Romance na Toscana, Elizabeth Adler

10 setembro 2009

Editora: Quinta Essência
Páginas: 336
Categoria: Literatura Romântica

"Sinta a magia do Verão na Toscana neste fantástico romance

Gemma Jericho é uma médica nova-iorquina a braços com uma filha adolescente que não lhe dá um minuto de descanso e uma mão que se preocupa com o facto de ela não ter vida própria. Por isso, quando a mãe, Nonna, recebe uma carta informando-a de que recebeu uma misteriosa herança na Toscana, Gemma, a donzela de gelo, arrisca: as três deixam para trás as precauções e partem para Itália em busca de um sonho e de uma nova vida.Mas o que as três encontram no paraíso da Toscana não é exactamente o que haviam sonhado. Afinal, a herança de Nonna, uma bela villa a necessitar de obras, pode pertencer a um americano, Ben Raphael. Entre Gemma e Ben surge de imediato uma forte atracção, mas a relação amorosa é abalada pela intensa disputa imobiliária.Será o amor de ambos suficientemente forte para resistir a todas as provações? Ou prevalecerá a força dos laços que ligam Gemma, Nonna e Livvie? Gemma terá de escolher entre o homem que ama e a herança da família. E a sua vida nunca mais será a mesma...Romance na Toscana é uma história de amor arrebatadora, marcada pela beleza daquela região italiana, onde, afinal, todos os sonhos são possíveis."

Já tinha lido o outro livro desta autora editado por cá e tinha gostado bastante da escrita, mas não tanto da história. No entanto, algumas personagens do outro
livro até me conquistaram e despertaram a vontade de ler compulsivamente.

Quanto a este "Romance na Toscana", mais uma vez, notei a excelente escrita da autora, mas não me consegui deixar envolver nem pela história nem pelas personagens...

De todas as palavras que me ocorrem, a melhor para classificar este livro é "morno". É uma história que se lê bem, mas não conquista. Vale o cenário onde decorre a parte principal história, numa pequena aldeia da bela Toscana, e porque nos permite viajar um pouco por Itália.

Confesso que me fez lembrar logo Uma Villa em Itália e, pessoalmente, achei a história do livro de Elizabeth Edmonson muito mais interessante e envolvente. Talvez sem esse termo de comparação, tivesse apreciado mais esta leitura.

Segredos de Verão, Elin Hilderbrand

07 setembro 2009

Editora: Contraponto
Páginas: 368
Categoria: Literatura romântica

"Um lugar especial, uma paixão inesperada e um Verão inesquecível…
O Clube de Praia e Hotel da ilha de Nantucket - uma estância balnear privada - é um lugar onde se guardam memórias, onde despontam paixões e onde nascem relacionamentos que se fortalecem de ano para ano. Em cada época, os hóspedes, os proprietários e os empregados entrelaçam os seus destinos, criando amizades e inimizades, revelando ou ocultando os seus segredos.
Mack Petersen fugiu do passado e começou de novo num hotel que se tornou a sua vida, mas é chegada a altura de decidir o seu futuro…
Cecily Elliott, a jovem e bela filha dos proprietários, tem um amor secreto e vê-se obrigada a escolher entre aqueles que mais ama…
Love O’Donnell vem de Aspen para trabalhar no Clube de Praia, decidida a pôr em prática um plano ousado: encontrar um homem que a engravide…
Vance Robbins é um homem orgulhoso e ressentido, a quem uma arma e uma mulher oferecem, finalmente, a oportunidade de se vingar do homem que mais odeia…
Lacey Gardner, uma viúva solitária que frequenta o hotel há quarenta e cinco anos, partilha a sua experiência de vida com aqueles que a recebem e que considera já a sua família.
Um Verão escaldante que marcará de forma indelével a vida de todos os protagonistas."

Um livro fresquinho e muito bem escrito, excelente para acompanhar a toalha de praia e uma tarde à beira-mar ou aqueles minutinhos de puro sossego antes do sono chegar.

