Beleza Assassina, Chelsea Cain

18 junho 2009

Editora: Porto Editora
Páginas: 360
Categoria: Policial/Thriller

"Ela é bela. Ela é brilhante. Ela é uma assassina.
Após dez anos no encalço de Gretchen Lowell, o detective Archie Sheridan é raptado e torturado durante dez dias pela lindíssima serial killer. Mas, no final, ela decide, misteriosamente, libertá-lo e entregar-se às autoridades.Gretchen é condenada a prisão perpétua, enquanto Archie é condenado a outro tipo de prisão: viciado em vários medicamentos, não é capaz de regressar à sua antiga vida e não consegue esquecer aqueles dez dias de tortura... nem Gretchen. Quando outro assassino começa a raptar e assassinar raparigas adolescentes de Portland, Archie é convidado a voltar ao activo e a liderar a equipa que vai investigar os crimes recentes. A nova investigação dará início a um jogo mortal entre Archie, o novo assassino e... Gretchen Lowell."

Mais uma vez passou-me pelas mãos um livro em relação ao qual estava muito curiosa, por dois motivos: primeiro, porque já tinha lido críticas bastante favoráveis na blogosfera e, segundo, porque me estava a apetecer "fugir" aos romances e literatura cor-de-rosa.

Sem ser um livro com um ritmo alucinante e de leitura compulsiva, a história passada e presente de Archie com Gretchen, consegue prender-nos. Os capítulos onde são feitos os "flashbacks" do cativeiro são os mais intensos e funcionam como um íman que nos prende a cada passo ao resto do livro.

Gostei bastante da escrita e das personagens centrais (o retrato psicológico de Archie está muito bem construído). No entanto, achei o final uma desilusão, muito morno para o meu gosto.

Fama Mortal, JD Robb

02 junho 2009

Editora: Saída de Emergência
Páginas: 268
Categoria: Romance/Policial

"Viera para Nova Iorque para ser polícia pois acreditava na ordem. Precisava dela para sobreviver. Tinha tomado as rédeas da sua vida, transformara-se em Eve Dallas. Mas dali a algumas semanas já não seria apenas a tenente Eve Dallas do departamento de homicídios. Seria a esposa de Roarke. Infelizmente os seus planos de casamento terão de esperar quando a sua vida profissional entra em rota de colisão com a vida pessoal.
A vítima, na sua mais recente investigação de homicídio, é uma das mulheres mais requisitadas do mundo. Uma top model a quem ninguém impede de ter o que quer... nem que seja o homem de outra mulher. O suspeito principal de Eve é a outra mulher desse triângulo amoroso... a sua melhor amiga, Mavis.
Por trás da fachada de glamour, Eve descobre que o mundo da moda vive de uma paixão por juventude e fama, onde as drogas podem satisfazer qualquer desejo, por um preço..."

NOTA:
Por lapso meu, li este livro a pensar que era o segundo da série Mortal de JD Robb, mas é o 3º. Devia ter lido antes deste "Glória Mortal", que já não vou ler. O meu comentário baseia-se apenas na leitura de "Nudez Mortal" e "Fama Mortal".

Quando soube desta faceta mais policial de Nora Roberts sob o pseudónimo de JD Robb, fiquei toda entusiasmada porque adoro um bom policial e tinha gostado bastante dos livros que já tinha lido da autora. Resultado: criei expectativas elevadíssimas que foram logo goradas no 1º livro desta série.

Apesar de JD Robb, não me satisfazer totalmente a costela detectivesca, é um facto que a escrita prende e as histórias são envolventes.

Tal como no outro livro, estranhei as referências futuristas, se bem que neste acabam por passar mais ou menos despercebidas no meio da história.

A parte policial da história não me entusiasmou e "certa" personagem cheirou-me logo a esturro assim que surgiu. Continuo a achar que estes livros vivem mais da vertente romântica da história do que da investigação policial que se vai desenrolando. A parte policial parece-me que serve apenas para ir revelando personagens novas ou facetas das personagens já existentes, para ir mantendo a história "viva" ao longo da série.

