Um Estranho nos Meus Braços, Lisa Kleypas

25 janeiro 2009

Editora: Arco de Diana
Páginas: 320
Categoria: Romance
"'Lady Hawksworth, o seu marido não está morto…'. Lara não podia acreditar no que estava a ouvir. O seu marido, desaparecido há um ano num naufrágio, com quem tinha vivido um casamento infeliz e desprovido de amor estava vivo e iria voltar para casa. Como era possível? Lara não conseguiu controlar a emoção quando reencontrou Hunter. O homem frio e cruel que lhe atormentou a vida e só lhe deu dor, vergonha e humilhação no leito matrimonial. Agora estava ali. Mais magro, com a pele mais escura, mais velho… mas sem dúvida que era Hunter. Aquele homem conhecia segredos que só o marido podia saber, tinha a sua fotografia guardada numa pequena caixa, a mesma que ela lhe dera há três anos quando aquele partira para a Índia. Mas, ao mesmo tempo, era um homem assustadoramente diferente. Mais meigo, atencioso aos seus caprichos, decidido a reconquistar o seu amor, a fazê-la sentir uma mulher desejada e a esquecer as memórias tristes do passado. Mas será aquele homem realmente o seu marido ou um impostor a cujos braços Lara se entrega na busca da felicidade tão desejada?"
Andava com as leituras um bocado "bloqueadas", mas este livro foi um bom antídoto. As primeiras 50 páginas foram de uma assentada e as restantes de rajada... Não descansei enquanto não acabei de ler Gostei bastante da escrita da autora e a história está bem construída. Ou seja, mesmo sendo previsível, como quase todos os livros da dita literatura romântica, a forma como está escrita leva-nos a querer saber mais e ler sempre "só" mais um capítulo. No início, embirrei com as constantes referências ao estado excitado de Hunter que me pareciam cortar um bocadinho a envolvência da história. Mas, a partir de determinada altura, as referências sexuais passam a encaixar melhor no fluir da história e as cenas mais quentes adquirem a sua própria magia. No fim, fiquei com uma vontade imensa de "seguir" o resto da vida das personagens. São de facto, personagens cativantes. É uma história envolvente e que nos cativa pela ternura que nos faz ter pelas personagens principais.  Não sendo uma obra prima de literatura, foi um livro que gostei bastante de ler e que cumpriu plenamente o propósito de me aligeirar as leituras. Uma autora a ter debaixo de olho para quem gostar de boa literatura romântica.

BiblioCitação I

23 janeiro 2009

"Há os livros que antes de lidos já estão lidos. Há os que se lêem todos e ficam logo lidos todos. E há os que nos regateiam a leitura e que pedimos humildemente que se deixem ler todos e não deixam e vão largando uma parte de si pelas gerações e jamais se deixam ler de uma vez para sempre."
Vergílio Ferreira, "Escrever"

O Lado Selvagem, Jon Krakauer

19 janeiro 2009

Editora: Presença
Páginas: 224
Categoria: Biografia (?)
"Baseado no caso real de Christopher McCandless, um jovem de vinte e dois anos que, ao terminar a faculdade, doou todo o seu dinheiro a uma instituição de caridade, mudou de identidade e partiu em busca de uma experiência genuína que transcendesse o materialismo do quotidiano. Começando a sua viagem pelo Oeste americano, Christopher dá igualmente início a uma aventura que mais tarde viria a encher as páginas dos jornais e que termina com a sua morte no Alasca. Uma morte misteriosa… Acidental ou propositada? Um livro comovente que cativa o leitor pela forma como é retratada a força indomável de um espírito rebelde e lírico."
Tinha expectativas muito elevadas em relação a este livro. Vira a apresentação do filme, pareceu-me excelente e decidi ler primeiro o livro, mas confesso que as minhas expectativas sairam goradas.

A história verídica em que se baseia o livro é abordada de uma forma que me fez lembrar aqueles documentários póstumos em que várias pessoas falam de como e onde se cruzaram com o visado.

Não achei que a escrita nos transportasse nem na viagem, nem aos locais por onde Chris passou. A leitura tornou-se ainda mais difícil quando o autor se desvia do percurso de Chris e vai buscar várias histórias de "vagabundos" mais ou menos famosos e com fins mais ou menos trágicos para mostrar que a história não é inédita, mas pareceu-me também que o fez para quase desculpar e justificar o que aconteceu. Pior ainda, quando fala da sua própria história e a encadeia no meio dessas divagações.
Sinceramente, teria apreciado muito mais a leitura se o fio condutor se mantivesse no percurso de Chris e na paisagem que o envolvia e encantava. Esperava que fosse mais uma história "on the road" e não uma divagação sobre motivos, inspirações ou justificações...
Nesse sentido, apreciei muito mais o filme (ver comentário aqui).

BiblioImagem I

15 janeiro 2009

The Book Quiz :)

11 janeiro 2009

You're The Sound and the Fury!

by William Faulkner

Strong-willed but deeply confused, you are trying to come to grips with a major crisis in your life. You can see many different perspectives on the issue,
but you're mostly overwhelmed with despair at what you've lost. People often have a hard time understanding you, but they have some vague sense that you must be brilliant anyway. Ultimately, you signify nothing.

