As Cinco Pessoas Que Encontramos no Céu, Mitch Albom

19 setembro 2010

Editora: Pergaminho
Páginas: 192
Categoria. Romance

"Eddie é um veterano da Segunda Guerra Mundial que sente que a sua vida não tem qualquer sentido nem importância e lamenta o facto de não ter vivido mais intensamente. No dia do seu 83º aniversário, morre num acidente trágico ao salvar a vida de uma criança. A última coisa que sente é duas mãozinhas a segurar as suas - e depois o silêncio. É então que tudo começa. Eddie desperta no Céu. À sua espera estão cinco pessoas que, de uma forma ou outra, determinaram o percurso da sua vida. Através delas, vai descobrir as ligações invisíveis que constituíram o padrão da sua vida. Será que passou 83 anos insignificantes na Terra? Ou teria a sua vida tido afinal algum sentido?"

Este Verão, entre ir lendo os empréstimos que tinha cá por casa, fui seleccionando alguns livrinhos da minha estante ao acaso (ou conforme chamavam por mim) e este foi um dos tesourinhos que finalmente saiu da estante para ser lido.

Depois de ter lido "As Terças com Morrie" do mesmo autor e de ter sido uma leitura que me comoveu e marcou, fui logo pesquisar se haveria mais obras do mesmo autor. Foi então que deparei com este livro que comprei logo, mas que foi ficando esquecido na estante.

Saiu da estante na altura certa e pude finalmente apreciar esta história de uma simplicidade comovente, escrita de forma leve, mas com grandes lições e que acaba por nos fazer reflectir sobre a vida e o nosso impacto nas pessoas com quem nos vamos cruzando ao longo da nossa existência, deixando-nos no fim a pensar quais poderiam ser as nossas cinco pessoas, lá, do outro lado.

Só agora descobri que foi feito um filme baseado neste livro, como podem ver no site da IMDB. Segue-se um vídeo que encontrei no YouTube com algumas imagens do filme, dado que não encontrei o trailer oficial...

Segunda Oportunidade, James Patterson

Editora: Quinta Essência
Páginas: 336
Categoria: Policial

"Um assassino chamado Quimera parece matar ao acaso. Estarão as nossas investigadoras à altura da missão?

Uma menina de 11 anos morre quando um maníaco abre fogo contra uma igreja. Uma idosa é encontrada enforcada. Em comum, as vítimas têm apenas o facto de serem negras. Lindsay Boxer, depois de ter resolvido o trágico caso do «Assassino dos Noivos», é designada para o caso e desconfia que se trata de algo mais do que uma onda de crimes raciais. Lindsay acredita que os dois crimes foram cometidos por um assassino em série e que duas das vítimas estavam indirectamente relacionadas com a polícia. Um símbolo detectado nas cenas do crime conduz a um grupo racista, mas o assassino volta a atacar, deixando pistas deliberadas e iludindo a polícia com inteligência. Entretanto, cada uma das quatro amigas corre risco de vida, e o assassino sabe exactamente quem são e onde as encontrar."

Este segundo livro do Clube das Investigadoras era há muito aguardado por mim e acho que foi editado mesmo na altura certa, a tempo de o ler no Verão, enquanto apanhava um bocadinho de sol.

Já tinha gostado bastante do 1º livro da série "
Primeira a Morrer" e espero que os livros desta série vão sendo publicados por cá com alguma regularidade, porque realmente chega-se ao fim da leitura com vontade de mais.

A fórmula dos capítulos curtos leva a que também este segundo livro seja devorado de forma compulsiva. E se já tinha gostado do primeiro livro, achei este melhor. Neste sabemos um pouco mais do passado de Lindsay, as outras personagens têm uma vertente mais complexa e um papel mais preponderante no desenrolar dos acontecimentos e há mais tensão do que no primeiro livro.

Sem ser um daqueles policiais cheios de reviravoltas surpreendentes, mas, ainda assim, com algumas surpresas, é uma excelente leitura para os fãs do género.

Agora fiquei ainda mais ansiosa por ter o próximo livro desta série na minha estante... Venha ele, que cá em casa todos estão à espera. Sim, que os dois livros desta série foram lidos (e devorados) por toda a família durante estas férias... Até a minha mãe que dizia não gostar de ler ;)

A Papisa Joana - O livro e o filme

16 setembro 2010

Estreia hoje nas salas nacionais a adaptação cinematográfica do muito elogiado livro de Donna Woolfolk Cross, "A Papisa Joana".
Leiam o livro e vejam o filme, parecem ser ambos imperdíveis!


