A Ilha das Três Irmãs, Nora Roberts

09 agosto 2009

Editora: Chá das Cinco
Páginas: 302
Categoria: Romance

"Quando Nell Channing chega à acolhedora Ilha das Três Irmãs, acredita que finalmente encontrou um refúgio do seu marido violento... e da vida horrível que levara nos últimos anos.

Mas mesmo nesse lugar calmo e distante, Nell nunca se sente inteiramente à vontade. Escondendo cuidadosamente a sua verdadeira identidade, aceita um lugar como cozinheira num café e começa a explorar os seus sentimentos pelo simpático xerife da ilha. Mas há uma parte de si que ela nunca lhe poderá revelar, pois tem de guardar alguns segredos se quer manter o passado longe de si. Uma palavra a mais... e a sua nova vida tão cuidadosamente montada pode despedaçar-se.

E quando Nell começa a questionar-se se alguma vez será capaz de se libertar do seu medo, apercebe-se de que a ilha sofre de uma terrível maldição que só pode ser desfeita pelas descendentes das Três Irmãs: as bruxas que se instalaram na ilha em 1692. Então, com a ajuda de outras duas mulheres talentosas e determinadas - e com os pesadelos do passado a atormentarem-na constantemente - ela tem que encontrar a força para salvar o seu lar, o seu amor e a sua vida."

Mais uma vez, Nora Roberts cria personagens cativantes, fazendo-nos acompanhar o desenrolar da história ora com um sorriso, ora com o coração apertadinho.


Gostei bastante deste 1.º volume de um trilogia que me foi muito bem recomendada, mas estive sempre ansiosa pelo grande clímax que deixou um pouco a desejar. A cena (tão vívidas são as descrições) que se esperava mais intensa foi rápida demais para tanta antecipação ao longo da história.

Continuo a achar que os finais dos livros de Nora Roberts são muito apressados, depois de tantas páginas de drama e hesitações.

Neste volume, acho que a parte do suspense poderia ter sido melhor aproveitada, mas, mesmo assim, Nora Roberts conquista com as suas personagens e estou ansiosa por ler os próximos 2 volumes, principalmente "A Cor do Fogo", sobre Mia, a personagem que mais me cativou.

Aguardam-se sentão "cenas dos próximos capítulos" nesta ilha mística...

BiblioImagem IX

06 agosto 2009

Devagar, devagarinho

Queria Ter Alguém à Minha Espera Num Sítio Qualquer, Anna Gavalda

28 julho 2009

Editora: Publicações D. Quixote
Páginas: 165
Categoria: Crónicas

"Este primeiro livro da escritora francesa Anna Gavalda (n. 1970) ganhou o prémio RTL Lire 2000 e já vendeu mais de duzentos mil exemplares.

São doze pequenas histórias, num tom realista, do dia-a-dia parisiense, com personagens que criou a partir da sua observação quotidiana, na rua, nos cafés, no autocarro ou no metro, ou mesmo nas notícias que lê nos jornais. Histórias e grupos sociais diversos, a aristocracia dos castelos ("Júnior"), a classe média ("O caso do dia), os artistas ("Sofá-cama"), ou os dramas pessoais de uma mulher grávida que perdeu um filho ("I.I.G."), a aspirante a escritora ("Epílogo")...

Anna Gavalda observa as pessoas e disseca as suas vidas. Num tom ligeiro, directo e por vezes corrosivo ela apresenta-nos uma obra cheia de realismo, onde os heróis vêem o seu quotidiano resvalar inexoravelmente."

Já tinha ouvido falar bastante bem desta escritora quando este livrinho me veio ter às mãos através de um sorteio no fórum português do Bookcrossing.

Estas doze pequenas histórias foram a minha companhia nas pequenas fugas que fui fazendo à praia nos últimos dias. Sendo pequenas crónicas, novelas ou histórias, como lhes queiram chamar, não requeriam grande concentração e foram a leitura ideial para esses momentos de ócio.

Algumas destas histórias arrancaram-me sorrisos, outras são verdadeiramente mordazes e algumas até duras e cruas, mas todas elas me agradaram à sua maneira, pela forma como estão escritas (e traduzidas). Não são simplesmente histórias de homens e mulheres, são histórias de pessoas, do seu interior e do seu quotidiano.