Também não ajudou o facto de ter encontrado algumas gralhas e erros gramaticais, mais para a parte final (se bem me lembro). Na verdade, "estranhei" um pouco a tradução, ao ponto de ir verificar e notar que tinha sido feita por duas pessoas... e nenhuma delas, a tradutora do volume anterior, o que me leva a suspeitar que este livro terá sido editado um pouco "à pressão" e com um prazo apertado para a tradução.

Apesar de tudo, foi um livro que não consegui deixar a meio e o mais certo é ler o seguinte quando tiver oportunidade.
Não é a minha faceta preferida da autora, mas, sob pseudónimo ou não, como habitualmente, Nora Roberts deixa-nos com vontade de saber mais sobre o casal central da história e o desenrolar do seu romance.

Escritos Secretos, Sebastian Barry

29 maio 2009

Editora: Bertrand
Páginas: 304
Categoria: Romance

"Roseanne McNulty tem perto de cem anos e é a doente mais antiga do hospital de saúde mental de Roscommon. O doutor Grene, o psiquiatra encarregado da avaliação dos pacientes, sente-se intrigado pela história daquela mulher, que passou os últimos sessenta anos da sua vida em instituições psiquiátricas. Enquanto o médico investiga, Roseanne faz uma retrospectiva das suas tragédias e paixões, que vai registando no seu diário secreto, desde a turbulenta infância até ao casamento que lhe prometia a felicidade. Quando o doutor Greene desvenda por fim as circunstâncias da sua chegada ao hospital, é conduzido até um segredo chocante.
Um livro primorosamente escrito, que narra uma história trágica, fruto da ignorância e mesquinhez, mas ainda assim fortemente marcada pelo amor, pela paixão e pela esperança."

Comprei este livro recentemente e não estava a contar pegar-lhe já, mas uma noite de insónia fora de casa e o facto de ser o livro mais próximo na altura, foram as circunstâncias perfeitas para mergulhar nas suas páginas.

Trata-se de uma história contada a duas vozes, ou, melhor, a duas mãos que vão anotando as suas reflexões e memórias (para o leitor, para Deus, para si mesmos?): Roseanne escreve sobre o seu passado, como que para deixar o seu legado, e o Dr. Grene escreve mais como terapia, talvez para lidar com as mudanças e decisões que se avizinham. E de permeio, vai surgindo a aproximação entre médico e a sua mais antiga paciente.

Não é, de todo, um livro ligeiro, antes pelo contrário. É uma história muito bem escrita que nos leva pelos caminhos tortuosos de uma época dura e impiedosa que marcaria para sempre a vida de Roseanne e que faria com que o novelo da sua história só muito tempo depois fosse desenrolado e os nós desenredados até ao desenlace final, que nos vai sendo revelado aos poucos, quase sem que nos apercebamos.

É uma história sofrida e dura, mas talvez por ser contada em jeito de reflexão, assume quase um estilo natural e inocente.

Concordo plenamente com o que é dito no Irish Times: "Belo e perturbador... A narrativa de Sebastian Barry tem um elemento poético: brilha com a luminosidade misteriosa de um conto de fadas deturpado."

Surpreendi-me com um livro em que peguei por acaso e foram umas excelentes horas de leitura, acompanhando estas duas personagens pelos caminhos mais ou menos tortuosos das suas mentes e da própria realidade.

Os fios da memória e da realidade vão-se cruzando de tal forma, que só no final conseguimos ver o quadro completo. E ao contrário do que esperava, fechei o livro com uma sensação de paz semelhante à que, imagino, as personagens terão sentido quando todas as peças se encaixaram...

Formação contínua

"Entre as inúmeras formas de aprender necessárias à formação de um tradutor, a leitura de boas traduções é uma das mais acessíveis e mais úteis."

Uma Casa Na Grécia, Rosie Thomas

23 maio 2009

Editora: Saída de Emergência
Páginas: 330
Categoria: Romance

excerto

"O destino faz de nós o que somos, mas também pode impedir-nos de ser a pessoa que podíamos ter sido.

