BiblioAquisições Março

09 abril 2010


BiblioCitação VIII

07 abril 2010

"Some books are to be tasted, others to be swallowed

and some few to be chewed and digested."

Francis Bacon

BiblioImagem XXVIII

02 abril 2010


Páscoa Feliz!
Bom fim-de-semana a todos

Provas Manipuladas, Donna Leon

Editora: Planeta
Páginas: 248
Categoria: Policial

"Quando uma veneziana idosa é brutalmente assassinada, a principal suspeita é a sua empregada romena, que fugiu da cidade. Quando tenta sair do país, levando consigo uma considerável soma e documentos falsos, a empregada mete-se à frente de um comboio e morre atropelada. Caso encerrado. Mas quando a vizinha da velha assassinada regressa do estrangeiro, torna-se evidente que a empregada não podia ter sido a assassina. O Commissario Brunetti decide - oficiosamente - encarregar-se pessoalmente do caso. Quando Brunetti investiga, torna-se claro que o motivo do assassínio não foi a avareza, mas que teve as suas raízes nas tentações da luxúria. Mas talvez Brunetti esteja a pensar no pecado capital errado..."

Já há bastante tempo que tinha alguma curiosidade em experimentar os policiais desta autora e surgiu então a oportunidade com este "Provas Manipuladas".

Bem sei que não é o primeiro livro da série de policiais com a personagem central do Comissário Guido Brunetti, mas como cada livro aborda um caso, com princípio, meio e fim, achei que não perderia muito por não ler a série por ordem. De facto, ao ler esta obra não senti falta de ler as anteriores para ficar encantada com a personagem central... É essa personagem a mais-valia deste livro.

Há muito tempo que não lia policiais deste género... em que o foco do livro se centra mais na investigação do que no crime em si. O crime está cometido logo às primeiras páginas e de seguida acompanhamos o processo de investigação e as conjecturas do Comissário não só quanto a eventuais suspeitos, como em relação aos seus colegas e funcionários e também à corrupção que grassa na sociedade em que se inserem.

Senti a falta de algum ritmo e acção, mas este não é um policial para quem goste de adrenalina e de virar freneticamente páginas e páginas cheias de reviravoltas. Na minha opinião, peca um pouco pela previsibilidade da história e mesmo estando muito bem escrita, com personagens cativantes e um cenário envolvente, senti que faltava o factor surpresa...

Gostei de conhecer a escrita e autora (e o comissário), mas dentro deste género de policiais, prefiro a eterna Agatha Christie ;)

Novidades Presença - 6 de Abril

29 março 2010

O Clã da Loba - A Guerra das Bruxas – Livro 1
Maite Carranza

Título Original: La Guerra de las Brujas – El Clan de la Loba
Tradução: Regina Louro
Páginas: 328
Colecção: Via Láctea Nº 84
Preço c/ IVA: 17,50€
ISBN: 978-972-23-4332-9
Código de Barras: 9789722343329

35 MIL EXEMPLARES VENDIDOS
EM QUATRO MESES

Desde que há memória, dois clãs de bruxas, as Omar e as Odish, vivem em permanente conflito, incapazes de conciliar as suas diferenças ancestrais. Apenas uma velha profecia deixa entrever alguma esperança de no futuro a eleita conseguir unir ambas as tribos. E agora todos os sinais confirmam que a chegada dessa eleita está próxima. Quando Anaíd, uma jovem de catorze anos, acorda uma manhã e verifica que a mãe desapareceu, pensa que lhe poderá ter acontecido todo o tipo de coisas, menos que a sua mãe é uma bruxa Omar e considerada por todas aquela de que a profecia fala…

Maite Carranza
nasceu em Barcelona em 1958 e estudou antropologia. Já publicou mais de quarenta livros e venceu importantes prémios literários, encontrando-se neste momento traduzida em cerca de duas dezenas de línguas. Actualmente divide o tempo entre a criação literária, o guionismo e a docência universitária. O Clã da Loba vendeu 35 000 exemplares em Espanha em apenas quatro meses, sem qualquer campanha de marketing.