Gostei muito da forma como as personagens nos são apresentadas gradualmente (como as engrenagens que fazem o Clube de Praia funcionar, encaixando uma a uma no seu sítio) e do mistério que se prolonga ao longo da história na troca de "recadinhos" (com que são iniciados todos os capítulos) entre Bill e @ misterios@ S.B.T.

Confesso que parti para este livro com reservas, ao ponto de ter pensado ler apenas o primeiro capítulo e depois decidir se valia a pena continuar ou não. Acontece que o primeiro capítulo tinha mais de 50 páginas e fiquei imediatamente presa à história.

Gostei muito do núcleo central de personagens, mas também das chegadas e partidas do Clube de Praia, dos hóspedes, que, à sua maneira, vinham sempre acrescentar algo à história ou ajudar a que as personagens centrais "encontrassem" o seu rumo.

Foi uma boa surpresa e uma excelente leitura. Mais um livrinho lido na altura certa :)

Entre o Céu e a Terra, Nora Roberts

05 setembro 2009

Editora: Chá das Cinco
Páginas: 320
Categoria: Literatura Romântica

"A jovem Ripley Todd quer apenas levar uma vida tranquila na acolhedora Ilha das Três Irmãs. O seu trabalho como ajudante de xerife mantém-na ocupada e feliz e, quando lhe apetece estar com alguém, não tem dificuldade em encontrar um parceiro... apesar de isso estar a acontecer cada vez menos vezes. Satisfeita com a vida que leva, Ripley só tem um problema na vida: os poderes especiais que possui e que a atemorizam e confundem. E por mais que os tente esconder, não consegue mantê-los sob controle. É então que surge o cativante Mac Booke, um pesquisador do sobrenatural que chega à ilha para investigar os rumores da feitiçaria local. Rapidamente ele se apercebe que existe algo extraordinário em Ripley. E não são apenas os seus fulgurantes olhos verdes ou o seu sorriso irónico. Há algo mais. Algo que ele é capaz de ver mas que ela é incapaz de admitir. Fascinado pela luta interna dela com as suas próprias habilidades, Mac está determinado a ajudá-la a aceitar quem é... e a encontrar a coragem para abrir o seu coração. Mas antes que Ripley e Mac possam sonhar com o que o futuro reserva, têm que enfrentar os demónios do passado. Pois a Ilha das Três Irmãs guarda séculos de segredos e possui um legado de perigos que ainda a assombra..."

E já li o 2º volume da Trilogia da Ilha das Três Irmãs há uns dias, mas ainda não tinha tido tempo de vir cá deixar a minha opinião.

Finalmente, voltei a pegar num livro de Nora Roberts que achei equilibrado, romance, misticismo, personagens mais "normais" e divertidas e um final não tão apressado como tenho achado noutros livros desta autora.

Suspeito que este volume será o meu preferido desta trilogia, até porque já comecei a leitura do 3º e não me está a prender tanto.

Resumindo, gostei de ler a história de Ripley e assistir de bancada à sua luta interior e ao evoluir do romance com Mac. Valeu a pena, quanto mais não seja, pelas gargalhadas ;)

O Longo Caminho de Olga, Yolanda Scheuber

29 agosto 2009

Editora: Série B
Páginas: 248
Categoria: Memórias/Testemunhos

"Desde as terras campestres da Rússia até à inóspita pampa argentina povoada de índios, uma menina de doze anos, abandonada pelos pais, deverá empreender a sua missão mais importante: viver.

