A Senhora dos Rios, Philippa Gregory

07 Maio 2013

Jacquetta é casada com o Duque de Bedford, regente inglês da França, que lhe dá a conhecer um mundo misterioso de conhecimento e de alquimia. O único amigo de Jacquetta é o escudeiro do duque, Ricardo Woodville, que está a seu lado quando a morte do duque faz dela uma viúva jovem e rica. Os dois tornam-se amantes e casam em segredo, regressando à Inglaterra para servir na corte do jovem monarca Henrique VI, onde Jacquetta vem a ser uma amiga próxima e leal da sua nova rainha.
Depressa os Woodville conquistam uma posição no núcleo da corte de Lencastre, apesar de Jacquetta pressentir a crescente ameaça vinda do povo da Inglaterra e o perigo de rivais pretendentes ao trono. Mas nem a coragem e a lealdade dos Woodville bastam para manter no trono a Casa de Lencastre. Jacquetta luta pelo seu rei, pela sua rainha e pela sua filha Isabel, para quem prevê um futuro extraordinário e surpreendente: uma mudança de destino, o trono da Inglaterra e a rosa branca de Iorque.
Há muito tempo que não lia um romance histórico e andava com alguma vontade de voltar a este género. Depois de ter visto no blog A Corte dos Livros que estaria na calha uma série baseada na saga "A Guerra dos Primos", pareceu-me bem começar por esta saga. Como não tinha os livros na estante pela ordem correta, resolvi ir tirar dúvidas ao site da autora e em boa hora o fiz, pois a ordem de edição não corresponde à ordem cronológica ou histórica. Assim sendo, este terceiro livro da saga é o primeiro historicamente e por isso foi este o meu eleito para o regresso ao romance histórico.
Infelizmente, não foi um regresso fulgurante e custou-me um pouco a entrar nesta história. Não sei se foi por ter estudado esta época e estar muito a par dos factos, que me senti distante do relato mais emotivo e romanceado dos acontecimentos, mas a certa altura tive de me obrigar a continuar a leitura e não desistir. Ainda bem que o fiz, pois o interesse foi crescendo e a leitura tornando-se mais fluida e envolvente. No final, já estava com uma curiosidade imensa em relação ao volume seguinte.
Philippa Gregory escreve de facto muito bem este tipo de romances, onde dá um toque especial e muito seu aos acontecimentos históricos. Apesar de me ter custado um pouco a habituar ao estilo, há que reconhecer um livro bem escrito sobre uma época histórica muitíssimo interessante e rica.
Fica aqui para referência a ordem cronológica/histórica correta dos volumes já editados no nosso país:
- A Senhora dos Rios
- A Rainha Branca
- A Rainha Vermelha
- A Filha do Conspirador

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06 Maio 2013

Os Eleitos de Abril [BiblioAquisições]

02 Maio 2013



Como vem sendo hábito, a tendência é comprar mais policiais/thrillers...
O primeiro pertence a uma série sobre a qual estou muito curiosa mesmo.
O segundo, de um dos meus autores de eleição.
O terceiro, para continuar a coleção de históricos (que não sei quando lerei!)
O quarto, de um autor que costuma encher-me as medidas (este já li entretanto e devo publicar a opinião em breve).

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18 Abril 2013

Falta de Provas, Harlan Coben

16 Abril 2013

1ªs páginas
Haley McWaid não é o tipo de adolescente que se meta em sarilhos. Por isso, quando uma noite não regressa a casa e três meses se passam sem que haja notícias suas, toda a gente na comunidade teme o pior. Wendy Tines é uma jornalista que desmascara predadores sexuais no seu programa de televisão. O seu alvo mais recente é Dan Mercer - que, ao que tudo indica, está envolvido no desaparecimento de Haley McWaid. Mas o instinto de Wendy diz-lhe que algo não bate certo. E se tiver denunciado o homem errado?
Finalmente, uma leitura compulsiva da primeira à última página, que me encheu as medidas e que me fez sentir vontade de andar sempre com o livro atrás de mim para ler mais um "bocadinho"!
Sempre que me perguntam por autores preferidos ou por sugestões a nível de thriller, Coben é o primeiro nome que me ocorre, precisamente pelo prazer que sinto ao ler os livros dele. São leituras compulsivas, com um ritmo rápido, uma intriga envolvente e algumas reviravoltas que surpreendem e, acima de tudo, prendem o leitor à história.
Além do suspense e ritmo que Coben imprime às suas histórias, tem ainda a habilidade de introduzir temas atuais e interessantes na intriga. Neste livro aborda a questão da fragilidade de qualquer pessoa perante a globalização e o poder da Internet na criação e credibilização de rumores e de falsos testemunhos, algo que me fez refletir e me deixou muito mais atenta e crítica a todo o universo de redes sociais e afins. Na intriga, este aspecto pode parecer secundário, mas a mim pareceu-me ser a questão fulcral e subjacente a tudo o resto.
Depois, há também a mestria com que o autor vai inserindo um pormenor aqui e outro ali que parecem insignificantes, mas que acabam por ser essenciais para se encaixar todas as peças, o que só acontece mesmo no final. 
Nos livros de Coben, nada acontece por acaso, não há pontas soltas e os "iscos" que o autor vai lançando servem para prender à história, mas também para levar à criação de teorias e hipóteses que serão gradualmente descartadas (ou não), até ao momento final em que as suspeitas se confirmam e/ou há surpresas. Seja como for, Coben não defrauda o leitor e consegue mesmo surpreender.
Sobre a história concretamente, não faz sentido eu falar muito, pois a magia de um bom thriller está mesmo no que não se sabe, mas que se vai descobrindo ao longo da leitura. Quanto a isso, a sinopse diz o suficiente para despertar a curiosidade e cabe ao leitor decidir ou não embarcar nesta viagem.
Apesar de Desaparecido Para Sempre continuar a ser o meu preferido, este Falta de Provas merece também estar no topo das minhas preferências, quanto mais não seja pelo novo fôlego que deu às minhas leituras. Coben, mais uma vez, criou uma história com um equilíbrio perfeito entre ação, suspense e mistério que me deu muito prazer ler e cujo final me fez sorrir, com direito ao meu momento "ahah, bem me parecia..." 
A minha melhor leitura, até agora, de 2013 e mais um thriller imperdível de Harlan Coben.