Por ser uma escrita urbana, realista e crua, fez-me recordar alguns blogs que se debruçam também sobre a observação do dia-a-dia. Nota-se que a autora é uma excelente observadora e muito criativa na construção de universos interiores. Ela própria diz:

"Cruzo-me com as pessoas. Observo-as. Pergunto-lhes a que horas se levantam de manhã, como é que vivem e qual é a sua sobremesa preferida, por exemplo. Depois, penso nela. Penso nelas o tempo todo. Revejo a sua face, as suas mãos e até a cor das meias. Penso nelas durante horas, anos mesmo e depois, um dia, escrevo sobre elas."

Foi uma boa descoberta que me proporcionou umas agradáveis horas de leitura.

Kitchen Boy - Os Últimos Dias dos Romanov, Robert Alexander

23 julho 2009

Editora: Casa das Letras
Páginas: 304
Categoria: Romance Histórico

"Um romance fascinante onde os segredos da família imperial russa são finalmente revelados.

A 16 de Julho de 1918, o curso da história da Rússia mudou para sempre. Nessa noite, o czar Nicolau II e a sua família foram brutalmente executados pelos bolcheviques. Houve apenas uma testemunha - o ajudante de cozinha. Ele é a única pessoa viva que realmente sabe o que se passou. Que segredos nos serão revelados sobre os últimos dias dos czares? É que, apesar de já ter passado quase um século, a prisão e execução do czar Nicolau e da sua família continuam envoltas em mistério e fascínio.

Numa prosa absorvente e elegante, combinando factos e ficção, Robert Alexander reconta a história através de Leonka, em tempos ajudante de cozinha dos Romanov, que afirma ser a "última testemunha viva" da brutal execução da família imperial. Misteriosamente poupado pelos bolcheviques, o rapaz terá desaparecido nas vagas sangrentas da Revolução Russa. Agora, através da evocação de Alexander, reaparece para contar a sua história, designadamente o que terá visto e ouvido nos últimos dias de vida dos czares.

Terá ele resposta para as cartas secretas contrabandeadas com o czar ou sobre as jóias imperiais desaparecidas? Ficaremos finalmente a saber porque não se encontram os corpos de duas crianças da família Romanov na campa secreta descoberta em 1991? Terão elas sobrevivido ao brutal ataque?"

Desta vez copiei quase todo o texto da contracapa ali para cima, para a sinopse deste magnífico livro, porque realmente merece que se torne clara a sua riqueza...

É isso mesmo, um livro rico na escrita e na história. Uma mistura excelente entre acontecimentos verídicos e ficcionais, formando um romance intenso e com suspense, sobre uma época conturbada da Rússia e sobre uma família que ficou na História e cuja própria história ainda tem uma aura de mistério à sua volta.

São-nos descritos os dias e ambiente na casa Ipatiev antes do fatídico 16 de Julho de 1918 e o que sucedeu depois. Os factos históricos misturam-se tão bem com a ficção, que ao lermos, nem conseguimos fazer a distinção entre o que será real ou ficção... tudo seria perfeitamente plausível. Tal como o autor disse, procurou "escrever um romance" em que utiliza a ficção "para resolver os mistérios que os factos deixaram por explicar". Quanto a mim, conseguiu-o na perfeição.

Mais um ponto a favor... Apesar dos factos que nos são apresentados, apesar da História não permitir grandes divagações, apesar da evolução do próprio romance, ainda assim o final consegue surpreender!

Já tinha ficado encantada com "A Filha da Rasputine", do mesmo autor, e este livro não lhe fica nada atrás. Agora estou curiosíssima por ler "A Noiva Romanov"!

"Kitchen Boy", um livro recomendadíssimo, principalmente para quem, como eu, gosta de ficção histórica. Para fotos, imagens e enquadramento histórico, consultem http://www.sitestories.com/thekitchenboy/

Pequenos Gestos de Amor Eterno, Danny Scheinmann

22 julho 2009

Editora: Porto Editora
Páginas: 352
Categoria: Romance

"Quanto tempo esperaria por amor? Seria capaz de dar a vida pela memória de um beijo?

