Um Violino na Noite, Jojo Moyes

22 agosto 2010

Editora: Porto Editora
Páginas: 416
Categoria: Romance
excerto

"Isabel Delancey, uma mulher frágil e ainda jovem, alheada das vicissitudes do dia-a-dia, vivia para a música - era violinista numa orquestra sinfónica.
O que a prendia à realidade era o amor que sentia por Laurent, o seu marido. Quando este morre num brutal acidente, Isabel vê-se obrigada a confrontar-se com a terrível situação financeira em que o marido deixou a família e a assumir o papel de mãe que sempre tinha sido desempenhado por uma ama.
A Casa Espanhola, uma propriedade que herda inesperadamente, sendo uma fonte inesgotável de problemas, vai ser ao mesmo tempo um desafio à sua coragem e determinação, transformando Isabel numa mulher madura.
Ali, vai encontrar uma solidariedade inesperada, um rancor visceral e o amor."

Depois de ter tido uma boa surpresa e de ter gostado bastante do primeiro romance de Jojo Moyes editado por cá, Silver Bay - A Baía do Desejo, não resisti a comprar este novo lançamento da Porta Editora com o intuito de ser uma das minhas leituras deste Verão.

Apesar deste livro não me ter encantado tanto como anterior, é um livro que se lê bastante bem, com uma escrita serena e fluída que nos leva a folhear as suas mais de 400 páginas quase sem darmos por isso.

Contudo, achei as personagens centrais menos "especiais" do que as de Silver Bay. E exceptuando os Primos e a relação do filho de Isabel com Byron, o resto achei morno, ao ponto de a parte intermédia história se arrastar mais do que seria necessário.

É um livro que se lê muito bem, mais pela escrita da autora do que pela história. Desta vez, Jojo Moyes não me encantou, mas também não me desiludiu. Foi uma leitura agradável e serena, que me fará ficar atenta a outros livros dela.

Um Eremita nos Himalaias, Paul Brunton

20 agosto 2010

Editora: Presença
Páginas: 252
Categoria: Memórias, Viagens

"Um Eremita nos Himalaias é um clássico do género de fusão entre literatura de viagens e ensinamento espiritual. Ao longo das suas páginas viajamos com Brunton pelo majestoso cenário dos Himalaias Centrais, conhecemos a poesia da paisagem e temos acesso directo às lições de sabedoria que o autor recebeu de grandes sábios indianos, ao seu processo de meditação e às suas reflexões sobre temas de grande actualidade e importância no momento que o mundo ocidental atravessa. É uma obra inspiradora que nos ajuda a encontrar «oásis de serenidade num mundo tumultuado»."

Se tivesse de descrever este livro numa só palavra, diria que é intemporal, apesar de ter sido escrito em 1937. Trata-se, acima de tudo, do relato de uma viagem pelos Himalaias, das vivências que essa viagem suscitou, dos encontros, dos ensinamentos, das reflexões, do que fica depois de uma experiência única para o autor e para o leitor, que o acompanha, página a página, até ao regresso ao mundo tumultuoso. Paul Brunton está ali, a descrever-nos cada etapa, que, inevitavelmente, resulta em aprendizagem/crescimento interior.

Ao contrário do que pensava, não se trata de um livro centrado apenas na parte espiritual. É um relato de viagem e, como todas as grandes viagens, esta também é constituída por momentos puramente práticos e outros de profunda reflexão. Dada a dimensão do percurso, da majestosidade da paisagem e da riqueza cultural, é natural que esta viagem tenha moldado irremediavelmente o autor e deixado marcas indeléveis, conduzindo a uma imensa vontade de partilhar tudo o que viveu.

A colecção Vidas d'Escritas, da Presença, tem-me trazido boas surpresas e esta foi mais uma. Este é mais um daqueles livros que se adapta a cada leitor que decidir percorrer as suas páginas... Cada um fará a viagem para a qual se predispuser, seja ela a física ou a espiritual.