A extraordinária vida de Olga começa na faustosa Rússia dos últimos czares Romanov, quando, com somente doze anos, a sua família decide abandonar o seu país, deixando para trás tudo o que tinha, inclusivamente uma das suas irmãs. Começa então uma grande viagem que os levará a Inglaterra e Canadá, antes de chegarem à longínqua e desconhecida Argentina, onde a família se separará definitivamente.
Ali, a pequena Olga começará uma nova vida plena de dificuldades, que enfrentará da melhor maneira possível. Terá de ultrapassar novas separações e notícias infelizes, duas guerras mundiais que a atingirão profundamente, mas também conhecerá o amor e iniciará a sua própria família, reencontrará pessoas que julgara desaparecidas e trabalhará nas suas próprias terras na pampa argentina."

Yolanda Scheuber conta-nos, num relato humano, rico e nostálgico o longo caminho percorrido pela sua avó Olga, tanto física como psicologicamente, desde 1889 a 1982.

A história começa a ser-nos relatada na 1ª pessoa, pela própria Olga, que em conversas com a neta aos domingos lhe vai revelando, no fundo, a longa e dura história da família, que se começou a desmembrar com a partida da Rússia imperial e que apenas parou quando já havia elementos da família na Alemanha, Canadá, Estados Unidos e na Argentina, onde Olga e uma das suas irmãs ficaram.

Ao acompanharmos o relato desta longa e atribulada vida, acompanhamos também os acontecimentos que marcaram os anos mais complicados do século XX e que, tal como no resto do mundo, deixaram a sua marca indelével em Olga, que tinha o coração dividido por todas as partes do mundo onde tinha a família que tanto amava.

No entanto, e apesar de todo o sofrimento, a vida de Olga torna-se afinal um exemplo de fé, de luta e de coragem. São comoventes os relatos das (demoradas) chegadas das cartas com notícias dos familiares. E torna-se impressionante, como no meio de tanta convulsão económica e social, conseguiram sempre manter um contacto mais ou menos regular. Mesmo quando já todos tinham "assentado" e dado origem às suas próprias famílias.

Olga teve uma vida sofrida, desenraizada, mas nunca deixou de sonhar e acima de tudo de acreditar. Gostei particularmente desta passagem:

"Sentia que a minha alma ia onde iam os que eu amava e então compreendi que o tempo e a distância eram somente valores impostos pela própria humanidade e que, ignorando-os, me era permitido ser livre e transladar a minha mente e alma para o lugar que eu propusesse sem que nada nem ninguém mo impedisse." (p.145)

Achei o livro um pouco mais denso do que a sinopse revela, mas é não só riquíssimo em vivências e reflexões sobre os anos mais conturbados do século XX, como também sobre a vida em si.

"Quando nascemos, ninguém nos dá a receita da felicidade. Há milhões de receitas de comidas, de sobremesas, de perfumes, de medicamentos, mas quanto à felicidade, não existe nem existirá nunca uma fórmula mágica que, aplicada a todos por igual, nos dê um resultado exacto. (...)
A felicidade não é uma paragem à qual temos de chegar, uma meta, um horizonte. A felicidade é uma forma de estar na vida. Se a perseguirmos, parece que nunca mais a alcançamos, é como a nossa própria sombra que foge quando vamos atrás dela, mas quando chega, chega sem nos apercebermos e quando menos a esperamos. " (p. 218)

Trata-se de uma história verdadeiramente real e humana, de separação, superação e muita determinação. Uma história singular de vida que, de facto, merecia ser contada e que valeu muito a pena ler.

Amante de Sonho, Sherrilyn Kenyon

23 agosto 2009

Editora: Saída de Emergência
Páginas: 288
Categoria: Romance

"Grace Alexander, uma bonita terapeuta sexual de Nova Orleães, julgava estar destinada a uma vida sem paixão. Até ao dia em que a amiga Selena a convence de que, por artes mágicas, poderá convocar um escravo de amor durante um mês. Certa de que a magia da amiga irá falhar, Grace deixa-se levar pela brincadeira. Mas...

