BiblioCitação III

16 março 2009

"Mas hoje reconheço naquilo que então aconteceu, o esquema por meio do qual o pensamento e a acção se conjugaram ou divergiram durante toda a minha vida. Penso, chego a um resultado, fixo-me numa conclusão e apercebo-me de que a acção é algo independente, algo que pode seguir a conclusão, mas não necessariamente. Durante a minha vida, fiz muitas vezes coisas que não tinha decidido fazer e não fiz outras coisas que tinha firmemente decidido fazer. Algo que existe em mim, seja lá o que for, age (...) Não quero dizer que o pensamento e a decisão não tenham alguma influência na acção. Mas a acção não decorre só do que foi pensado e decidido antes. Surge de uma fonte própria e é tão independente como o meu pensamento e as minhas decisões."
O Leitor, Bernhard Schlink

Comer, Orar, Amar, Elizabeth Gilbert

11 março 2009

Editora: Bertrand  
Páginas: 376  
Categoria: Memórias http://comeroraramar.blogspot.com/

"Aos trinta anos, Elizabeth Gilbert tinha um marido, uma casa de campo, uma carreira de sucesso - tudo aquilo que uma mulher pode desejar. Ou talvez não... Consumida pela dúvida e pela inquietude, decide avançar para um divórcio difícil, sofrendo durante o processo uma depressão profunda e uma arrasadora crise existencial. É então que se decide pela aventura. Dividida entre o desejo de prazeres mundanos e a aspiração a uma transcendência divina, experimenta as delícias da "dolce vita" em Itália, o rigor ascético na Índia e no seu último destino - a Indonésia - procura o equilíbrio e encontra o amor."
Um livro que me despertou a curiosidade pelo imenso êxito que teve quando foi lançado por cá. Inicialmente, pensei que se tratasse de mais um livro de auto-ajuda, mas depois fui ouvindo, aqui e ali, algumas opiniões e afinal não era bem o que pensava. Mesmo assim, confesso que comecei a lê-lo apenas para tirar teimas e a pensar que seria para ler "na diagonal". Enganei-me, a escrita despretensiosa, divertida e de coração aberto, cativou-me... Ao fim de umas páginas já tinha oscilado entre a lágrima ao canto do olho e a gargalhada e ficado com uma vontade imensa de (re)aprender italiano. Quem pensa que é um livro de auto-ajuda, desengane-se. É isso sim um livro de partilha de vivências e das (revira)voltas que a vida dá. Um livro de aventuras e desventuras de alguém que tenta encontrar-se, "perdendo-se" pelos, neste caso, três cantos do mundo (Itália, Índia e Indonésia).
 

Clube Arcanum, Thomas Wheeler

08 março 2009

Editora: Saída de Emergência  
Páginas: 319  
Categoria: Fantasia/Thriller
excerto

"Uma conspiração tão horrenda que só as maiores mentes do mundo a conseguem enfrentar
Estamos em 1919 e a Grande Guerra chegou ao fim. Mas nas sombras da civilização as mortes apenas acabam de começar. Nestes tempos perigosos em que a linha entre ordem e caos ameaça extinguir-se, um grupo de visionários jura proteger a humanidade. São conhecidos como Clube Arcanum. Quando Konstantin Duvall, o fundador do Clube, morre de forma suspeita em Londres, cabe ao mais antigo membro, o famoso escritor Sir Arthur Conan Doyle, investigar o caso. Pois da biblioteca secreta do morto desapareceu o artefacto mais poderoso do mundo: o Livro de Enoque. Este é um crime que ameaça ser muito mais do que uma guerra entre seitas ou nações, mas sim a derradeira batalha entre o Céu e o Inferno. Clube Arcanum é um thriller brilhante e original sobre o religioso e o sobrenatural. Repleto de drama, suspense e algumas das personagens mais marcantes da história, como o mágico Houdini, o estranho escritor H. P. Lovecraft e o engenhoso Sir Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes."
Passei o mês de Fevereiro e o início de Março às voltas com este livro e, com muita pena minha, acabei por desistir de ler até ao fim. Provavelmente, o facto de terem sido umas semanas de trabalho intensivo terá afectado a leitura, mas mesmo tendo isso em conta, as minhas expectativas saíram goradas. O primeiro capítulo prendeu-me à história e fazia adivinhar um livro emocionante. À medida que fui avançando na leitura, fui ficando desiludida não tanto com a história ou personagens, mas com a escrita, que foi perdendo a fluidez e a envolvência e, pareceu-me, acabava por cortar o ritmo mesmo nos momentos mais intensos. No entanto, devo confessar que ainda insisti na leitura até à página 200 e tal, mas mais pelo leque de personagens que me cativaram, apesar de tudo... Arthur Conan Doyle, H.P. Lovecraft, Houdini e outras que me foram fazendo perseverar. Na capa diz "Uma história genial, um thriller sobrenatural recheado de mistério e suspense"... Pois a mim pareceu-me que a história poderia, sim, ser isso tudo, mas a escrita não ajudou. Suspeito que o autor, como guionista, criador e produtor de séries de TV, talvez tenha querido adensar demais a escrita... O irónico é que achei que a história daria um excelente filme (ou até mesmo série), mesmo não dando um excelente livro! E parece que vai dar mesmo, vejam aqui :D