Escapando à devastação de um terramoto, Cary chega à ilha grega de Halemni e dá de caras consigo própria. Ou antes Olivia, cuja semelhança é assustadora. Nesta nova vida Cary começa por encontrar a felicidade que nunca tivera. Não desde o dia em que a sua vida mudara. Agora libertara-se de tudo o que a relacionava com o passado. Estava tudo enterrado nas profundezas do terramoto. Ia começar de novo.
Olivia, por outro lado, era uma mulher acomodada. Depois de vários anos a viajar encontrara finalmente um lugar a que podia chamar "lar". A vida na ilha e a hospitalidade eram acolhedoras mas agora algo se tornara diferente. Seria pela chegada desta desconhecida? Havia alguma coisa estranha e desconfortável nesta mulher.
Quem é Cary? Qual o seu passado? Porque se sente Olivia tão desconfortável na sua companhia? Olivia tenta controlar-se, mas não consegue deixar de sentir que a sua vida está a ser roubada.
Uma luta entre duas mulheres por uma vida, e apenas uma pode vencer."

Peguei neste livro cheia de entusiasmo, pois tinha lido "Branco" e adorei. Na altura, fiquei até bastante entusiasmada com a descoberta de uma nova autora com uma escrita tão envolvente como me pareceu ser Rosie Thomas.

Comecei a ler e achei os primeiros capítulos completamente diferentes do que estava à espera e algo confusos. Inicialmente, pensei que o cansaço que se tem vindo a acumular nas últimas semanas fosse o motivo de não estar a conseguir entrar na história e me deixar envolver por ela e fui insistindo.

Mas já ia a meio do livro e continuava a achar o enredo confuso e, acima de tudo, extremamente lento. Confesso que me desiludi e hoje, após uma espreitadela ao final e a uns capítulos mais adiante, em busca de motivação para continuar, decidi desistir.

A capa é linda, a frase na capa, sugestiva, mas a sinopse promete mais do que a história consegue proporcionar, tornando-se um livro mais pesado e cansativo (exasperante até nalgumas partes) do que seria de esperar.

É provável que se tivesse pegado neste livro numa altura mais tranquila e de cabeça mais fresca, a minha opinião fosse mais positiva. Só li ainda "Branco" e este de Rosie Thomas, mas notei uma grande diferença entre os dois livros. Talvez por ter gostado tanto do primeiro, este me tenha desiludido mais. Espero em breve poder pegar num dos outros livros da autora que tenho na estante para "tirar teimas".

BiblioImagem VI

16 maio 2009


Um bom conselho ;)

BiblioImagem V

14 maio 2009

Eles vão-se acumulando e as leituras andam lentas...

Casamento em Veneza, Elizabeth Adler

07 maio 2009

Editora: Quinta Essência
Páginas: 322
Categoria: Romance


"Uma súplica leva-a a Veneza e muda a sua vida…Mas um homem pode acabar definitivamente com ela…
Apesar de viver na cidade mais romântica do mundo, Precious Rafferty nunca se apaixonou perdidamente. Até que conhece Bennett James. Estará na altura de se deixar, finalmente, arrebatar pelo romantismo e ter o casamento dos seus sonhos em Veneza? Do outro lado do mundo, em Xangai, Lily Song, prima de Precious, guarda um valioso e perigoso segredo de família. Quando Lily suplica a Preshy que se encontrem em Veneza e a alerta para os perigos que corre, a vida de ambas vai mudar para sempre. Entretanto, em Paris, Precious conhece o escritor Sam Knight, um homem cativante, mas desencantado com a vida. Precious sente Sam cada vez mais próximo de si e receia que ele esteja também enredado nesta emaranhada teia de perigo e desejo. Será que Sam também não é quem aparenta ser? Esconderá algum segredo terrível? Em Veneza, Precious terá de serpentear através de um labirinto de traição e sedução para descobrir a quem poderá confiar, de uma vez por todas, o seu coração... e a sua vida."


Devorei este livro numa noite, mas não por se tratar de uma daquelas histórias avassaladoras e marcantes que nos prendem passo a passo, enquanto folheamos freneticamente o livro para chegarmos ao final... A minha relutância em pousar este livro sem o terminar, deveu-se mais à escrita da autora do que à história em si.

Entre Paris, Veneza e Xangai, se conta uma história mais de supense e mistério do que propriamente romance (sim, a capa engana), mas onde também as esperanças e as desilusões de amor têm um papel preponderante.