«O Clã da Loba, a alternativa catalã a Harry Potter.»
Avui Plaers

«Os pormenores da feitiçaria são descritos com grande mestria. Atenção a todos os fãs de Harry Potter, Buffy e Twilight»

Financial Times

Alice Eu Fui
Melanie Benjamin

Título Original: Alice I Have Been
Tradução: Alice Rocha
Páginas: 336
Colecção: Grandes Narrativas Nº 463
Preço c/ Iva: 17,90€
ISBN: 978-972-23-4309-1
Código de Barras: 9789722343091

A HISTÓRIA DE ALICE LIDDELL, A CRIANÇA
QUE INSPIROU ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS


Alice Eu Fui
é uma biografia romanceada de Alice Liddell, a criança que inspirou o grande clássico da literatura infanto-juvenil Alice no País das Maravilhas. É a primeira vez que a história é contada do ponto de vista irreverente da própria Alice - agora uma octogenária que olha em retrospectiva para o seu passado e reflecte sobre a jornada extraordinária que foi a sua vida para além do País das Maravilhas. Com uma intriga bem construída, esta narrativa explora a natureza elusiva e indecifrável do amor e da sexualidade, presentes na psique humana desde a infância e ajuda-nos, através dos factos narrados, a compreender os assombros e os abismos, as passagens para o outro lado do espelho. História de amor e mistério literário, esta obra entretece com brilhantismo factos e ficção para captar o espírito apaixonado de uma mulher verdadeiramente inspiradora.

Melanie Benjamin
nasceu em Indianápolis, nos Estados Unidos, mas mudou-se mais tarde para Chicago onde reside actualmente com a família. Depois de dois primeiros romances escritos sob pseudónimo, Melanie Benjamin aventura-se na escrita do seu primeiro romance histórico, Alice Eu Fui, seleccionado como Indie Next Pick em Janeiro de 2010 e Readers’ Prize Selection da revista Elle no mesmo mês.

Observações
Jane Harris

Título Original: The Observations
Tradução: José Remelhe e Ana Mendes Lopes
Páginas: 448
Colecção: Grandes Narrativas Nº 464
Preço c/ IVA: 19,50€
ISBN: 978-972-23-4331-2
Código de Barras: 9789722343312


ROMANCE DE ESTREIA
SOBRE ÉPOCA VITORIANA

Em plena época vitoriana, Bessy Buckley, uma irlandesa de 15 anos, encontra um lugar de criada numa mansão isolada que pertence à encantadora Arabella Reid e ao seu marido, um político com ambições. Arabella faz-lhe várias e intrigantes exigências entre as quais a de que descreva, num diário, as suas tarefas e os seus pensamentos mais íntimos. Apesar de tudo Bessy afeiçoa-se à sua patroa, mas acaba por descobrir que a mansão esconde segredos surpreendentes. Uma sátira inteligente à hipocrisia vitoriana, bem-humorada e com um enredo que cria um suspense psicológico subtil.

Jane Harris
nasceu em 1962, na Irlanda, cresceu em Glasgow e estudou na Universidade de East Anglia. Publicou vários contos e realizou diversas curtas-metragens que foram premiadas.

PRÉMIOS
*Waterstone's Book of the Month (Abril 2006)
*USA Book of the Month Club's First Fiction Prize (2007)
*Waterstone's 25 Authors for the Future

«É quase impossível de encontrar um relato de época como este; ora triste, ora divertido, mas sempre verdadeiro.»
Entertainment Weekly

«Uma história enfeitiçante sobre suspeita e redenção.»

Daily Express

Nunca Te Perdi, Linda Howard

Editora: Saída de Emergência
Páginas: 288
Categoria: Romance
excerto

"Milla Edge mudou-se recentemente para o México, onde o seu marido David, foi colocado como médico. A vida deles é um sonho. Acabaram de ter o primeiro filho, e estão tremendamente apaixonados. Ambos se deliciam com a nova vida, e Milla está no auge do seu brilho maternal quando lhe roubam o bebé Justin das suas próprias mãos. Uma década mais tarde, Milla é uma mulher diferente. O casamento há muito que terminou e a sua vida é totalmente dedicada à Organização Não Governamental que lidera: Finders. À caça de criminosos, ela percorre os lugares mais desoladores do mundo à procura de crianças raptadas (incluíndo o seu filho que nunca aceitou perder). Dois homens cruzam o seu caminho: True Gallagher, um dos grandes mecenas da sua instituição, e Diaz um perigoso mercenário, tão interessante como misterioso. Quanto mais Milla se aproxima das respostas, maiores são os perigos que enfrenta. E ninguém brinca com os cabecilhas das redes de tráfico infantil."

