, ao ponto de a parte intermédia história se arrastar mais do que seria necessário.

É um livro que se lê muito bem, mais pela escrita da autora do que pela história. Desta vez, Jojo Moyes não me encantou, mas também não me desiludiu. Foi uma leitura agradável e serena, que me fará ficar atenta a outros livros dela.

O Verão das Nossas Vidas, Luanne Rice

11 agosto 2010

Editora: Quinta Essência
Páginas: 290
Categoria: Romance

"Capri: uma ilha lendária, mergulhada em sabedoria e mistérios seculares…
Uma mulher que aprende finalmente a confiar na vida e no amor…
Mãe e filha, separadas durante anos, à procura de uma forma de enfrentarem juntas o futuro…

Há dez anos, Lyra Davis deixou para trás as pessoas que mais amava, incapaz de reconciliar as expectativas da família com as aspirações do seu próprio coração. Agora vive tranquilamente no meio de uma comunidade de expatriados em Capri, aprendendo devagar, com cuidado e pela primeira vez, a viver em pleno, desabrochando graças à amizade de um homem único que reconhece nela a sua alma gémea.
Em Newport, Rhode Island, Pell Davis está preparada para assumir o seu lugar entre a elite local. Porém, tanto ela como a irmã mais nova, Lucy, ainda suspiram pela mãe que as abandonou quando eram crianças, para serem criadas pelo pai que as adorava. Pell acha que conhece os motivos da sua mãe, que julgava poder amá-las melhor se partisse. Mas agora, com o pai morto, Pell decide atravessar o oceano para encontrar a mãe de quem se recorda e as verdades escondidas que Lyra nunca fora capaz de contar…
Sentimental e inesquecível, O Verão das Nossas Vidas revela como um romance improvável dá nova forma ao significado do amor e uma família resiste ao reavivar de memórias para encontrar um novo caminho."

Uma autora que, para mim, foi das melhores descobertas dos últimos anos neste género, uma capa fresquinha, a sinopse e a ideia de "mergulhar" por algumas horas em Capri, fizeram-me pegar neste livro nestes dias mais quentes com elevadas expectativas, confesso.

Contudo, foi talvez o livro desta autora que mais tempo demorei a ler e o que menos me marcou. Achei a história morna demais, com mudanças de perspectiva que por vezes me deixaram confusa e nada surpreendente em relação a outros livros da mesma autora.

Nesta sua obra, Luanne Rice continua a primar por personagens ternas e encantadoras (se bem que a voz da personagem principal, Pell, não me encantou particularmente), por paisagens interessantes, por histórias que apelam ao coração, mas, este livro pecou um pouco ao nível da intriga, sem picos para aguçarem o interesse e mesmo as fases que deveriam ser mais emotivas não me conseguiram despertar grandes emoções.

Mesmo não sendo um livro marcante, é uma boa leitura de Verão, mas fica aquém de outros livros da autora... Esperava melhor...

Beatriz e Virgílio, Yann Martel

28 julho 2010

Editora: Presença
Páginas: 176
Categoria: Romance
excerto

"Henry, um escritor reconhecido, decide escrever um livro, meio ficção e meio ensaio, como forma de abordar todos os aspectos de um mesmo tema. Completamente desencorajado pelos seus editores, desiste do projecto e vai viver para outra cidade. Aí, contudo, continua a receber cartas de leitores e, um dia, um taxidermista escreve-lhe a pedir ajuda. Henry apercebe-se então de que estão ambos a tentar escrever sobre o mesmo tema. Um livro polémico e provocador, que confirma o autor de A Vida de Pi, o Man Booker Prize de 2002, como um dos mais surpreendentes escritores canadianos da actualidade."

Foi com bastante curiosidade que avancei para esta leitura e terminei sem saber muito bem o que escrever sobre este livro. A sensação é que mastiguei, mastiguei, mas não o consegui digerir devidamente...

Talvez o facto de esperar algo mais concreto sobre o Holocausto me tenha feito perder um pouco no meio desta tentativa de parábola. A ideia com que fiquei é que foi um livro muito trabalhado e elaborado pelo autor, mas de tal forma que chega ao ponto de deixar o leitor um pouco perdido, com um subtexto que nem sempre é muito claro.

É uma história que não se esgota numa primeira leitura e que se apresenta como um desafio para o leitor.
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