BiblioCitação II

01 março 2009

"Não há talvez dias da nossa infância que tenhamos tão intensamente vivido como aqueles que julgámos passar sem tê-los vivido, aqueles que passámos com um livro preferido."
Marcel Proust

BiblioImagem III

25 fevereiro 2009

Reading Time
Nancy Crookston

O Dia da Tormenta, Rosamunde Pilcher

19 fevereiro 2009

Editora: Círculo de Leitores Páginas: 218 Categoria: Romance
"No último dia de vida da sua mãe, Rebecca descobre que tem família na Cornualha e parte para essa região à descoberta do avô e de um primo que nunca conheceu. Mas só o enigmático Joss Gardner, o estranho que parecia inacessível, consegue ajudá-la a compreender os escuros segredos que estão por detrás da acolhedora recepção que os seus familiares lhe fazem."
O cansaço tem-se acumulado e como a leitura de "Clube Arcanum" se tem arrastado (estou a gostar, mas é mais denso e requer alguma concentração), peguei neste livrito.  É uma leitura levezinha: uma bela história romântica que poderia ter sido mais aprofundada, mas está muito bem escrita. Resta-me dizer que me soube mesmo muito bem descontrair um pouco com esta história, que, não sendo uma obra-prima, é de facto bastante agradável.

O Tradutor

11 fevereiro 2009

"(...) A tradução é uma arte esquecida; o tradutor um amanuense mal pago. Nas críticas literárias só é referido se traduzir mal. Em muitas críticas literárias de publicações conceituadas, o seu nome não chega sequer a ser referido. No entanto, é graças ao tradutor que o autor chega ao público.
O tradutor é, por isso, uma personagem invisível. (...)
É maravilhosa a profissão do tradutor. É ao mesmo tempo um leitor privilegiado – porque nenhum leitor escalpeliza tanto um livro como o seu tradutor – e um autor, mas um autor diferente porque recria em vez de criar. (...)
É uma profissão difícil. Requer trabalho, muito trabalho, muita humildade e obriga a uma profunda solidão. O tradutor passa os seus dias com alguém que está ausente, e apenas deixou um texto escrito.
Também por isso o tradutor tende a ser invisível."
Maria do Carmo Figueira Crónica completa aqui Descoberta em Na Companhia dos Livros

O Quarto Vermelho, Nicci French

06 fevereiro 2009

Editora: Quetzal
Páginas: 420
Categoria: Policial
"Em O Quarto Vermelho, o quinto romance policial de Nicci French, vamos encontrar uma jovem psicóloga, Katherine, cuja missão é ajudar a policia a prever as jogadas de um violento psicopata, Michael Doll. Acontece que, num passado recente, numa das suas sessões de terapia, o mesmo Michael Doll, atacou-a de uma forma tão violenta que o seu rosto ficou marcado para sempre. É, pois, profundamente traumatizada que Katherine resolve aceder ao desejo do detective encarregado do caso e enfrentar novamente o seu agressor. Simplesmente, desta vez, ela vai descobrir não só os caminhos tortuosos da mente daquele que persegue como da sua própria mente."
Um policial morno, morno, morno, ao qual falta emoção, suspense e ritmo, e que se torna longo demais, arrastando-se ao longo de 300 páginas para ganhar um bocadinho (pouco) ritmo nas últimas 100 páginas Se não fosse um policial, teria sido uma leitura que deixaria a meio, mas tive sempre esperança nalguma reviravolta e confesso, queria saber quem era o assassino. Apesar da leitura "animar" um pouco para o final, nem este me convenceu. Tenho mais livros desta dupla para ler, mas espero sinceramente que sejam melhores que este.

Cybook à venda

04 fevereiro 2009

Primeiro leitor digital de livros à venda em Portugal Notícia aqui Aparelho aqui

(PS: adorava ver/experimentar um ao vivo e a cores para tirar teimas. Talvez daqui a uns quantos meses, quando e se o preço baixar... bastanteeee!)

BiblioImagem II

01 fevereiro 2009

Time for Reading
Judy Gibson
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