Pequenos Gestos de Amor Eterno, Danny Scheinmann

22 julho 2009

Editora: Porto Editora
Páginas: 352
Categoria: Romance

"Quanto tempo esperaria por amor? Seria capaz de dar a vida pela memória de um beijo?

1917. Moritz Daniecki consegue sobreviver à Revolução Russa. Decidido a voltar para a sua amada Lotte, foge da prisão da Sibéria e inicia uma longa e rigorosa viagem pela Ásia e Europa. O que Moritz teme é que Lotte já não esteja à sua espera.

1992. Leo Dakin acorda numa cama de hospital algures no Equador. A sua namorada está morta e ele não se lembra do que pode ter acontecido. Culpando-se pela morte, entra numa espiral de loucura e desespero. Mas o que Leo não sabe é que, muito em breve, fará uma descoberta que mudará a sua vida para sempre.

Nesta estonteante estreia, Danny Schneimann pinta um retrato dramático de dois homens que se agarram à vida pela memória do amor. Dois homens cuja ligação misteriosa é revelada num espectacular desenlace a que não ficará certamente indiferente."

Não consegui avançar na leitura e desisti antes de chegar ao fim.

Apesar da sinopse me ter atraído muito, a história em si não correspondeu
às minhas expectativas, pelo menos a parte que li.

Achei a escrita pouco fluída e o facto de seguirmos duas histórias, alternando uma história no presente com outra no passado, não ajudou a que a leitura fosse avançando. Talvez seja apenas o problema de ser uma escrita um pouco pesada que me apanhou numa altura em que o cansaço não me permite grande concentração, mas facto é que nem curiosa fiquei para ler o final e descobrir como as duas histórias se iriam interligar.

Talvez noutra fase fosse um livro que me impressionasse mais. Neste momento, não me cativou, com muita pena minha.

Um Beijo Na Escuridão, Linda Howard

16 julho 2009

Editora: Saída de Emergência
Páginas: 256
Categoria: Romance, Policial

"É um trabalho mortal. Eficiente, profissional, e sem remorsos, Lily Mansfield é uma assassina contratada que trabalha como agente da CIA. Os alvos dela são os poderosos e os corruptos. Os que estão acima da lei. Agora, depois de dezanove anos no activo, Lily foi atraída para um perigoso jogo: procurar vingança pela morte dos que lhe eram próximos. Com cada movimentação mais genial que a anterior, ela está a comprometer os seus superiores, atraindo atenções indesejadas e colocando em risco a sua própria vida. Lily sente-se invencível, mas mesmo ela pode ser eliminada se cometer o mais pequeno erro. Se tiver que ser, assim seja, Lily não pretende morrer sem dar luta. Lucas Swain, um agente da CIA, tem ordens simples: trazê-la viva ou morta. No entanto, também ele é atraído para o jogo de Lily, e dança na corda bamba, tentando evitar um incidente internacional enquanto luta contra um obstinado inimigo que lhes segue cada passo. Fascinado pela extrema inteligência de cada movimento dela, conseguirá Lucas terminar a sua missão? Lily vai descobrir o quão letal é o seu caminho... e o quanto a lealdade tem um preço."

Desilusão, desilusão, desilusão...
Eis um livro em que a sinopse promete muito mesmo, mas a história acaba por não corresponder às expectativas e arrasta-se, sem grandes picos, nem grandes surpresas.

Foi a minha apresentação a esta autora e não fiquei nada convencida, mas como já ouvi maravilhas do livro seguinte dela editado por cá, "Nunca Te Perdi", irei dar-lhe outra hipótese. Este não me convenceu nem como policial, nem como romance. Estava à espera de muito mais emoção, em todos os sentidos, e achei o livro morno e previsível, sem grande ritmo, nem acção.

Lê-se, mas não encanta :(

Torre de Babel

14 julho 2009

" (...) A certa altura, o cérebro do tradutor automatiza-se. Na sua cabeça, cada palavra inglesa não corresponde a uma palavra em Português, mas a todo um conjunto semântico. Não é um dicionário Inglês – Português, nem é um dicionário de sinónimos; é uma torre de Babel de palavras, um puzzle com milhões de peças, que instintivamente se encaixam, sem que saibamos qual o milagre que tão depressa faz surgir a solução para a palavra que entrou pelos nossos olhos na ponta dos nossos dedos. (...)"

BiblioImagem VIII

12 julho 2009

Cruel Abandono, Penny Vincenzi

10 julho 2009

Editora: Porto Editora
Páginas: 640
Categoria: Romance

"Numa noite de 1986, uma bebé recém-nascida é encontrada abandonada no aeroporto de Heathrow. Goradas as investigações, a criança é entregue às autoridades e posteriormente adoptada.

Passados quinze anos, a bebé, Kate, é já uma bela adolescente, aspirante a modelo, que decide procurar a mãe biológica.Essa busca vai reunir três mulheres - Martha, Clio e Jocasta - que 16 anos antes se tinham conhecido, casualmente, durante uma viagem à Tailândia.