Eis o resumo do filme e o trailer (para a sinopse do livro, cliquem na capa ou no título do mesmo):

No ano 853 A.C., após ter-se tornado um estudioso, curandeiro e professor de renome, João Anglicuse ascendeu à posição mais elevada da terra: Papa da Igreja Católica. Dois anos depois, foi apedrejado até à morte por um segredo que se tornaria uma lenda. João Anglicus era, na verdade, uma mulher - a única mulher alguma vez ordenada Papa, o único Papa que alguma vez concebeu um filho.

O Lobo de Wall Street, Jordan Belfort - divulgação

08 setembro 2010

Título Original: The Wolf of Wall Street
Tradução: Fátima Andrade
Páginas: 632
Colecção: Vidas d’Escritas Nº 12
PREÇO COM IVA: 27,50€
ISBN: 978-972-23-4424-1
Código de Barras: 9789722344241

Data de Publicação: 14 de Setembro 2010

AUTOBIOGRAFIA
DE EMPRESÁRIO CORRUPTO DE WALL STREET

Esta é a autobiografia de Jordan Belfort, o então jovem corretor de Wall Street que nos anos 90 se sobrepôs à lógica da economia, manipulou o mercado bolsista e ganhou uma fortuna incalculável. Uma história verídica e fulgurante, escrita num registo confessional a que não é alheio um apurado sentido de humor, onde Belford relata ao pormenor a sua ascensão prodigiosa e queda inevitável. Chamavam-lhe «O Lobo de Wall Street», e a própria máfia colocou operacionais na sua empresa para aprenderem com os seus métodos. Uma leitura actual e aliciante que nos dá a conhecer os meandros do universo da bolsa nova-iorquina.

Jordan Belfort, nasceu a 9 de Julho 1962, em Queens, Nova Iorque. O primeiro negócio que fechou levou-o à falência aos 24 anos e foi então que decidiu ir para Wall Street, com 100$ no bolso. Por uma série de coincidências, os negócios proliferaram e a vida de Belfort entrou numa espiral de ganância, poder e excessos que o conduziram a uma subida alucinante seguida de uma queda inexorável. Vive na Califórnia com a mulher e os filhos.
Mais informações em: http://www.jordanbelfort.com.au/

CINEMA:

Os Direitos cinematográficos foram adquiridos pela Warner Brothers. Fala-se em Martin Scorsese como possível realizador e em Leonardo DiCaprio como protagonista. O guião já foi escrito por Terence Winter, produtor executivo e guionista de Os Sopranos.

CITAÇÕES IMPRENSA ESTRANGEIRA

«Um livro impressionante.» - Kirkus Review

«Uma espécie de cruzamento entre a Fogueira das Vaidades, de Tom Wolfe, e Tudo Bons Rapazes, de Scorsese. Extremamente divertido.» - The Sunday Times

BiblioImagem XXXII

02 setembro 2010

Dança com o Diabo, Sherrilyn Kenyon

30 agosto 2010

Editora: Chá das Cinco
Páginas: 304
Categoria: Romance, Fantasia
excerto

"Zarek é o mais perigoso de todos os Predadores da Noite. Exilado no Alasca durante séculos, desprezado pela deusa que o criou e temido pela sua própria espécie, foi condenado à morte por Ártemis na sua última missão. A sua única hipótese de salvação vem do líder dos Predadores da Noite, Acheron, que convoca a justiça da ninfa Astrid; mas, em toda a história do mundo, Astrid nunca considerou ninguém inocente... Dizem que mesmo o homem mais amaldiçoado pode ser perdoado, mas conseguirá Zarek convencer Astrid de que, por trás de uma besta feroz, se esconde um ser humano que deseja amar e ser amado?"

Desde que lera o volume anterior desta saga, O Abraço da Noite, que estava muito curiosa em relação a este livro em que a personagem é Zarek, que já tinha mostrado o seu feitiozinho "especial". Aliás, bastou a sua aparição relativamente fugaz no volume anterior para me deixar muito curiosa.

Assim, quando me estava a apetecer mesmo ler algo que me aligeirasse leituras, me divertisse e me fizesse mergulhar vorazmente na história, a escolha teria de recair mesmo sobre Sherrilyn Kenyon. E se já sabia que esta autora não desiludia, desta vez as expectativas foram mais que superadas. Para não fugir à regra, mais um livro de SK devorado numa noite... Depois de começar, é impossível largar.

Adorei a personagem do Zarek, com um feitiozinho muito particular, com uma carapaça dura, mas um coração de ouro. Adorei os apartes do Sasha e a candura da Astrid, que esconde uma força intensa. No geral, a dinâmica das personagens está muito bem conseguida e a autora volta a misturar de forma muito inteligente o mistério, o paranormal e o drama, mas também muito humor. Aliás, acho que este livro me agradou mais que todos os anteriores da saga, porque não senti tanto o foco nas cenas intensas de amor, mas mais no humor e na tal dinâmica entre personagens.

