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18 abril 2013

Falta de Provas, Harlan Coben

16 abril 2013

1ªs páginas
Haley McWaid não é o tipo de adolescente que se meta em sarilhos. Por isso, quando uma noite não regressa a casa e três meses se passam sem que haja notícias suas, toda a gente na comunidade teme o pior. Wendy Tines é uma jornalista que desmascara predadores sexuais no seu programa de televisão. O seu alvo mais recente é Dan Mercer - que, ao que tudo indica, está envolvido no desaparecimento de Haley McWaid. Mas o instinto de Wendy diz-lhe que algo não bate certo. E se tiver denunciado o homem errado?
Finalmente, uma leitura compulsiva da primeira à última página, que me encheu as medidas e que me fez sentir vontade de andar sempre com o livro atrás de mim para ler mais um "bocadinho"!
Sempre que me perguntam por autores preferidos ou por sugestões a nível de thriller, Coben é o primeiro nome que me ocorre, precisamente pelo prazer que sinto ao ler os livros dele. São leituras compulsivas, com um ritmo rápido, uma intriga envolvente e algumas reviravoltas que surpreendem e, acima de tudo, prendem o leitor à história.
Além do suspense e ritmo que Coben imprime às suas histórias, tem ainda a habilidade de introduzir temas atuais e interessantes na intriga. Neste livro aborda a questão da fragilidade de qualquer pessoa perante a globalização e o poder da Internet na criação e credibilização de rumores e de falsos testemunhos, algo que me fez refletir e me deixou muito mais atenta e crítica a todo o universo de redes sociais e afins. Na intriga, este aspecto pode parecer secundário, mas a mim pareceu-me ser a questão fulcral e subjacente a tudo o resto.
Depois, há também a mestria com que o autor vai inserindo um pormenor aqui e outro ali que parecem insignificantes, mas que acabam por ser essenciais para se encaixar todas as peças, o que só acontece mesmo no final. 
Nos livros de Coben, nada acontece por acaso, não há pontas soltas e os "iscos" que o autor vai lançando servem para prender à história, mas também para levar à criação de teorias e hipóteses que serão gradualmente descartadas (ou não), até ao momento final em que as suspeitas se confirmam e/ou há surpresas. Seja como for, Coben não defrauda o leitor e consegue mesmo surpreender.
Sobre a história concretamente, não faz sentido eu falar muito, pois a magia de um bom thriller está mesmo no que não se sabe, mas que se vai descobrindo ao longo da leitura. Quanto a isso, a sinopse diz o suficiente para despertar a curiosidade e cabe ao leitor decidir ou não embarcar nesta viagem.
Apesar de Desaparecido Para Sempre continuar a ser o meu preferido, este Falta de Provas merece também estar no topo das minhas preferências, quanto mais não seja pelo novo fôlego que deu às minhas leituras. Coben, mais uma vez, criou uma história com um equilíbrio perfeito entre ação, suspense e mistério que me deu muito prazer ler e cujo final me fez sorrir, com direito ao meu momento "ahah, bem me parecia..." 
A minha melhor leitura, até agora, de 2013 e mais um thriller imperdível de Harlan Coben.

O Poder da Leitura e da Imaginação [Vídeo]

12 abril 2013

Vento Suão, Rosa Lobato de Faria

09 abril 2013

1ªs páginas
Quando faleceu, a 2 de fevereiro de 2010, Rosa Lobato de Faria deixou inacabado este Vento Suão. Pôs-se então a hipótese de pedir a um(a) autor(a) das suas relações que imaginasse um desenvolvimento para a história que a morte não deixara chegar ao fim e terminasse o livro inacabado. Depressa se concluiu, no entanto, que tal não era a melhor solução - primeiro, porque não se tinha a certeza de que a autora aprovasse essa inclusão de uma voz alheia no interior do seu próprio fluir narrativo; depois, porque, apesar de inacabado, o romance tinha o desenvolvimento suficiente para se deixar ler como um todo com sentido.

