O Dia da Tormenta, Rosamunde Pilcher

19 fevereiro 2009

Editora: Círculo de Leitores Páginas: 218 Categoria: Romance
"No último dia de vida da sua mãe, Rebecca descobre que tem família na Cornualha e parte para essa região à descoberta do avô e de um primo que nunca conheceu. Mas só o enigmático Joss Gardner, o estranho que parecia inacessível, consegue ajudá-la a compreender os escuros segredos que estão por detrás da acolhedora recepção que os seus familiares lhe fazem."
O cansaço tem-se acumulado e como a leitura de "Clube Arcanum" se tem arrastado (estou a gostar, mas é mais denso e requer alguma concentração), peguei neste livrito.  É uma leitura levezinha: uma bela história romântica que poderia ter sido mais aprofundada, mas está muito bem escrita. Resta-me dizer que me soube mesmo muito bem descontrair um pouco com esta história, que, não sendo uma obra-prima, é de facto bastante agradável.

O Tradutor

11 fevereiro 2009

"(...) A tradução é uma arte esquecida; o tradutor um amanuense mal pago. Nas críticas literárias só é referido se traduzir mal. Em muitas críticas literárias de publicações conceituadas, o seu nome não chega sequer a ser referido. No entanto, é graças ao tradutor que o autor chega ao público.
O tradutor é, por isso, uma personagem invisível. (...)
É maravilhosa a profissão do tradutor. É ao mesmo tempo um leitor privilegiado – porque nenhum leitor escalpeliza tanto um livro como o seu tradutor – e um autor, mas um autor diferente porque recria em vez de criar. (...)
É uma profissão difícil. Requer trabalho, muito trabalho, muita humildade e obriga a uma profunda solidão. O tradutor passa os seus dias com alguém que está ausente, e apenas deixou um texto escrito.
Também por isso o tradutor tende a ser invisível."
Maria do Carmo Figueira Crónica completa aqui Descoberta em Na Companhia dos Livros

O Quarto Vermelho, Nicci French

06 fevereiro 2009

Editora: Quetzal
Páginas: 420
Categoria: Policial
"Em O Quarto Vermelho, o quinto romance policial de Nicci French, vamos encontrar uma jovem psicóloga, Katherine, cuja missão é ajudar a policia a prever as jogadas de um violento psicopata, Michael Doll. Acontece que, num passado recente, numa das suas sessões de terapia, o mesmo Michael Doll, atacou-a de uma forma tão violenta que o seu rosto ficou marcado para sempre. É, pois, profundamente traumatizada que Katherine resolve aceder ao desejo do detective encarregado do caso e enfrentar novamente o seu agressor. Simplesmente, desta vez, ela vai descobrir não só os caminhos tortuosos da mente daquele que persegue como da sua própria mente."
Um policial morno, morno, morno, ao qual falta emoção, suspense e ritmo, e que se torna longo demais, arrastando-se ao longo de 300 páginas para ganhar um bocadinho (pouco) ritmo nas últimas 100 páginas Se não fosse um policial, teria sido uma leitura que deixaria a meio, mas tive sempre esperança nalguma reviravolta e confesso, queria saber quem era o assassino. Apesar da leitura "animar" um pouco para o final, nem este me convenceu. Tenho mais livros desta dupla para ler, mas espero sinceramente que sejam melhores que este.

Cybook à venda

04 fevereiro 2009

Primeiro leitor digital de livros à venda em Portugal Notícia aqui Aparelho aqui

(PS: adorava ver/experimentar um ao vivo e a cores para tirar teimas. Talvez daqui a uns quantos meses, quando e se o preço baixar... bastanteeee!)