O autor encontrou o silêncio, a quietude, a sua Verdade nos Himalaias e suspeito que muitos leitores encontrarão a serenidade ou, pelo menos, algum conforto, nas páginas escritas por este "andarilho sem lar nem casa". Tal como ele diz, escreveu-as "(...) na esperança de que o poder das palavras possa dar alguma ideia do Poder sem Palavras que foi e é para mim a suprema atmosfera dos Himalaias".

Quanto a mim, leitora e apenas viajante através da palavra escrita, missão cumprida... Por momentos, também eu estive lá, no alto, no silêncio, onde o tempo pára e a Natureza comanda, onde os dias ventosos e cinzentos dão lugar a interlúdios ainda mais apreciados e esperançosos. Uma metáfora para o resto do mundo? Talvez... só depende dos olhos (e da mente) do leitor. Quanto ao autor, deixa muito claro: "Agarremo-nos à Esperança, quando outras coisas não se mostrarem dignas de serem agarradas. (...) Os Himalaias assim me ensinaram."

O Verão das Nossas Vidas, Luanne Rice

11 agosto 2010

Editora: Quinta Essência
Páginas: 290
Categoria: Romance

"Capri: uma ilha lendária, mergulhada em sabedoria e mistérios seculares…
Uma mulher que aprende finalmente a confiar na vida e no amor…
Mãe e filha, separadas durante anos, à procura de uma forma de enfrentarem juntas o futuro…

Há dez anos, Lyra Davis deixou para trás as pessoas que mais amava, incapaz de reconciliar as expectativas da família com as aspirações do seu próprio coração. Agora vive tranquilamente no meio de uma comunidade de expatriados em Capri, aprendendo devagar, com cuidado e pela primeira vez, a viver em pleno, desabrochando graças à amizade de um homem único que reconhece nela a sua alma gémea.
Em Newport, Rhode Island, Pell Davis está preparada para assumir o seu lugar entre a elite local. Porém, tanto ela como a irmã mais nova, Lucy, ainda suspiram pela mãe que as abandonou quando eram crianças, para serem criadas pelo pai que as adorava. Pell acha que conhece os motivos da sua mãe, que julgava poder amá-las melhor se partisse. Mas agora, com o pai morto, Pell decide atravessar o oceano para encontrar a mãe de quem se recorda e as verdades escondidas que Lyra nunca fora capaz de contar…
Sentimental e inesquecível, O Verão das Nossas Vidas revela como um romance improvável dá nova forma ao significado do amor e uma família resiste ao reavivar de memórias para encontrar um novo caminho."

Uma autora que, para mim, foi das melhores descobertas dos últimos anos neste género, uma capa fresquinha, a sinopse e a ideia de "mergulhar" por algumas horas em Capri, fizeram-me pegar neste livro nestes dias mais quentes com elevadas expectativas, confesso.

Contudo, foi talvez o livro desta autora que mais tempo demorei a ler e o que menos me marcou. Achei a história morna demais, com mudanças de perspectiva que por vezes me deixaram confusa e nada surpreendente em relação a outros livros da mesma autora.

Nesta sua obra, Luanne Rice continua a primar por personagens ternas e encantadoras (se bem que a voz da personagem principal, Pell, não me encantou particularmente), por paisagens interessantes, por histórias que apelam ao coração, mas, este livro pecou um pouco ao nível da intriga, sem picos para aguçarem o interesse e mesmo as fases que deveriam ser mais emotivas não me conseguiram despertar grandes emoções.

Mesmo não sendo um livro marcante, é uma boa leitura de Verão, mas fica aquém de outros livros da autora... Esperava melhor...

Fogo Lento, Julie Garwood

Editora: Círculo de Leitores
Páginas: 288
Categoria: Policial, Mistério/Thriller

"Kate sempre lutou pelos seus sonhos. Construiu uma vida pacata, junto da mãe e da irmã, e investiu todo a sua paixão na pequena empresa de velas e fragrâncias que criou. De um dia para o outro tudo muda. Escapa por pouco a uma explosão, a sua mãe morre e deixa uma dívida enorme, a melhor amiga tem de ser operada, o ex-namorado da irmã ameaça-a. Quando se cruza com Dylan Buchanan, o charmoso detective de Charleston, sente que ele é o único bálsamo entre tantos percalços e problemas a resolver. Dylan tem contudo um faro apurado e percebe que Kate está em perigo... Quem a persegue? Quem lhe deixa mensagens de morte? Quem destrói, na sombra, tudo aquilo que ela construiu?"