Resumindo, até agora, o melhor da saga Predadores da Noite, editada pela Chá das Cinco. Para quem gosta do género, é imperdível!

Um Violino na Noite, Jojo Moyes

22 agosto 2010

Editora: Porto Editora
Páginas: 416
Categoria: Romance
excerto

"Isabel Delancey, uma mulher frágil e ainda jovem, alheada das vicissitudes do dia-a-dia, vivia para a música - era violinista numa orquestra sinfónica.
O que a prendia à realidade era o amor que sentia por Laurent, o seu marido. Quando este morre num brutal acidente, Isabel vê-se obrigada a confrontar-se com a terrível situação financeira em que o marido deixou a família e a assumir o papel de mãe que sempre tinha sido desempenhado por uma ama.
A Casa Espanhola, uma propriedade que herda inesperadamente, sendo uma fonte inesgotável de problemas, vai ser ao mesmo tempo um desafio à sua coragem e determinação, transformando Isabel numa mulher madura.
Ali, vai encontrar uma solidariedade inesperada, um rancor visceral e o amor."

Depois de ter tido uma boa surpresa e de ter gostado bastante do primeiro romance de Jojo Moyes editado por cá, Silver Bay - A Baía do Desejo, não resisti a comprar este novo lançamento da Porta Editora com o intuito de ser uma das minhas leituras deste Verão.

Apesar deste livro não me ter encantado tanto como anterior, é um livro que se lê bastante bem, com uma escrita serena e fluída que nos leva a folhear as suas mais de 400 páginas quase sem darmos por isso.

Contudo, achei as personagens centrais menos "especiais" do que as de Silver Bay. E exceptuando os Primos e a relação do filho de Isabel com Byron, o resto achei morno, ao ponto de a parte intermédia história se arrastar mais do que seria necessário.

É um livro que se lê muito bem, mais pela escrita da autora do que pela história. Desta vez, Jojo Moyes não me encantou, mas também não me desiludiu. Foi uma leitura agradável e serena, que me fará ficar atenta a outros livros dela.

Um Eremita nos Himalaias, Paul Brunton

20 agosto 2010

Editora: Presença
Páginas: 252
Categoria: Memórias, Viagens

"Um Eremita nos Himalaias é um clássico do género de fusão entre literatura de viagens e ensinamento espiritual. Ao longo das suas páginas viajamos com Brunton pelo majestoso cenário dos Himalaias Centrais, conhecemos a poesia da paisagem e temos acesso directo às lições de sabedoria que o autor recebeu de grandes sábios indianos, ao seu processo de meditação e às suas reflexões sobre temas de grande actualidade e importância no momento que o mundo ocidental atravessa. É uma obra inspiradora que nos ajuda a encontrar «oásis de serenidade num mundo tumultuado»."

Se tivesse de descrever este livro numa só palavra, diria que é intemporal, apesar de ter sido escrito em 1937. Trata-se, acima de tudo, do relato de uma viagem pelos Himalaias, das vivências que essa viagem suscitou, dos encontros, dos ensinamentos, das reflexões, do que fica depois de uma experiência única para o autor e para o leitor, que o acompanha, página a página, até ao regresso ao mundo tumultuoso. Paul Brunton está ali, a descrever-nos cada etapa, que, inevitavelmente, resulta em aprendizagem/crescimento interior.

Ao contrário do que pensava, não se trata de um livro centrado apenas na parte espiritual. É um relato de viagem e, como todas as grandes viagens, esta também é constituída por momentos puramente práticos e outros de profunda reflexão. Dada a dimensão do percurso, da majestosidade da paisagem e da riqueza cultural, é natural que esta viagem tenha moldado irremediavelmente o autor e deixado marcas indeléveis, conduzindo a uma imensa vontade de partilhar tudo o que viveu.

A colecção Vidas d'Escritas, da Presença, tem-me trazido boas surpresas e esta foi mais uma. Este é mais um daqueles livros que se adapta a cada leitor que decidir percorrer as suas páginas... Cada um fará a viagem para a qual se predispuser, seja ela a física ou a espiritual.

O autor encontrou o silêncio, a quietude, a sua Verdade nos Himalaias e suspeito que muitos leitores encontrarão a serenidade ou, pelo menos, algum conforto, nas páginas escritas por este "andarilho sem lar nem casa". Tal como ele diz, escreveu-as "(...) na esperança de que o poder das palavras possa dar alguma ideia do Poder sem Palavras que foi e é para mim a suprema atmosfera dos Himalaias".