"Caro leitor,
Estar preso num quarto com uma mulher é fabuloso. Estar preso em centenas de quartos ao longo de dois mil anos não o é de todo. E estar amaldiçoado como escravo de amor para a eternidade, arruína qualquer guerreiro espartano. Como escravo de amor, sei tudo sobre as mulheres. Como tocá-las, saboreá-las e, acima de tudo, como dar-lhes prazer. Mas quando fui convocado para satisfazer as fantasias de Grace, encontrei a primeira mulher na história que me viu como um homem com um passado atormentado. Só ela se preocupou em levar-me para fora do quarto e mostrar-me o mundo. Ensinou-me a amar de novo.
Mas eu não nasci para conhecer o amor. Fui amaldiçoado para caminhar sozinho pela eternidade. Como general, aceitara há muito a minha sentença. No entanto, agora encontrara Grace - a única coisa sem a qual o meu coração não consegue sobreviver. Poderá o seu amor curar as minhas feridas e quebrar uma maldição milenar?"
Julian da Macedónia

Parti para a leitura deste livro com expectativas moderadas. Se, por um lado, estava muito curiosa com as boas críticas que tinha lido sobre esta autora, mesmo antes de ser publicada por cá, por outro lado, tem sido editada por cá tanta literatura romântica/paranormal, que me leva a ficar um bocado de pé atrás em relação à vaga deste género de livros.

Mas, de facto, este livro surpreendeu-me, porque o achei essencialmente divertido. Não foi a sensualidade, o romantismo ou o paranormal que me consquistaram, mas sim os laivos de humor que perpassam toda a história, tornando a leitura, acima de tudo, divertida.

Neste livro temos de tudo: maldições, conflitos e mal-entendidos, sexo, sensualidade, heróis e Deuses da Antiguidade, passado, presente... uma data de coisas que se poderiam tornar confusas, caso a história não estivesse tão bem contada.

A autora surpreendeu-me com a sua escrita fresca, fluida e desempoeirada, que nos permite umas boas horas de completo alheamento da realidade ao mergulharmos nestas páginas.

Trata-se de um livro bem escrito, bem estruturado e com toques de humor muito bem conseguidos. Uma leitura leve e agradável, que me deixou com muita vontade de ler os restantes volumes da série Predadores da Noite.

BiblioImagem X

21 agosto 2009

Só porque é Verão e apetece :)

Pensamento Mágico, Augusten Burroughs

16 agosto 2009

Editora: Contraponto
Páginas: 292
Categoria: Humor, Crónicas

"Um braço-de-ferro com uma mulher-a-dias louca. A execução de um roedor com precisão militar. Um encontro romântico com um agente funerário. A vingança de um operador de telemarketing. Bem-vindo à estranha vida de Augusten Burroughs, onde o dia-a-dia é um puzzle de acontecimentos bizarros, reacções extremas, personagens insólitas e encontros imediatos com seres humanos que parecem muito pouco terrestres…"

Começo por dizer que não é muito habitual ler livros de humor, porque não é qualquer coisa que me arranca uma gargalhada, mas achei a sinopse deste livro tão surreal que me despertou a atenção.

Fui lendo o livro aos poucos, nuns intervalos aqui e ali no meio do trabalho, ou quando o computador resolvia "embirrar". Como são pequenas histórias ou episódios, foi o ideal para ir aproveitando uns "furinhos" durante o dia.

Em abono da verdade, há que dizer que realmente a vida de Augusten Burroughs foge bastante dos "cânones" da dita "normalidade" e está recheada de episódios surrealistas, que aqui são contados de uma forma tão inteligente que se tornam realmente divertidos.

Apesar de alguns episódios parecerem demasiado crus, mordazes ou comoventes, há sempre um sorriso matreiro à espreita no final de cada relato. E, de facto, eu dei muitas vezes por mim a rir a sério no fim de muitas histórias.

Com um humor inteligente. uma visão perspicaz e mordaz e um pensamento, de facto, mágico, que transparece na escrita, este é mesmo um livro surrealmente divertido.