Quando peguei neste livro, não tinha as expectativas elevadas, apetecia-me apenas um policial levezinho, com algum romance, que me fizesse passar umas horitas absorta. E missão mais que cumprida.

Acabei por ver as minhas expectativas superadas e tive uma leitura bastante agradável, com um livro bem construído, com q.b. de mistério, romance e pitada de humor. A mistura ideal para umas boas horinhas de leitura.

Apesar da história não conter grandes reviravoltas ou suspense (pelo menos, para os fãs de policiais "à séria"), a autora consegue manter-nos presos às personagens e fechei o livro muito satisfeita com as horitas que com ele passei.

Um bom livro de suspense romântico, muito recomendável para aquelas alturas em que apetece uma leitura não muito exigente, mas com algum interesse.

Promoções Presença

03 agosto 2010

Livrinhos com desconto são sempre bem acolhidos por estes lados e por isso as campanhas que a Editorial Presença tem de momento são mais que apetecíveis e tentadoras... Livros da Semana, Livros com Garantia e agora, chegou Agosto, mês de férias, mas também de saldos!
Teve início ontem mais uma excelente campanha com 10 livros por semana com 50% de desconto. Cliquem no banner e espreitem as tentações desta semana:

Um Eremita nos Himalaias, Paul Brunton - Divulgação

31 julho 2010

Título Original: A Hermit in the Himalayas
Tradução: Ana Lourenço
Páginas: 256
Colecção: Vidas d’Escritas Nº 11
Preço c/ IVA: 15,50€
Código de Barras: 9789722344029

Data de Publicação: 3 Agosto 2010

CLÁSSICO DE 1937

«Devemos estar prontos a tocar a vida em muitas vertentes se quisermos viver realmente»
Paul Brunton

Um Eremita nos Himalaias
é um clássico do género de fusão entre literatura de viagens e ensinamento espiritual. Ao longo das suas páginas viajamos com Brunton pelo majestoso cenário dos Himalaias Centrais, conhecemos a poesia da paisagem e temos acesso directo às lições de sabedoria que o autor recebeu de grandes sábios indianos, ao seu processo de meditação e às suas reflexões sobre temas de grande actualidade e importância no momento que o mundo ocidental atravessa. É uma obra inspiradora que nos ajuda a encontrar «oásis de serenidade num mundo tumultuado».

Paul Brunton
nasceu em Londres em 1898. Ao longo da sua carreira jornalística desenvolveu um grande interesse pelo estudo das religiões comparadas, pela filosofia, misticismo e ensinamentos esotéricos ocidentais e orientais. Viajou muito pelo Oriente e viveu entre iogues, místicos e homens santos. Publicou uma vasta bibliografia sobre ioga e esoterismo e é considerado o introdutor do ioga e da meditação no Ocidente.
Mais informações em: http://www.paulbrunton.org

BiblioAquisições Junho




E quase na altura de fazer o balanço de Julho, ainda não tinha colocado as aquisições de Junho. Aqui ficam, livros escolhidos a dedo para completar ou continuar a colecção de determinados autores que já recheiam as minhas estantes.

Beatriz e Virgílio, Yann Martel

28 julho 2010

Editora: Presença
Páginas: 176
Categoria: Romance
excerto

"Henry, um escritor reconhecido, decide escrever um livro, meio ficção e meio ensaio, como forma de abordar todos os aspectos de um mesmo tema. Completamente desencorajado pelos seus editores, desiste do projecto e vai viver para outra cidade. Aí, contudo, continua a receber cartas de leitores e, um dia, um taxidermista escreve-lhe a pedir ajuda. Henry apercebe-se então de que estão ambos a tentar escrever sobre o mesmo tema. Um livro polémico e provocador, que confirma o autor de A Vida de Pi, o Man Booker Prize de 2002, como um dos mais surpreendentes escritores canadianos da actualidade."