BiblioImagem II

01 fevereiro 2009

Time for Reading
Judy Gibson

Um Estranho nos Meus Braços, Lisa Kleypas

25 janeiro 2009

Editora: Arco de Diana
Páginas: 320
Categoria: Romance
"'Lady Hawksworth, o seu marido não está morto…'. Lara não podia acreditar no que estava a ouvir. O seu marido, desaparecido há um ano num naufrágio, com quem tinha vivido um casamento infeliz e desprovido de amor estava vivo e iria voltar para casa. Como era possível? Lara não conseguiu controlar a emoção quando reencontrou Hunter. O homem frio e cruel que lhe atormentou a vida e só lhe deu dor, vergonha e humilhação no leito matrimonial. Agora estava ali. Mais magro, com a pele mais escura, mais velho… mas sem dúvida que era Hunter. Aquele homem conhecia segredos que só o marido podia saber, tinha a sua fotografia guardada numa pequena caixa, a mesma que ela lhe dera há três anos quando aquele partira para a Índia. Mas, ao mesmo tempo, era um homem assustadoramente diferente. Mais meigo, atencioso aos seus caprichos, decidido a reconquistar o seu amor, a fazê-la sentir uma mulher desejada e a esquecer as memórias tristes do passado. Mas será aquele homem realmente o seu marido ou um impostor a cujos braços Lara se entrega na busca da felicidade tão desejada?"
Andava com as leituras um bocado "bloqueadas", mas este livro foi um bom antídoto. As primeiras 50 páginas foram de uma assentada e as restantes de rajada... Não descansei enquanto não acabei de ler Gostei bastante da escrita da autora e a história está bem construída. Ou seja, mesmo sendo previsível, como quase todos os livros da dita literatura romântica, a forma como está escrita leva-nos a querer saber mais e ler sempre "só" mais um capítulo. No início, embirrei com as constantes referências ao estado excitado de Hunter que me pareciam cortar um bocadinho a envolvência da história. Mas, a partir de determinada altura, as referências sexuais passam a encaixar melhor no fluir da história e as cenas mais quentes adquirem a sua própria magia. No fim, fiquei com uma vontade imensa de "seguir" o resto da vida das personagens. São de facto, personagens cativantes. É uma história envolvente e que nos cativa pela ternura que nos faz ter pelas personagens principais.  Não sendo uma obra prima de literatura, foi um livro que gostei bastante de ler e que cumpriu plenamente o propósito de me aligeirar as leituras. Uma autora a ter debaixo de olho para quem gostar de boa literatura romântica.

BiblioCitação I

23 janeiro 2009

"Há os livros que antes de lidos já estão lidos. Há os que se lêem todos e ficam logo lidos todos. E há os que nos regateiam a leitura e que pedimos humildemente que se deixem ler todos e não deixam e vão largando uma parte de si pelas gerações e jamais se deixam ler de uma vez para sempre."
Vergílio Ferreira, "Escrever"

O Lado Selvagem, Jon Krakauer

19 janeiro 2009

Editora: Presença
Páginas: 224
Categoria: Biografia (?)
"Baseado no caso real de Christopher McCandless, um jovem de vinte e dois anos que, ao terminar a faculdade, doou todo o seu dinheiro a uma instituição de caridade, mudou de identidade e partiu em busca de uma experiência genuína que transcendesse o materialismo do quotidiano. Começando a sua viagem pelo Oeste americano, Christopher dá igualmente início a uma aventura que mais tarde viria a encher as páginas dos jornais e que termina com a sua morte no Alasca. Uma morte misteriosa… Acidental ou propositada? Um livro comovente que cativa o leitor pela forma como é retratada a força indomável de um espírito rebelde e lírico."
Tinha expectativas muito elevadas em relação a este livro. Vira a apresentação do filme, pareceu-me excelente e decidi ler primeiro o livro, mas confesso que as minhas expectativas sairam goradas.

A história verídica em que se baseia o livro é abordada de uma forma que me fez lembrar aqueles documentários póstumos em que várias pessoas falam de como e onde se cruzaram com o visado.

Não achei que a escrita nos transportasse nem na viagem, nem aos locais por onde Chris passou. A leitura tornou-se ainda mais difícil quando o autor se desvia do percurso de Chris e vai buscar várias histórias de "vagabundos" mais ou menos famosos e com fins mais ou menos trágicos para mostrar que a história não é inédita, mas pareceu-me também que o fez para quase desculpar e justificar o que aconteceu. Pior ainda, quando fala da sua própria história e a encadeia no meio dessas divagações.
Sinceramente, teria apreciado muito mais a leitura se o fio condutor se mantivesse no percurso de Chris e na paisagem que o envolvia e encantava. Esperava que fosse mais uma história "on the road" e não uma divagação sobre motivos, inspirações ou justificações...
Nesse sentido, apreciei muito mais o filme (ver comentário aqui).

BiblioImagem I

15 janeiro 2009

The Book Quiz :)

11 janeiro 2009

You're The Sound and the Fury!

by William Faulkner

Strong-willed but deeply confused, you are trying to come to grips with a major crisis in your life. You can see many different perspectives on the issue,
but you're mostly overwhelmed with despair at what you've lost. People often have a hard time understanding you, but they have some vague sense that you must be brilliant anyway. Ultimately, you signify nothing.

"Ultimately, you signify nothing"?!!! Ora bolas, isto era suposto ser divertido, não depressivo. Já não sei se me apetece ler este livro... Agora amuei :P
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