O Poder da Leitura e da Imaginação [Vídeo]

12 Abril 2013

Vento Suão, Rosa Lobato de Faria

09 Abril 2013

1ªs páginas
Quando faleceu, a 2 de fevereiro de 2010, Rosa Lobato de Faria deixou inacabado este Vento Suão. Pôs-se então a hipótese de pedir a um(a) autor(a) das suas relações que imaginasse um desenvolvimento para a história que a morte não deixara chegar ao fim e terminasse o livro inacabado. Depressa se concluiu, no entanto, que tal não era a melhor solução - primeiro, porque não se tinha a certeza de que a autora aprovasse essa inclusão de uma voz alheia no interior do seu próprio fluir narrativo; depois, porque, apesar de inacabado, o romance tinha o desenvolvimento suficiente para se deixar ler como um todo com sentido.

Aqui fica, pois, este Vento Suão tal e qual como Rosa Lobato de Faria o deixou. E como derradeira homenagem a uma escritora cuja obra teve como eixos fundamentais "a força da vida, o conhecimento profundo da realidade e do meio em que se agitam os seus fantoches ficcionais, o domínio das minúcias, o fôlego narrativo, a irrupção imparável de um vento negro de violência que impõe uma aura de tragédia intemporal ao que parece quase inócuo."
Eugénio Lisboa
Primeiro que tudo, impõe-se dar os parabéns à editora pela honestidade, coragem e homenagem à obra desta autora quando optou por publicar este "Vento Suão" tal como Rosa Lobato de Faria o deixou.
Na minha modesta opinião, esta escritora tem uma escrita tão característica onde a sua voz flui tão naturalmente, que se notaria a intrusão de qualquer outra pessoa, mesmo com as melhores intenções.
Obviamente, nota-se que é uma obra inacabada, que provavelmente a autora faria ajustes aqui e acolá, mas isso não retira mérito nem à história nem à escrita. É até muito interessante ver como a história foi fluindo da mente de Rosa Lobato de Faria diretamente para o papel. 
No final, é inevitável sentir alguma tristeza e/ou frustração por não ser possível sabermos como a autora concluiria a história e qual seria o destino final das personagens, mas isso revela-se também um bom exercício para a criatividade dos leitores... quem conhece a sua escrita dará por si a fechar o livro e a dedicar alguns momentos a imaginar "as cenas dos próximos capítulos". 
A morte intrometeu-se e levou Rosa Lobato de Faria a 2 de fevereiro de 2010, mas cada vez que leio uma das suas obras sinto que a sua voz perdura na forma natural e sincera como ela usava a palavra escrita para contar as suas histórias. O final deste livro ficou em aberto, mas a voz da autora perdura na mente de cada leitor que fechar esta obra e se deixar levar nas asas da imaginação pelas reticências finais.   

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07 Abril 2013

Mais de Andy Prokh aqui

(adoro a série de fotos com a filha do fotógrafo, Katherine, 
e o seu gato Lilu Blue Royal Lada.
Mais info sobre essa série de fotos no Flavorwire)

Pecados na Noite, Sherrilyn Kenyon

06 Abril 2013

No universo dos Predadores da Noite existe um código de honra que até os imortais mais ousados devem seguir: Não magoar humanos. Não beber sangue. Nunca se apaixonar. Mas, de vez em quando, um Predador parece achar-se acima do código. É nessa altura que sou chamado. Quem sou eu? Sou a fúria que terá de enfrentar. Nada me pode tocar. Nada me pode deter. Sou implacável e insensível.
Ou assim pensava eu, até me cruzar com uma Predadora da Noite conhecida como Danger - e não o é apenas no nome, mas na forma como vive a vida. Não confia em mim. E quem sou eu para censurá-la? Apenas ela sabe que estou aqui para julgar, sentenciar e, muito provavelmente, executar os seus amigos.
Danger St. Richard é uma distração fatal. Algo nela conseguiu despertar um coração que eu julgava morto para sempre. Nesta corrida contra o mal, a única esperança da Humanidade é que eu cumpra o meu dever. Mas como poderei fazê-lo se isso significa sacrificar a única mulher que alguma vez amei?
Como andava numa fase de leituras menos boa e decidi pegar em livros mais leves, lembrei-me de retormar a leitura da Saga Predadores da Noite, de Sherrilyn Kenyon.
Não sou fã da chamada literatura paranormal e esta autora é a única desse género que consigo ler, sobretudo devido ao humor que ela costuma usar, mas também devido a uma personagem em particular, a Simi.
O último livro desta saga que li já foi há uns bons meses, se não mesmo há mais de um ano, mas não tinha perdido o fio à meada e entrei na história com bastante facilidade. O início e a personagem central deste livro, Alexion, faziam adivinhar uma grande história, mas a autora limitou-se aos "serviços mínimos" e não desenvolveu tanto quanto poderia o passado e a história das personagens centrais. 
É uma história demasiado rápida para duas personagens de personalidade tão rica, mas lê-se bem e cumpre o propósito de ser uma leitura leve. Foi bom rever Simi e companhia, ainda que por breves momentos, mas espero que os livros seguintes sejam mais ricos e tragam mais novidades a esta Saga.

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05 Abril 2013

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