Este foi o segundo livro que li de Linda Howard e depois de ter ficado desiludida com o primeiro ("
Um Beijo na Escuridão"), encarei esta leitura mais como um tira-teimas, uma vez que já tinha lido por aí excelentes opiniões sobre a autora.

De facto, este livro é muito melhor do que o anterior, com uma história que apela ao coração e que nos envolve desde o início, tendo de tudo um pouco: acção, romance, aventura, algum humor...

Apesar da sinopse prometer algum suspense, é um livro que prima mais pelo romance do que pelo suspense, uma vez que se torna um pouco previsível, mas mesmo assim, mais equilibrado do que esperava. Sem grandes surpresas, mas com momentos intensos, convida a uma leitura rápida e compulsiva.

Não sendo uma obra-prima, foi um livro que me proporcionou uma bela noite de leitura, sendo ideal para desanuviar de leituras mais pesadas. E agora estou "empatada" em relação a autora... um voto a favor e outro contra. Resta-me aventurar em breve na leitura de "
Íntimo e Perigoso".

BiblioImagem XXVII

26 março 2010

Bom fim-de-semana e bons voos nas asas da leitura!

Uma Palavra Tua - Elvira Lindo

24 março 2010

Editora: Presença
Páginas: 192
Categoria: Romance

"Galardoado com o Prémio Biblioteca Breve 2005, Uma Palavra Tua traz-nos as histórias de vida de Rosário e Milagros, duas mulheres desajustadas, dois percursos existenciais que se cruzam nas ilusões e realidades que dão forma ao medo de não merecerem ser felizes. Uma amizade feita de encontros e desencontros, de solidariedade e de influências mútuas entre duas varredoras de rua madrilenas, duas pessoas comuns, com vidas comuns que escondem uma natureza indomitável, grandiosa. Um romance arrebatador, irónico, que adquire a profundidade da nobreza humana de uma tragédia antiga no mundo contemporâneo."

Por vezes são os pequenos livros que nos surpreendem pelo grande conteúdo literário que as suas parcas páginas revelam. Foi o caso deste livro de Elvira Lindo.

Não conhecia a autora e entrei na leitura sem expectativas nenhumas e até sem prestar grande atenção à sinopse. Só depois de terminar a leitura do primeiro capítulo é que senti necessidade de voltar a ler a sinopse “com olhos de ver”, depois de já ter provado um bocadinho da escrita, que me surpreendeu logo e que me apanhou até um bocadinho desprevenida.

Logo às primeiras páginas percebi que se tratava de um livro profundo e intimista, não para devorar, mas para ir degustando. E assim fui avançando devagarinho na leitura e apreciando o tom deste relato acima de tudo humano, por vezes cru, outras vezes sensível, mas muito sincero e aberto, que me faz sentir próxima de Rosário em vários momentos das suas reflexões. São reflexões humanas, muitas vezes pouco bonitas ou politicamente correctas, mas sentidas, irónicas, inquietas e até mordazes.

Não há aqui personagens perfeitas, nem histórias cor-de-rosa, há personagens humanas e por isso mesmo marcantes, assim como marcante é a escrita, mas essa sim, a raiar a perfeição.

Rosário e Milagros, pessoas a quem provavelmente não lançaríamos um segundo olhar se nos cruzássemos com elas na rua, mas cujas vidas aparentemente banais escondem uma teia de sentimentos (e tragédias) muito mais rica do que seria de esperar.

Não é de todo inocente o facto da história estar centrada nas duas varredoras de rua… Pessoas quase invisíveis, mas cheias de emoções e cuja história nos faz reflectir sobre uma data de conceitos e preconceitos nossos e da própria sociedade que nos rodeia.