A Estrela da Babilónia, Barbara Wood

14 agosto 2009

Editora: Contraponto
Páginas: 384
Categoria: Romance, Aventura, Thriller

"Um romance cheio de acção e paixão que o levara à exótica Pérsia.

Numa noite de tempestade, a arqueóloga Candice Armstrong é chamada de urgência à cabeceira do seu velho professor, John Masters, que sofreu um acidente. O moribundo implora-lhe para ir a casa dele, mencionando a «Estrela da Babilónia» e uma misteriosa chave. Candice inicia então uma trepidante busca que a leva à Síria na companhia do filho do professor, Glenn Masters, um misterioso e taciturno inspector da polícia. Entretanto, Philo Thibodeau - seguindo as instruções da seita ultra-secreta a que pertence, os Alexandrinos - parte no seu encalço, e Candice e Glenn vêem-se obrigados a arriscar as suas vidas, numa corrida contra o tempo através do deserto."

Comecei a leitura deste livro sem ter criado expectativas, até porque pensava que se tratava de uma autora nova para mim. Afinal, não foi uma estreia, pois já me tinha passado pelas mãos, há largos meses, outro livro de Barbara Wood, A Profetisa.

Tal como o livro anterior, chamar-lhe apenas romance é um pouco redutor, pois é um livro com muita acção, aventura, mistérios, algum suspense, intriga histórica, e, sim, com uma pitada de romance, tudo muitíssimo bem enquadrado. Aliás, pareceu-me que o romance que acaba por se desenvolver entre as duas personagens principais é secundário à riqueza de tudo o resto.

Gostei muito da forma como a história se vai desenrolando, com mistérios atrás de mistérios e as peças a encaixarem-se gradualmente, mas o quadro completo só se revela mesmo no final.

Também me agradaram os saltos temporais para o passado, pois permitem-nos entender melhor a evolução e o enquadramento desta "intriga" até ao presente, dando-nos uma perspectiva mais abrangente, mas sem retirar ritmo ou intensidade à história.

História, misticismo, sociedades secretas, religião, ambição, loucura, arqueologia, crime, tudo isso encontramos neste livro que, sem dúvida, proporciona excelentes momentos de leitura até ao virar da última página. Gostei :)

Fui Roubada aos Meus Pais, Cèline Giraud

09 agosto 2009

Editora: Presença
Páginas: 184
Categoria: Memórias/Testemunhos

"A vida de Céline Giraud, 27 anos, desabou a 22 de Fevereiro de 2004, o dia em que tomou conhecimento de que não tinha sido abandonada em criança mas roubada à sua mãe biológica com alguns dias de vida. Roubada para ser vendida por 3000 dólares a um casal francês que desconhecia o processo de tráfico de que Céline tinha sido alvo.
Só quando tentou contactar a mãe biológica conseguiu descobrir a verdade, procurando a partir deste momento, com a ajuda dos pais de Fernando, o seu namorado, pistas para o seu rapto, conseguindo localizar mais de vinte crianças também de origem peruana que tinham sido raptadas. Os seus pais adoptivos, alheios à ilegalidade, tinham contactado uma organização francesa que lhes tinha conseguido uma menina com apenas duas semanas em tempo recorde.
Quando se apercebeu da situação dos outros bebés, Céline tentou contactar as suas famílias criando a Associação La Voix des Adoptés, que procura dar apoio a crianças adoptadas.
Um livro de memórias, escrito na primeira pessoa com um tom quase detectivesco, informativo e que pode servir de base a uma análise social."

Uma história contada na primeira pessoa por quem a viveu, mas acima de tudo, por quem a sofreu.

Achei a escrita de tal forma aberta e sincera, que nos faz ficar ainda mais chocados com a infeliz realidade do tráfico de crianças que grassa pelo mundo todo, ainda mais nos países desfavorecidos. Regra geral, só nos apercebemos de casos deste género pelas notícias. Mas raros são os casos que chegam ao olhar público e não é uma notícia de dois ou três minutos que nos consegue mostrar a verdadeira crueldade contra as crianças e famílias, incluindo as famílias adoptantes.