1917. Moritz Daniecki consegue sobreviver à Revolução Russa. Decidido a voltar para a sua amada Lotte, foge da prisão da Sibéria e inicia uma longa e rigorosa viagem pela Ásia e Europa. O que Moritz teme é que Lotte já não esteja à sua espera.

1992. Leo Dakin acorda numa cama de hospital algures no Equador. A sua namorada está morta e ele não se lembra do que pode ter acontecido. Culpando-se pela morte, entra numa espiral de loucura e desespero. Mas o que Leo não sabe é que, muito em breve, fará uma descoberta que mudará a sua vida para sempre.

Nesta estonteante estreia, Danny Schneimann pinta um retrato dramático de dois homens que se agarram à vida pela memória do amor. Dois homens cuja ligação misteriosa é revelada num espectacular desenlace a que não ficará certamente indiferente."

Não consegui avançar na leitura e desisti antes de chegar ao fim.

Apesar da sinopse me ter atraído muito, a história em si não correspondeu
às minhas expectativas, pelo menos a parte que li.

Achei a escrita pouco fluída e o facto de seguirmos duas histórias, alternando uma história no presente com outra no passado, não ajudou a que a leitura fosse avançando. Talvez seja apenas o problema de ser uma escrita um pouco pesada que me apanhou numa altura em que o cansaço não me permite grande concentração, mas facto é que nem curiosa fiquei para ler o final e descobrir como as duas histórias se iriam interligar.

Talvez noutra fase fosse um livro que me impressionasse mais. Neste momento, não me cativou, com muita pena minha.

Um Beijo Na Escuridão, Linda Howard

16 julho 2009

Editora: Saída de Emergência
Páginas: 256
Categoria: Romance, Policial

"É um trabalho mortal. Eficiente, profissional, e sem remorsos, Lily Mansfield é uma assassina contratada que trabalha como agente da CIA. Os alvos dela são os poderosos e os corruptos. Os que estão acima da lei. Agora, depois de dezanove anos no activo, Lily foi atraída para um perigoso jogo: procurar vingança pela morte dos que lhe eram próximos. Com cada movimentação mais genial que a anterior, ela está a comprometer os seus superiores, atraindo atenções indesejadas e colocando em risco a sua própria vida. Lily sente-se invencível, mas mesmo ela pode ser eliminada se cometer o mais pequeno erro. Se tiver que ser, assim seja, Lily não pretende morrer sem dar luta. Lucas Swain, um agente da CIA, tem ordens simples: trazê-la viva ou morta. No entanto, também ele é atraído para o jogo de Lily, e dança na corda bamba, tentando evitar um incidente internacional enquanto luta contra um obstinado inimigo que lhes segue cada passo. Fascinado pela extrema inteligência de cada movimento dela, conseguirá Lucas terminar a sua missão? Lily vai descobrir o quão letal é o seu caminho... e o quanto a lealdade tem um preço."

Desilusão, desilusão, desilusão...
Eis um livro em que a sinopse promete muito mesmo, mas a história acaba por não corresponder às expectativas e arrasta-se, sem grandes picos, nem grandes surpresas.

Foi a minha apresentação a esta autora e não fiquei nada convencida, mas como já ouvi maravilhas do livro seguinte dela editado por cá, "Nunca Te Perdi", irei dar-lhe outra hipótese. Este não me convenceu nem como policial, nem como romance. Estava à espera de muito mais emoção, em todos os sentidos, e achei o livro morno e previsível, sem grande ritmo, nem acção.

Lê-se, mas não encanta :(

Torre de Babel

14 julho 2009

" (...) A certa altura, o cérebro do tradutor automatiza-se. Na sua cabeça, cada palavra inglesa não corresponde a uma palavra em Português, mas a todo um conjunto semântico. Não é um dicionário Inglês – Português, nem é um dicionário de sinónimos; é uma torre de Babel de palavras, um puzzle com milhões de peças, que instintivamente se encaixam, sem que saibamos qual o milagre que tão depressa faz surgir a solução para a palavra que entrou pelos nossos olhos na ponta dos nossos dedos. (...)"