Foi com bastante curiosidade que avancei para esta leitura e terminei sem saber muito bem o que escrever sobre este livro. A sensação é que mastiguei, mastiguei, mas não o consegui digerir devidamente...

Talvez o facto de esperar algo mais concreto sobre o Holocausto me tenha feito perder um pouco no meio desta tentativa de parábola. A ideia com que fiquei é que foi um livro muito trabalhado e elaborado pelo autor, mas de tal forma que chega ao ponto de deixar o leitor um pouco perdido, com um subtexto que nem sempre é muito claro.

É uma história que não se esgota numa primeira leitura e que se apresenta como um desafio para o leitor.

O Quarto Mágico, Sarah Addison Allen

Editora: Quinta Essência
Páginas: 278
Categoria: Romance

"Josey Cirrini tem a certeza de apenas três coisas na vida: O Inverno é a sua estação preferida; está perdidamente apaixonada; e um doce sabe muito melhor quando degustado na privacidade do seu esconderijo secreto. Enfrentando uma vida triste, o seu único consolo é a sua pilha de doces e romances a que se entrega todas as noites… Até que descobre que no roupeiro se esconde nada mais nada menos que Della Lee Baker. Fugindo a uma vida de má sorte, Della Lee decide ajudar Josey a mudar de vida. E, em breve, a jovem renunciará às guloseimas e descobrirá que, mesmo sem elas, a vida pode ser doce.
Influenciada põe Della Lee, Josey trava amizade com Chloe Finley, uma jovem que é perseguida por livros que surgem inexplicavelmente nos mais variados lugares e com uma resposta para quase tudo.
À medida que Josey se atreve a sair da sua casca, descobre um mundo onde a cor vermelha tem um poder surpreendente e o amor pode surgir em qualquer altura. E isso é só o início…
Terna e com um toque de magia, esta é uma história encantadora sobre a amizade e o amor - e sobre as surpreendentes e mágicas possibilidades que cada novo dia nos reserva."

Tal como o livro anterior de Sarah Addison Allen, este é de uma simplicidade e doçura tal, que a leitura se torna um autêntico descanso e prazer.

A história tem momentos muito ternos e divertidos e leva as leitoras numa viagem serena e tranquila pelas suas páginas.

Os livros desta autora são perfeitos para aquelas alturas em que apetece mesmo algo leve, simples e encantador. Uma óptima leitura para estes dias quentes de Verão à beira-mar.

A Vida Na Porta do Frigorífico, Alice Kuipers

25 julho 2010

Editora: Presença
Páginas: 240
Categoria: Romance

"Claire e a sua mãe vivem na mesma casa, mas, para todos os efeitos, é como se vivessem em planetas diferentes. As duas raramente se cruzam, e a porta do frigorífico acaba por se tornar a plataforma de contacto onde deixam recados uma à outra e se vão mantendo informadas acerca dos acontecimentos das suas vidas. Mas um dia Claire depara-se com um recado diferente do habitual, e a partir daí terá de lutar contra a distância que as separa e contra o tempo que se esgota… A Vida na Porta do Frigorífico é uma narrativa que mergulha no íntimo de uma relação entre mãe e filha e os sentimentos de apego, culpa, ressentimento e frustração que a convulsionam. Uma mensagem universal sobre o amor e a perda num romance de estreia comovente, que se lê de um fôlego."

Um livro que me passou completamente ao lado quando foi lançado e que mais tarde se veio a cruzar no meu caminho na altura certa.

A autora é genial e só com uns recadinhos (quase telegráficos) por página consegue contar-nos uma história intensa e comovente, que nos faz oscilar entre o sorriso e a lágrima de frustração e de solidariedade para com mãe e filha, personagens centrais desta história verdadeiramente humana e talvez mais realista do que imaginamos.

Um livro que me impressionou pela mestria e simplicidade da escrita e pela história em si. Deixou marcas e é um livro que dificilmente esquecerei.
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