"Ultimately, you signify nothing"?!!! Ora bolas, isto era suposto ser divertido, não depressivo. Já não sei se me apetece ler este livro... Agora amuei :P

Sob Um Céu de Mármore Branco, John Shors

02 janeiro 2009

Editora: Difel
Páginas: 432
Categoria: Romance Histórico
"Em 1632, o imperador do Hindustão, Shah Jahan, consumido pela dor por morte da Imperatriz, Mumtaz Mahal, ordenou a construção de um grande mausoléu que simbolizasse a grandeza do seu amor. Contra cenários de fundo de inimaginável riqueza e poder, de rivalidades fratricidas e de cruel despotismo, a princesa Jahanara narra a extraordinária história da edificação do Taj Mahal, descrevendo a sua própria vida como agente da sua criação e testemunha dos eventos fatídicos que rodearam a sua conclusão.

Como princesa e mãe, como irmã e filha, Jahanara depara-se continuamente com escolhas impossíveis e descobre o verdadeiro significado da sua herança régia. Em Sob um Céu de Mármore Branco, John Shors recria um Hindustão histórico, transbordando de intriga empolgante e encerrando a verdade secreta do Taj Mahal, para um mundo que continua a vergar-se perante a sua eterna majestade."
Uma história de amor intensa, sofrida, mas sempre esperançosa e corajosa, que nos leva ao Hindustão e à época que abrange toda a construção do Taj Mahal. O relato começa um bocadinho antes da construção do gigantesco mausoléu e termina uns anos depois do fim da construção. Em retrospectiva, acompanhamos o relato de Jahanara da sua vida desde a infância até ao momento em que decide contar às netas a sua história "secreta". De uma forma genial e absolutamente envolvente, John Shors consegue contar os anos atribulados do Hindustão e daquela família, centrando-se essencialmente em Jahanara: na sua luta pela sobrevivência, no amor ao pai, no respeito pelos deveres, mas acima de tudo, na bela história de amor entre ela e o pai da sua filha. Mesmo nas partes da história em que o autor se debruça sobre os conflitos naquela zona do mundo e nas intrigas políticas e palacianas, a história não perde o interesse e tudo se encaixa criando uma narrativa bastante fluída. Resumindo: Uma bela história de amor com um excelente enquadramento histórico. Foi a minha primeira leitura deste ano e fiquei mesmo com o "bichinho" de tentar descobrir mais sobre o que foi romanceado e o que realmente é facto histórico... Adivinham-se umas quantas pesquisas ;) São 400 e tal páginas que se lêem com muito prazer e quanto a mim, fiquei fã do autor. Pelo que andei a pesquisar, já há um segundo livro (Beside a Burning Sea) do autor, mas ainda não foi editado por cá. Espero que esteja para breve!

Branco, Rosie Thomas

Editora: Saída de Emergência
Páginas: 320
Categoria: Romance
Excerto
"Dois homens que enfrentam os seus demónios e uma mulher que persegue o seu próprio sonho. Para Sam MacGrath um encontro fugaz com uma jovem num voo turbulento, é o suficiente para lhe mudar a vida. Loucamente atraído por ela, segue o seu impulso e jura segui-la até ao Nepal. A jovem Finch Buchanan ingressa numa expedição aos Himalaias como médica, mas quando chega, reencontra um homem que nunca conseguiu esquecer. Al Hood fez uma promessa à filha: Se conquistar o pico desta montanha, deixará a escalada para sempre. O Evereste eleva-se sobre o grupo, lindo e silencioso. Contra as ameaças do clima e da altitude, ergue-se a paixão e a força de vontade. As relações intensas entre Finch, Al e Sam, começam a desenrolar-se... Perante tamanho desafio, as consequências podem ser trágicas."
Confesso que comecei a ler este livro com expectativas elevadas. Primeiro, porque já ouvira maravilhas sobre a autora, mas também porque a sinopse me pareceu logo cativante.
Logo nos primeiros capítulos, embirrei com os nomes das personagens... Para mim Finch seria nome de homem e Alyn de mulher, mas era exactamente o oposto. "Ora bolas! Queres ver que vou passar o resto do livro a embirrar com os nomes?!", pensei eu. Enganei-me, mais umas páginas e estava completamente embrenhada na história.
Quase se consegue sentir a expectativa das personagens antes da partida, uma vez na escalada, sente-se verdadeiramente o frio e as dificuldades por que cada um passa e é como se estivéssemos no meio daquele grupo de alpinistas.
A meio, apercebi-me qual seria de facto o rumo da história. É nitidamente previsível, mas mesmo assim não fiquei desiludida. Acho que a autora encontrou uma boa forma de descrever o desenrolar dos acontecimentos e até acabou por me surpreender por ir mais além na história das personagens e aprofundar o "pós-escalada".
Quanto a personagens, desde o início fiquei fã do Al, coerente, firme e apaixonado. Achei o Sam e o seu "delírio" muito forçado no início, mas foi melhorando e crescendo ao longo da história, principalmente quando se desenvolve mais a relação dele com o pai. Depois, também temos um grupinho de personagens queridas, como a Suzy e o Dennis, e algumas personagens irritantes, como o Rix...<
Ou seja, uma boa história, com personagens humanas, para o bem e para o mal, numa situação limite e marcante.
Em suma, foi uma boa leitura e uma excelente apresentação a esta autora.
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