As três amigas têm agora vidas agitadas mas bem-sucedidas, cheias de preocupações profissionais e de relações amorosas nem sempre fáceis. Martha continua solteira e é uma advogada de sucesso; Clio é uma médica presa a um casamento falhado; Jocasta é uma jornalista apaixonada por um homem com pavor dos compromissos.


Kate irá concretizar o seu desejo de conhecer a mãe biológica, mas isso obrigará a que seja revelado um segredo que uma das mulheres guardara ciosamente ao longo de todos esses anos…"

Desde que saiu o primeiro livro desta autora, que andava curiosa e agora surgiu a oportunidade de experimentar a sua escrita e posso dizer que gostei.

A história está bem estruturada e tem os ingredientes perfeitos para nos manter presos às suas mais de 600 páginas, se bem que, para mim, seriam dispensáveis algumas divagações sobre política que surgem lá pelo meio do livro e não se perderia nada se este tivesse menos uma centena de páginas.

Apesar do que a sinopse parece indicar, percebe-se quase no início quem será a mãe de Kate e até se adivinha também quem será o pai, mas isso não retira o interesse ao resto da história e à evolução e reencontros (e desencontros) das personagens centrais.

O leque de personagens é bastante alargado, mas a autora consegue levar-nos sempre em frente, sem nos perdermos até ao final. Gostei bastante da última parte, em que a história se torna mais intensa, mas o finalzinho a sério... bem, achei mornito e estava à espera de mais qualquer coisita.

Não me quero alargar muito mais, para não estragar a leitura a ninguém, mas recomendo a leitura, mesmo sendo na diagonal nas partes mais específicas sobre política inglesa... o resto vale a pena! ;)

Viagem à Roda do Meu Nome, Alice Vieira

09 julho 2009

Editora: Caminho
Páginas: 144
Categoria: Literatura Juvenil

"Abílio detesta o seu nome e decide mudá-lo para Luís. A mudança de nome tem valor simbólico, mostra o instante em que Abílio entra em processo de crise, na busca de ser ele mesmo, diferente daquilo que dele queriam fazer. Uma viagem à terra dos seus antepassados reconcilia-o com a sua história e o seu nome. Este romance realista, de personagens bem delineadas, retrata a vida quotidiana e o mundo interior de um rapaz, utilizando a primeira pessoa em dois tempos de enunciação, e aborda com optimismo o complexo tema da identidade."

Eis uma autora à qual adoro regressar, pois ainda hoje, tantos anos depois do primeiro livro que li dela, me é impossível ler as suas obras sem um sorriso.

Este livro não foi excepção, mais uma história de uma candura, realismo e humanismo impressionantes, com uma escrita que nos deleita.

Temos um Abílio que queria ser Luís, pois não gostava de ser chamado de Abilinho e assim o vamos acompanhando em dois tempos, por um lado na viagem de regresso da "terra" (aqui tão pertinho de mim, a Gafanha) e, por outro lado, na "saga" da mudança de nome, que, afinal, nunca se veio a concretizar. No final, faz-se luz na cabecita
dele, após descobrir os encantos e a história oculta do seu nome, com a ajuda da imaginação da sua amiguinha Luísa e da revelação da prima Maria Constança, pouco antes de morrer.

E assim desempoeirei as minhas leituras, com mais um livrinho delicioso de Alice Vieira.

"Temos de saber viver com a vida e com a morte, tal como vivemos com o nosso corpo e com o nome que temos."
pág. 140

BiblioImagem VII

07 julho 2009

Uma Villa em Itália, Elizabeth Edmondson

23 junho 2009

Editora: Edições Asa
Páginas: 400
Categoria: Romance


"Delia, filha de um lorde e cantora de ópera, não consegue esquecer o ex-namorado, agora casado com a sua irmã. George, um cientista nuclear de Cambridge, não consegue perdoar-se por ter participado no desenvolvimento da bomba atómica. Marjorie escreve policiais, ou melhor, escrevia, já que se debate há algum tempo com um bloqueio criativo. E Lucius, banqueiro de Boston, vive ainda assombrado pelas memórias da guerra

Quatro pessoas aparentemente sem nada em comum vêem o seu nome mencionado no testamento de uma mulher que não conhecem. Quem foi Beatrice Malaspina e porque exige que compareçam na sua villa em Itália? Enquanto esperam pelas respostas, a magia do lugar começa a exercer os seus efeitos sobre eles: os frescos desbotados, os jardins exuberantes e a magnífica torre medieval não se assemelham a nada que já tenham visto. Aos poucos, quatro pessoas que sempre fizeram os possíveis por esconder os seus problemas descobrem que a mudança - e até mesmo a esperança - é possível. Mas a misteriosa Beatrice tem um segredo que os afectará a todos…"

Ora cá está mais um livro que me agradou e surpreendeu. Confesso que quando este livro foi lançado no mercado, não lhe prestei grande atenção. Pensei que se trataria de mais um romance cor-de-rosa lamechas e não fiz questão de o comprar. Entretanto, em conversa, aconselharam-mo e emprestaram-mo. Peguei nele há uns 3 dias e ontem fiz “maratona” para o acabar.