Quanto a mim, leitora e apenas viajante através da palavra escrita, missão cumprida... Por momentos, também eu estive lá, no alto, no silêncio, onde o tempo pára e a Natureza comanda, onde os dias ventosos e cinzentos dão lugar a interlúdios ainda mais apreciados e esperançosos. Uma metáfora para o resto do mundo? Talvez... só depende dos olhos (e da mente) do leitor. Quanto ao autor, deixa muito claro: "Agarremo-nos à Esperança, quando outras coisas não se mostrarem dignas de serem agarradas. (...) Os Himalaias assim me ensinaram."

O Verão das Nossas Vidas, Luanne Rice

11 agosto 2010

Editora: Quinta Essência
Páginas: 290
Categoria: Romance

"Capri: uma ilha lendária, mergulhada em sabedoria e mistérios seculares…
Uma mulher que aprende finalmente a confiar na vida e no amor…
Mãe e filha, separadas durante anos, à procura de uma forma de enfrentarem juntas o futuro…

Há dez anos, Lyra Davis deixou para trás as pessoas que mais amava, incapaz de reconciliar as expectativas da família com as aspirações do seu próprio coração. Agora vive tranquilamente no meio de uma comunidade de expatriados em Capri, aprendendo devagar, com cuidado e pela primeira vez, a viver em pleno, desabrochando graças à amizade de um homem único que reconhece nela a sua alma gémea.
Em Newport, Rhode Island, Pell Davis está preparada para assumir o seu lugar entre a elite local. Porém, tanto ela como a irmã mais nova, Lucy, ainda suspiram pela mãe que as abandonou quando eram crianças, para serem criadas pelo pai que as adorava. Pell acha que conhece os motivos da sua mãe, que julgava poder amá-las melhor se partisse. Mas agora, com o pai morto, Pell decide atravessar o oceano para encontrar a mãe de quem se recorda e as verdades escondidas que Lyra nunca fora capaz de contar…
Sentimental e inesquecível, O Verão das Nossas Vidas revela como um romance improvável dá nova forma ao significado do amor e uma família resiste ao reavivar de memórias para encontrar um novo caminho."

Uma autora que, para mim, foi das melhores descobertas dos últimos anos neste género, uma capa fresquinha, a sinopse e a ideia de "mergulhar" por algumas horas em Capri, fizeram-me pegar neste livro nestes dias mais quentes com elevadas expectativas, confesso.

Contudo, foi talvez o livro desta autora que mais tempo demorei a ler e o que menos me marcou. Achei a história morna demais, com mudanças de perspectiva que por vezes me deixaram confusa e nada surpreendente em relação a outros livros da mesma autora.

Nesta sua obra, Luanne Rice continua a primar por personagens ternas e encantadoras (se bem que a voz da personagem principal, Pell, não me encantou particularmente), por paisagens interessantes, por histórias que apelam ao coração, mas, este livro pecou um pouco ao nível da intriga, sem picos para aguçarem o interesse e mesmo as fases que deveriam ser mais emotivas não me conseguiram despertar grandes emoções.

Mesmo não sendo um livro marcante, é uma boa leitura de Verão, mas fica aquém de outros livros da autora... Esperava melhor...

Fogo Lento, Julie Garwood

Editora: Círculo de Leitores
Páginas: 288
Categoria: Policial, Mistério/Thriller

"Kate sempre lutou pelos seus sonhos. Construiu uma vida pacata, junto da mãe e da irmã, e investiu todo a sua paixão na pequena empresa de velas e fragrâncias que criou. De um dia para o outro tudo muda. Escapa por pouco a uma explosão, a sua mãe morre e deixa uma dívida enorme, a melhor amiga tem de ser operada, o ex-namorado da irmã ameaça-a. Quando se cruza com Dylan Buchanan, o charmoso detective de Charleston, sente que ele é o único bálsamo entre tantos percalços e problemas a resolver. Dylan tem contudo um faro apurado e percebe que Kate está em perigo... Quem a persegue? Quem lhe deixa mensagens de morte? Quem destrói, na sombra, tudo aquilo que ela construiu?"

Quando peguei neste livro, não tinha as expectativas elevadas, apetecia-me apenas um policial levezinho, com algum romance, que me fizesse passar umas horitas absorta. E missão mais que cumprida.

Acabei por ver as minhas expectativas superadas e tive uma leitura bastante agradável, com um livro bem construído, com q.b. de mistério, romance e pitada de humor. A mistura ideal para umas boas horinhas de leitura.

Apesar da história não conter grandes reviravoltas ou suspense (pelo menos, para os fãs de policiais "à séria"), a autora consegue manter-nos presos às personagens e fechei o livro muito satisfeita com as horitas que com ele passei.

Um bom livro de suspense romântico, muito recomendável para aquelas alturas em que apetece uma leitura não muito exigente, mas com algum interesse.
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