Este livro é um relato corajoso de uma jovem cuja vida ficou de pernas para o ar quando decidiu procurar as suas origens. A nós, leitores, serve como alerta e como exemplo de força e coragem.

"(...) Foi necessário ultrapassar a raiva, a cólera e o desejo de vingança. Foi necessário digerir a verdade, domá-la, para que ela se transformasse na minha história. (...)
Hoje sinto-me na obrigação de testemunhar. As palavras "tráfico de crianças" não são uma invenção dos jornalistas. Os raptos de crianças existiram e ainda existem no mundo da adopção. (...) Este livro foi escrito para que nunca mais se diga que não se sabia de nada.
Quero também partilhar esta minha experiência com as crianças adoptadas em condições normais. Quero dizer-lhes que não há quem saía incólume de uma busca das suas origens. Ninguém está suficientemente preparado para descobrir o seu passado, seja ele qual for. (...)"

A autora foi uma das fundadoras e é presidente de uma associação de adoptados, La Voix des Adoptés, que, pelo que o livro dá a entender, proporciona um precioso apoio a adoptados e pais adoptivos e tem um papel preponderante na denúncia de organizações de tráfico de crianças.

Numa nota mais pessoal, não sou mãe, não sou adoptada, mas este sempre foi um tema que me atraiu particularmente... Por isso, é um livro que recomendo a todos, mas, acima de tudo, a quem um dia pretende adoptar. Para ler e reflectir.

A Ilha das Três Irmãs, Nora Roberts

Editora: Chá das Cinco
Páginas: 302
Categoria: Romance

"Quando Nell Channing chega à acolhedora Ilha das Três Irmãs, acredita que finalmente encontrou um refúgio do seu marido violento... e da vida horrível que levara nos últimos anos.

Mas mesmo nesse lugar calmo e distante, Nell nunca se sente inteiramente à vontade. Escondendo cuidadosamente a sua verdadeira identidade, aceita um lugar como cozinheira num café e começa a explorar os seus sentimentos pelo simpático xerife da ilha. Mas há uma parte de si que ela nunca lhe poderá revelar, pois tem de guardar alguns segredos se quer manter o passado longe de si. Uma palavra a mais... e a sua nova vida tão cuidadosamente montada pode despedaçar-se.

E quando Nell começa a questionar-se se alguma vez será capaz de se libertar do seu medo, apercebe-se de que a ilha sofre de uma terrível maldição que só pode ser desfeita pelas descendentes das Três Irmãs: as bruxas que se instalaram na ilha em 1692. Então, com a ajuda de outras duas mulheres talentosas e determinadas - e com os pesadelos do passado a atormentarem-na constantemente - ela tem que encontrar a força para salvar o seu lar, o seu amor e a sua vida."

Mais uma vez, Nora Roberts cria personagens cativantes, fazendo-nos acompanhar o desenrolar da história ora com um sorriso, ora com o coração apertadinho.


Gostei bastante deste 1.º volume de um trilogia que me foi muito bem recomendada, mas estive sempre ansiosa pelo grande clímax que deixou um pouco a desejar. A cena (tão vívidas são as descrições) que se esperava mais intensa foi rápida demais para tanta antecipação ao longo da história.

Continuo a achar que os finais dos livros de Nora Roberts são muito apressados, depois de tantas páginas de drama e hesitações.

Neste volume, acho que a parte do suspense poderia ter sido melhor aproveitada, mas, mesmo assim, Nora Roberts conquista com as suas personagens e estou ansiosa por ler os próximos 2 volumes, principalmente "A Cor do Fogo", sobre Mia, a personagem que mais me cativou.

Aguardam-se sentão "cenas dos próximos capítulos" nesta ilha mística...
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