Temos então uma história em torno de um colar valioso que une um conjunto de personagens muito distintas entre si, mas que o destino, ou a falta de escrúpulos e a imensa ambição, acabam por unir num jogo de enganos e aparências.

Gostei da história, mas gostei ainda mais da escrita. No entanto, achei que ficaram uma ou duas pontas soltas no final, principalmente em relação ao destino de uma das vilãs.

Adorei o toque de humor com que as tias Grizelda e Mimi iam pontuando a história, cada vez que surgiam. Sem dúvida que aquelas duas mereciam um livro em que fossem personagens principais... um livro de aventuras :D

Uma Vida Quase Perfeita, Karen Kingsbury

01 maio 2009

Editora: O Quinto Selo
Páginas: 255
Categoria: Romance

"Jack e Molly Campbell têm uma vida feliz com o filho adoptado de 4 anos, Joey. Até que um dia a assistente social informa-os de que o pai biológico de Joey saiu da prisão e quer ter uma nova vida com o filho que não sabia ter...
Um drama familiar intenso e actual, que incide sobre a oposição que pode surgir entre a justiça e os verdadeiros interesses de uma criança, levando-nos a ponderar tomar decisões nunca antes pensadas."

Descobri esta autora há bastante tempo, em conversa com uma amiga e quando li "Mil Amanhãs", senti-me profundamente emocionada com a história e encantada com a escrita. Foi um dos livros que mais me marcou em 2008 (obrigada, K.) e hei-de adquiri-lo para a minha biblioteca pessoal.

Quanto a este "Uma Vida Quase Perfeita", de novo uma escrita excelente, carregada de sentimento e emoção que nos põe em completa sintonia com as personagens principais e nos faz viver intensamente os dilemas morais que vão enfrentando.

No final, fiquei na dúvida se se trataria de uma belíssima história de amor ou de fé... Acho que estas duas coisas se conjugam na perfeição ao longo da história, enquanto somos encantados pela candura com que uma criança descobre Deus e sofremos a par com aquelas mães e pai, seguindo por caminhos mais ou menos tortuosos e cheios de dor de parte a parte, até descobrirem o bem maior, a esperança e, essencialmente, a paz de espírito.

Fiquei agora curiosíssima com a adaptação cinematográfica, que pelo que vi, até já foi premiada em festivais de cinema.

As Coisas Que Nunca Dissemos, Marc Levy

Editora: Pergaminho
Páginas: 276
Categoria: Romance

"Julia Walsh sempre teve uma relação difícil com o pai. Quase nunca se viam, mal se falavam e, das raras vezes em que estavam em contacto, acabavam sempre a discutir. Três dias antes do seu casamento, Julia recebe um telefonema da secretária do pai. Tal como ela esperava, Anthony Walsh não vai poder comparecer ao seu casamento. Contudo, tem uma justificação inabalável: está morto. Julia não consegue deixar de ver o lado tragicómico da situação. De um momento para o outro, passa da preparação de um casamento para a preparação de um funeral. Até depois de morto, Anthony Walsh parece ter o dom de transtornar a vida da filha. Mas, a seguir ao funeral, Julia descobre que o pai tinha mais uma surpresa reservada: a maior aventura da sua vida e, finalmente, uma oportunidade de dizer tudo aquilo que sempre calou… No seu comovente e divertido novo romance, Marc Levy cria um mundo de intriga e suspense, através de uma história sobre a força do amor."

Há muito tempo que tinha vontade de ler algo deste autor e como a sinopse deste livro me pareceu interessante e se proporcionou um empréstimo, não quis perder a oportunidade de experimentar.

No entanto, apesar da premissa da história ser muito boa (e sobre isso não me posso alongar muito para não estragar a leitura a ninguém - a sinopse diz o necessário), a escrita não me conseguiu cativar e confesso que apenas a curiosidade de ver confirmadas ou não as minhas suspeitas me levou a insistir até ao final, passando, no entanto, por fases de leitura "na diagonal".

Talvez tenha pegado neste livro numa má "conjuntura literária" pessoal (ou numa fase mais selectiva - o que lhe quiserem chamar), não sei...
Eventualmente, hei-de dar uma nova oportunidade a outro livro do autor, mas, de facto, ainda não foi desta que me consquistou.
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