Aqui fica, pois, este Vento Suão tal e qual como Rosa Lobato de Faria o deixou. E como derradeira homenagem a uma escritora cuja obra teve como eixos fundamentais "a força da vida, o conhecimento profundo da realidade e do meio em que se agitam os seus fantoches ficcionais, o domínio das minúcias, o fôlego narrativo, a irrupção imparável de um vento negro de violência que impõe uma aura de tragédia intemporal ao que parece quase inócuo."
Eugénio Lisboa
Primeiro que tudo, impõe-se dar os parabéns à editora pela honestidade, coragem e homenagem à obra desta autora quando optou por publicar este "Vento Suão" tal como Rosa Lobato de Faria o deixou.
Na minha modesta opinião, esta escritora tem uma escrita tão característica onde a sua voz flui tão naturalmente, que se notaria a intrusão de qualquer outra pessoa, mesmo com as melhores intenções.
Obviamente, nota-se que é uma obra inacabada, que provavelmente a autora faria ajustes aqui e acolá, mas isso não retira mérito nem à história nem à escrita. É até muito interessante ver como a história foi fluindo da mente de Rosa Lobato de Faria diretamente para o papel. 
No final, é inevitável sentir alguma tristeza e/ou frustração por não ser possível sabermos como a autora concluiria a história e qual seria o destino final das personagens, mas isso revela-se também um bom exercício para a criatividade dos leitores... quem conhece a sua escrita dará por si a fechar o livro e a dedicar alguns momentos a imaginar "as cenas dos próximos capítulos". 
A morte intrometeu-se e levou Rosa Lobato de Faria a 2 de fevereiro de 2010, mas cada vez que leio uma das suas obras sinto que a sua voz perdura na forma natural e sincera como ela usava a palavra escrita para contar as suas histórias. O final deste livro ficou em aberto, mas a voz da autora perdura na mente de cada leitor que fechar esta obra e se deixar levar nas asas da imaginação pelas reticências finais.   

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07 abril 2013

Mais de Andy Prokh aqui

(adoro a série de fotos com a filha do fotógrafo, Katherine, 
e o seu gato Lilu Blue Royal Lada.
Mais info sobre essa série de fotos no Flavorwire)

Pecados na Noite, Sherrilyn Kenyon

06 abril 2013

No universo dos Predadores da Noite existe um código de honra que até os imortais mais ousados devem seguir: Não magoar humanos. Não beber sangue. Nunca se apaixonar. Mas, de vez em quando, um Predador parece achar-se acima do código. É nessa altura que sou chamado. Quem sou eu? Sou a fúria que terá de enfrentar. Nada me pode tocar. Nada me pode deter. Sou implacável e insensível.
Ou assim pensava eu, até me cruzar com uma Predadora da Noite conhecida como Danger - e não o é apenas no nome, mas na forma como vive a vida. Não confia em mim. E quem sou eu para censurá-la? Apenas ela sabe que estou aqui para julgar, sentenciar e, muito provavelmente, executar os seus amigos.
Danger St. Richard é uma distração fatal. Algo nela conseguiu despertar um coração que eu julgava morto para sempre. Nesta corrida contra o mal, a única esperança da Humanidade é que eu cumpra o meu dever. Mas como poderei fazê-lo se isso significa sacrificar a única mulher que alguma vez amei?
Como andava numa fase de leituras menos boa e decidi pegar em livros mais leves, lembrei-me de retormar a leitura da Saga Predadores da Noite, de Sherrilyn Kenyon.
Não sou fã da chamada literatura paranormal e esta autora é a única desse género que consigo ler, sobretudo devido ao humor que ela costuma usar, mas também devido a uma personagem em particular, a Simi.
O último livro desta saga que li já foi há uns bons meses, se não mesmo há mais de um ano, mas não tinha perdido o fio à meada e entrei na história com bastante facilidade. O início e a personagem central deste livro, Alexion, faziam adivinhar uma grande história, mas a autora limitou-se aos "serviços mínimos" e não desenvolveu tanto quanto poderia o passado e a história das personagens centrais. 
É uma história demasiado rápida para duas personagens de personalidade tão rica, mas lê-se bem e cumpre o propósito de ser uma leitura leve. Foi bom rever Simi e companhia, ainda que por breves momentos, mas espero que os livros seguintes sejam mais ricos e tragam mais novidades a esta Saga.

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05 abril 2013

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03 abril 2013

Um Casamento no Natal, James Patterson e Richard DiLallo

02 abril 2013

1ªs páginas
Está tudo a postos para se festejar o Natal, mas este ano o maior motivo de celebração é o casamento de Gaby Summerhill. Desde que o marido morreu três anos antes, os seus quatro filhos seguiram rumos diferentes, consumidos pelos problemas das suas vidas. Mas quando Gaby anuncia que se vai casar - e que a identidade do noivo permanecerá secreta até ao dia do casamento - talvez assim consiga ter finalmente a família reunida. A partir de personagens envolventes e um enredo emotivo, Um Casamento no Natal lança um olhar luminoso sobre as relações familiares e a magia da época natalícia.