BiblioImagem VIII

12 julho 2009

Cruel Abandono, Penny Vincenzi

10 julho 2009

Editora: Porto Editora
Páginas: 640
Categoria: Romance

"Numa noite de 1986, uma bebé recém-nascida é encontrada abandonada no aeroporto de Heathrow. Goradas as investigações, a criança é entregue às autoridades e posteriormente adoptada.

Passados quinze anos, a bebé, Kate, é já uma bela adolescente, aspirante a modelo, que decide procurar a mãe biológica.Essa busca vai reunir três mulheres - Martha, Clio e Jocasta - que 16 anos antes se tinham conhecido, casualmente, durante uma viagem à Tailândia.


As três amigas têm agora vidas agitadas mas bem-sucedidas, cheias de preocupações profissionais e de relações amorosas nem sempre fáceis. Martha continua solteira e é uma advogada de sucesso; Clio é uma médica presa a um casamento falhado; Jocasta é uma jornalista apaixonada por um homem com pavor dos compromissos.


Kate irá concretizar o seu desejo de conhecer a mãe biológica, mas isso obrigará a que seja revelado um segredo que uma das mulheres guardara ciosamente ao longo de todos esses anos…"

Desde que saiu o primeiro livro desta autora, que andava curiosa e agora surgiu a oportunidade de experimentar a sua escrita e posso dizer que gostei.

A história está bem estruturada e tem os ingredientes perfeitos para nos manter presos às suas mais de 600 páginas, se bem que, para mim, seriam dispensáveis algumas divagações sobre política que surgem lá pelo meio do livro e não se perderia nada se este tivesse menos uma centena de páginas.

Apesar do que a sinopse parece indicar, percebe-se quase no início quem será a mãe de Kate e até se adivinha também quem será o pai, mas isso não retira o interesse ao resto da história e à evolução e reencontros (e desencontros) das personagens centrais.

O leque de personagens é bastante alargado, mas a autora consegue levar-nos sempre em frente, sem nos perdermos até ao final. Gostei bastante da última parte, em que a história se torna mais intensa, mas o finalzinho a sério... bem, achei mornito e estava à espera de mais qualquer coisita.

Não me quero alargar muito mais, para não estragar a leitura a ninguém, mas recomendo a leitura, mesmo sendo na diagonal nas partes mais específicas sobre política inglesa... o resto vale a pena! ;)

Viagem à Roda do Meu Nome, Alice Vieira

09 julho 2009

Editora: Caminho
Páginas: 144
Categoria: Literatura Juvenil

"Abílio detesta o seu nome e decide mudá-lo para Luís. A mudança de nome tem valor simbólico, mostra o instante em que Abílio entra em processo de crise, na busca de ser ele mesmo, diferente daquilo que dele queriam fazer. Uma viagem à terra dos seus antepassados reconcilia-o com a sua história e o seu nome. Este romance realista, de personagens bem delineadas, retrata a vida quotidiana e o mundo interior de um rapaz, utilizando a primeira pessoa em dois tempos de enunciação, e aborda com optimismo o complexo tema da identidade."

Eis uma autora à qual adoro regressar, pois ainda hoje, tantos anos depois do primeiro livro que li dela, me é impossível ler as suas obras sem um sorriso.

Este livro não foi excepção, mais uma história de uma candura, realismo e humanismo impressionantes, com uma escrita que nos deleita.

Temos um Abílio que queria ser Luís, pois não gostava de ser chamado de Abilinho e assim o vamos acompanhando em dois tempos, por um lado na viagem de regresso da "terra" (aqui tão pertinho de mim, a Gafanha) e, por outro lado, na "saga" da mudança de nome, que, afinal, nunca se veio a concretizar. No final, faz-se luz na cabecita
dele, após descobrir os encantos e a história oculta do seu nome, com a ajuda da imaginação da sua amiguinha Luísa e da revelação da prima Maria Constança, pouco antes de morrer.

E assim desempoeirei as minhas leituras, com mais um livrinho delicioso de Alice Vieira.

"Temos de saber viver com a vida e com a morte, tal como vivemos com o nosso corpo e com o nome que temos."
pág. 140
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