“Deveríamos ver as pessoas quando elas acham que não estamos a olhar para elas. Eu olho de modo demasiado violento, olho de uma maneira que fere, que provoca mal-estar nos outros, tensão, olho sem poder evitar o constante juízo de valor. Não sei se nasci assim ou se me transformaram. Mas quem sou eu para olhar desta maneira?” (p.187)

Gostei mesmo muito e este tesourinho literário já foi adaptado ao cinema em Espanha...

Badsellers - Uma iniciativa original


"A Editorial Presença tem um catálogo bastante diversificado, e nem todos os títulos foram bem sucedidos comercialmente. Normalmente estas informações não são divulgadas, mas nós decidimos assumi-lo. E assim nasceu a lista dos "Badsellers", os maiores desaires comerciais da história da editora, divulgados ao mundo. Façam o favor de rir ou de comprar. Se fizerem os dois ficamos duplamente satisfeitos."

Uma iniciativa, no mínimo, original. Já me fez sorrir hoje, agora resta-me ir espreitar melhor os títulos disponíveis...

Amanhecer - Stephenie Meyer

Editora: Gailivro
Páginas: 754
Categoria: Romance, Paranormal

"Amares aquele que te matava, deixava-te sem outra opção. Como poderias fugir, como poderias lutar, se ao fazê-lo magoavas o teu amor? Se a tua vida era tudo o que tinhas para dar, como poderias recusá-la? A alguém que amavas verdadeiramente?
Para Bella Swan, o amor inelutável por um vampiro enreda-se de forma fantástica e terrível com uma realidade perigosamente opressiva. Impelida, num sentido, pela sua paixão intensa por Edward Cullen e, no outro, pela ligação profunda ao lobisomem Jacob Black, Bella enfrentou um ano tumultuoso de tentações, perdas e conflitos que agora a coloca perante um momento final e decisivo. A escolha eminente entre ingressar no mundo tenebroso, mas sedutor, dos imortais, ou prosseguir uma existência inteiramente humana é o fio do qual se suspendem os destinos dos dois clãs. Agora que Bella já tomou uma decisão, uma cadeia perturbante de acontecimentos sem precedentes está prestes a desenrolar-se, com efeitos potencialmente devastadores e incomensuráveis. Quando os fragmentos corroídos da sua vida - inicialmente desvendada em Crepúsculo, e depois estilhaçada e dilacerada em Lua Nova e Eclipse - parecem prestes a sarar e a unir-se num todo, será que vão ser destruídos… para sempre?"

Mais de um ano depois, lá consegui acabar de ler esta saga que lançou a “moda” dos vampiros por cá…

Em relação aos volumes anteriores a este, gostei bastante do primeiro, mas o segundo e o terceiro já me desiludiram e daí a demora em ganhar coragem para pegar neste 4º volume e terminar finalmente a saga.

Os fãs de Stephenie Meyer que me perdoem, mas terminada a leitura dos quatro livros, não consigo entender o motivo tanta febre. São livros bonzinhos, permitem umas boas horas de leitura sem grandes exigências, mas não são assim tão bons que justifiquem o delírio à volta deste “vai-não-vai” entre a Bella (irritanteeeee) e o Edward.

Especificamente em relação a este volume final, houve alturas em que ponderei seriamente desistir e se entretanto não tivesse chegado à parte em que “vemos” os acontecimentos pelos olhos do Jacob, provavelmente tinha fechado o livro antes de chegar a meio. Valeu a minha teimosia em ler sagas até ao fim e lá deslindei o final do atribulado romance entre a humana e o vampiro.

Neste livro, achei que a história melhorou um bom bocado em relação aos dois anteriores, sendo mais consistente e desenvolvida e o simples facto de irmos assistindo aos acontecimentos sob diversas perspectivas também ajudou a que persistisse na leitura.

Missão cumprida, saga lida. Agora resta-me ver os filmes. Não que tenha gostado da adaptação do “Crepúsculo”, que achei muito pobre em relação ao livro, mas a curiosidade leva-me a melhor e, já agora, vou ver o “Lua Nova”. Fico bastante curiosa de ver a adaptação do “Amanhecer”, principalmente na parte final. É que não consigo imaginar a Kristen Stewart a dar credibilidade e intensidade à parte do confronto final ;)
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