Uma noiva, três propostas de casamento... Quem será o escolhido?
Como estava com as leituras um bocado "encravadas" e precisava de algo ligeirinho para desanuviar, decidi pegar neste pequeno livro de James Patterson e Richard DiLallo.
Apesar de ter cumprido as expetativas relativamente a ser uma leitura ligeira, com os capítulos curtos e a história a ajudar, talvez tenha sido o livro de James Patterson que mais me desiludiu.
Eu sabia que era um livro e uma história romântica e não fui ao engano, mas com tanto mistério e secretismo ao longo de toda a primeira parte do livro, nunca pensei que o final fosse tão previsível e cor-de-rosa.
Senti que a história e o mistério iam em crescendo e que a segunda parte e o desenlace final foram quase forçosamente cor-de-rosa. Demasiado romântico e leve, até porque todos os elementos daquela família tinham histórias que permitiam mais profundidade e desenvolvimento. 
Mas com isto não digo que a história esteja mal contada. Não o está e James Patterson sabe de facto criar uma bela história, prendendo-nos ao livro e fazendo-nos sorrir e torcer pelas suas personagens. Eu é que não sou uma alma muito romântica e prefiro histórias com reviravoltas e algumas surpresas.
O mistério inicial entusiasmou-me, o final nem por isso. Foi uma leitura bastante rápida e fluída, mas totalmente direcionada a leitores muito mais românticos do que eu.

A Guerra dos Tronos [BiblioSérie]

01 abril 2013

Não sou fã de fantasia e, apesar de ter tido alguns volumes cá por casa da saga de George R.R. Martin, não os cheguei a ler. No entanto, apercebi-me da crescente falange de fãs desta saga e já há algum tempo andava com curiosidade de ver a série, mas faltava-me disponibilidade. Ontem, em busca de alguma coisa para me entreter numa tarde chuvosa, encontrei os primeiros episódios nas Gravações Automáticas da box e eis que iniciei a minha maratona. Cinco episódios vistos de rajada e fiquei fã daquelas personagens e dos Sete Reinos. Adoro o Tyrion, a Arya, o Ned Stark... São tantas as personagens e tão ricas, e aquelas paisagens e mundos são fabulosos!
Esta semana tenho maratona pela frente, a ver se acabo de ver a primeira temporada e vejo toda a segunda antes do início da terceira, dia 8, no SyFy.
Até dia 8, devo andar entretida com estes senhores e senhoras...

Abril, livros mil...

30 março 2013

Ou o aumento exponencial da minha lista de desejos ;)


Um Arco-Íris de Livros

29 março 2013


Este selinho foi criado pelo blog Algodão Doce Para o Cérebro e foi-me oferecido por três queridas leitoras, donas de dois blogues amigos, a Silvana, do Por Detrás das Palavras, a Elsar, do Efeito dos Livros e a Vera C. do My Imaginarium. Muito obrigada pelo carinho e por me ajudarem a trazer mais cor a este cantinho!
E as regras são...

1. Referir quem vos deu o selo.
2. Postar uma foto de uma pilha com as cores do arco-íris.
3. Passar o selo a 10 blogs super-hiper-mega coloridos!

E cá vai então a foto da minha pilha colorida...
* Os Cadernos Secretos de Agatha Christie, John Curran
* Crepúsculo Fatal, Nelson Demille
* Um Estranho Caso de Culpa, Harlan Coben
* Os Pilares da Terra I, Ken Follett
* Afinidade, Sarah Waters
* Improvável, Adam Fawer
* A Traição Veneziana, Steve Berry

Como sou das últimas a publicar o meu arco-íris literário, não vou especificar 10 blogues. Fica o selinho disponível para quem quiser levar e contrariar a chuva com um belo arco-íris de livros.