É de facto, um livro perfeito para o Verão. Uma escrita clara e fluida, numa história que se vai desenrolando gradualmente, em que as peças se vão revelando e encaixando aos poucos até ao final, altura em que o puzzle fica completo e os mistérios são desvendados (daí a minha maratona, para encaixar as pecinhas todas).

Logo eu que sou esquisitinha com os finais dos livros, achei este muito bem construído, sem sobressaltos, sem ser apressado, encaixando-se naturalmente no fluir da história.

Gostei também das personagens, principalmente da forma como as personagens centrais vão baixando as defesas e revelando-se umas às outras. Quanto a Beatrice Malaspina, acho que até eu fiquei com vontade de a conhecer, depois ler a forma como ela engendrou tudo para juntar aquelas quatro pessoas tão especiais na sua Villa Dante. E aquela casa, devia ser fantástica!

Mais uma bela surpresa. Um livro que fechei com um sorriso e que recomendo a quem procura uma boa leitura de Verão.

333, Pedro Sena-Lino

21 junho 2009

Editora: Porto Editora
Páginas: 185
Categoria: Romance

"Esta é a história de um livro e de todos os seus 333 exemplares impressos.É a história secreta do impacto de um livro na vida de cada um dos seus leitores, e de como um rectângulo de papel pode transformar uma vida."

Finalmente, um livro que me encheu as medidas! É tão bom ter assim surpresas inesperadas… Apesar de já suspeitar que um livro sobre livros me agradaria, nunca pensei que me deliciasse assim.

A sinopse é parca para a riqueza da história e da escrita. É daqueles livros que apetece ler com um caderninho ao lado, tal é a beleza de determinadas passagens que, a cada passo, apetece transcrever.

Não seguimos apenas as histórias e o impacto (ou falta deste) dos 333 exemplares de uma colectânea de cartas escritas por uma freira portuguesa e impressas em livro em Milão, no século XVI, na vida dos seus leitores. Somos também envolvidos pela magia das palavras de Pedro Sena-Lino, que, sendo nós leitores, nos suga para dentro do seu “333”, onde os traços poéticos se fundem com a mestria narrativa e o encanto da nossa língua.

Um livro belíssimo que fui saboreando devagarinho, para que o encantamento durasse mais tempo. Li-o por empréstimo, mas vou querer adicioná-lo à minha biblioteca pessoal, pois é daqueles que vale mesmo a pena reler.

“Mesmo que um leitor ame os livros, como posso saber se esse amor é durável? Todos os livros são a consciência do tempo, reflectido; mas os homens não podem ver o tempo de frente; e por isso morremos nesta terra, destruindo as mensagens que conseguimos roubar ao silêncio. Até termos de o fazer de novo, repetidamente e até as voltarmos a perder.
(…)
Agora que o último livro morreu, posso partir. Estive presa nesta história durante séculos, ligada ao destino do que escrevi. Até aqui, meu amor, não podia amar-te: todo o real gritava que não nos conseguíamos tocar. Mas liberta daqui, atirada por todos os séculos até ao fundo do tempo, dentro dos restos deste livro te chamo. Fechada de luz dentro deste livro te chamo.”

Epílogo

O Beijo, Danielle Steel

20 junho 2009

Editora: Círculo de Leitores
Páginas: 315
Categoria: Romance


"Em Londres, Isabelle e Bill trocam o primeiro beijo. Durante anos foram apenas bons amigos que trocavam entre si os problemas dolorosos dos respectivos casamentos. Mas o amor surge entre eles. Tudo se parecia encaminhar para o florescer do seu amor, mas subitamente, quando acabam de se beijar, um carro a alta velocidade albaroa a limusina. A recuperação será lenta e dolorosa, e pior, podem ter perdido a última oportunidade para ficarem juntos."

Apesar de andar enjoada de romances cor-de-rosa, tinha prometido este livro a uma amiga para completar a colecção dela e decidi-me, finalmente, a pegar nele.

De Danielle Steel já li de tudo: livros que cativam e são devorados vorazmente, chorrilhos de desgraça atrás de desgraça, que se tornam desesperantes, e livros mornos, cuja história se arrasta por páginas e páginas sem haver verdadeira evolução. Também, com tanto livro escrito, não admira que haja de tudo.

Este foi dos tais casos em que o final feliz demorou a chegar e a história se foi arrastando penosamente por várias páginas. Sim, é uma história de amor bonita, mas poderia ter sido contada em muito menos páginas e sem estar sempre "a bater na mesma tecla": a teimosia de Bill chegou a um ponto em que já irritava.

O início da história pareceu-me prometedor, mas do meio para o fim, o ritmo tornou-se lento demais e depois de tanta hesitação e drama, nem o final compensou. Vale pela capa com o famoso quadro de Klimt, a história não justifica 315 páginas de letra miúda.
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