BiblioCitação

27 março 2013

Cada Homem É Uma Raça, Mia Couto

26 março 2013

1ªs páginas
Inquirido sobre a sua raça, respondeu:
A minha raça sou eu, João Passarinheiro.
Convidado a explicar-se, acrescentou:
Minha raça sou eu mesmo. A pessoa é uma humanidade individual. Cada homem é uma raça, senhor polícia.
Ouvi pela primeira vez o nome de Mia Couto há uns bons anitos, quando ainda estudava no liceu, nos bons velhos tempos das Provas Globais. Lembro-me que numa dessas provas foi incluído um excerto de uma obra deste autor que, na altura, eu desconhecia e até pensava que seria uma mulher.
Alguns anos mais tarde, uma amiga ofereceu-me um livro de Mia Couto, "O Último Voo do Flamingo", e foi com essa obra que me apaixonei pela escrita deste autor moçambicano. Desde então, fui comprando quase todas as suas obras e lendo algumas, enquanto outras esperam pacientemente na estante pela sua vez.
Já há algum tempo que estava com vontade de revisitar a escrita mágica de Mia Couto e, desta vez, decidi-me por esta compilação de 11 contos escritos com a mestria e magia típicas deste autor, que "brinca" com as palavras, conferindo musicalidade ao texto. É essa musicalidade que nos envolve, encanta e transporta para terras distantes. Mia Couto é dos poucos autores lusófonos que me faz parar e reler determinadas frases, apenas pela sua beleza.
Cada conto é um retrato bem humorado de uma realidade geograficamente distante, mas que sentimos muito próxima precisamente pela forma como o autor a descreve. Mia Couto concilia muito bem a beleza da escrita e da nossa língua com as suas personagens e as suas histórias.
Mais uma vez Mia Couto não desiludiu e, apesar de eu preferir os seus romances, foi com muito prazer que li estas 11 pequenas histórias.

"Só um mundo novo nós queremos: 
o que tenha tudo de novo e nada de mundo."

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25 março 2013

Sim... 
Tem faltado tempo para as leituras por estes lados...

BiblioRecanto

12 março 2013


As minhas "insónias"...

11 março 2013

As Memórias do Livro, Geraldine Brooks [Booktrailer]

09 março 2013

Carpe Librum

06 março 2013

Uma Casa de Família, Natasha Solomons

05 março 2013

Na primavera de 1938, a ameaça nazi paira sobre a Europa.
Em Viena, a família Landau vê desaparecer muitos dos seus amigos e teme pela sua segurança. Decidem fugir do país mas não poderão partir juntos. Elise, a filha mais nova, é enviada para Inglaterra, onde a espera um emprego como criada de uma família aristocrática. É a única forma de garantir a sua segurança. Para trás deixa uma vida privilegiada.
Em Tyneford, ela tenta encontrar o seu lugar na rígida hierarquia da casa. É agora uma das criadas, mas nunca antes trabalhou. Tem a educação e os hábitos da classe alta, mas não pertence à aristocracia. Enquanto areia as pratas e prepara as lareiras, usa as magníficas pérolas da mãe por baixo do uniforme. Sabe que deve limitar-se a servir, mas não consegue evitar o escândalo ao dançar com Kit, o filho do dono da casa. Juntos vão desafiar as convenções da severa aristocracia inglesa numa história de amor que tocará todos os que os rodeiam.
Em Tyneford, ela vai aprender que é possível ser mais do que uma pessoa. Viver mais do que uma vida. Amar mais do que uma vez.
Este livro anuncia logo na capa que é um romance para todos os fãs de "Downton Abbey" e contrariamente ao esperado isso deixou-me de pé atrás. Sou fã da série desde a primeira temporada e estava com receio de que esta história não lhe chegasse nem aos calcanhares, mas fui surpreendida.
Este livro dava, por si só, uma bela minissérie, com um cenário deslumbrante e personagens cativantes, num enredo que decorre numa das épocas da História Mundial que considero mais interessantes.
A escrita de Natasha Solomons prende-nos logo no início e torna-se inevitável acompanharmos Elise na sua longa viagem não só física, mas também psicológica. Vemos em primeira mão Elise crescer, mudar e deixar-se moldar, abrindo-se ao amor, à amizade e ao amadurecimento a que a guerra, por diversas circunstâncias, a obriga.
Tive pena que a história acabasse tão depressa e que tenha havido um salto temporal no final muito repentino que me deixou algumas questões quanto à evolução de vários aspetos da história. Queria saber mais e estar mais algum tempo a acompanhar aquelas personagens. Queria também o pós-guerra... Mas foi bom conhecer Tyneford, as suas gentes e o seu destino.
É difícil falar deste livro sem revelar muito do enredo e por isso vou limitar-me a dizer que os fãs da série não se sentirão defraudados e, apesar das devidas diferenças, esta é uma bela história de época que vale a pena ler.
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