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Pecados na Noite, Sherrilyn Kenyon

06 abril 2013

No universo dos Predadores da Noite existe um código de honra que até os imortais mais ousados devem seguir: Não magoar humanos. Não beber sangue. Nunca se apaixonar. Mas, de vez em quando, um Predador parece achar-se acima do código. É nessa altura que sou chamado. Quem sou eu? Sou a fúria que terá de enfrentar. Nada me pode tocar. Nada me pode deter. Sou implacável e insensível.
Ou assim pensava eu, até me cruzar com uma Predadora da Noite conhecida como Danger - e não o é apenas no nome, mas na forma como vive a vida. Não confia em mim. E quem sou eu para censurá-la? Apenas ela sabe que estou aqui para julgar, sentenciar e, muito provavelmente, executar os seus amigos.
Danger St. Richard é uma distração fatal. Algo nela conseguiu despertar um coração que eu julgava morto para sempre. Nesta corrida contra o mal, a única esperança da Humanidade é que eu cumpra o meu dever. Mas como poderei fazê-lo se isso significa sacrificar a única mulher que alguma vez amei?
Como andava numa fase de leituras menos boa e decidi pegar em livros mais leves, lembrei-me de retormar a leitura da Saga Predadores da Noite, de Sherrilyn Kenyon.
Não sou fã da chamada literatura paranormal e esta autora é a única desse género que consigo ler, sobretudo devido ao humor que ela costuma usar, mas também devido a uma personagem em particular, a Simi.
O último livro desta saga que li já foi há uns bons meses, se não mesmo há mais de um ano, mas não tinha perdido o fio à meada e entrei na história com bastante facilidade. O início e a personagem central deste livro, Alexion, faziam adivinhar uma grande história, mas a autora limitou-se aos "serviços mínimos" e não desenvolveu tanto quanto poderia o passado e a história das personagens centrais. 
É uma história demasiado rápida para duas personagens de personalidade tão rica, mas lê-se bem e cumpre o propósito de ser uma leitura leve. Foi bom rever Simi e companhia, ainda que por breves momentos, mas espero que os livros seguintes sejam mais ricos e tragam mais novidades a esta Saga.

Jogos na Noite, Sherrilyn Kenyon

25 abril 2011

Páginas: 272
Categoria: Romance paranormal
"Bride McTierney está farta de homens. São reles, egocêntricos e nunca a amam pelo que ela é. Mas embora Bride tenha orgulho na sua independência, no fundo deseja o seu príncipe encantado. Apenas nunca pensou que este pudesse ocultar-se sob uma pele de lobo!

Alguém tão perigoso e atormentado como Vane Kattalakis não é quem parece. Um Predador do Homem na forma de lobo, ele é um alvo a abater pelos muitos inimigos. Vane não está à procura de uma parceira, mas as Parcas marcaram Bride como sua. Agora tem três semanas para a convencer de que o sobrenatural é real ou perderá o respeito dos seus pares. Mas como é que um lobo convence uma mulher a confiar-lhe a vida quando tem inimigos na sua peugada? Num mundo tão cruel como o dos Predadores humanos, o amor fará alguma diferença?"
Os livros de Sherrilyn Kenyon são sempre uma lufada de ar fresco nas minhas leituras e depois de uma série de thrillers e policiais, estava mesmo a apetecer-me mergulhar de novo no universo dos Predadores da Noite. Em boa hora este livrinho chegou-me à caixa de correio (obrigada!) e não resisti a levá-lo logo para a mesinha-de-cabeceira.

Um dos comentários que fiz mal vi o livro foi que cada vez estes livros estão mais fininhos. Aliás, acho que a Sra. Kenyon foi um bocadito preguiçosa com este livro... A fórmula é a habitual para quem já conhece a saga, mas aqui houve muita coisa que podia ter sido mais desenvolvida e focada e a autora passou-lhe ao lado. Gostava de ter lido mais sobre estas personagens que povoam este livro e fiquei com a sensação que apenas foram abordadas por alto. Talvez isso até faça sentido no seguimento da saga, mas foi com pena que não vi determinados aspectos da história mais desenvolvidos.

Claro que, como é habitual, isso não impediu que fosse uma boa leitura, com momentos de sorrisos e gargalhadas (eis a Simi de novo a principal responsável pelas minhas gargalhadas!) num universo surreal sobre o qual apetece sempre saber mais. É-me impossível acabar um livro desta autora sem ficar a pensar no próximo e a nível de romance paranormal, é de facto a rainha. (L)

O Beijo da Noite, Sherrilyn Kenyon

19 fevereiro 2011

Editora: Chá das Cinco
Páginas: 304
Categoria: Romance, Fantasia, Paranormal

"Predador da Noite… um guerreiro imortal que entregou a alma a Ártemis por uma oportunidade de vingança contra os seus inimigos. Em troca, jurou passar a eternidade a proteger a humanidade dos daemon e dos vampiros que se alimentam dela.
O Predador da Noite Wulf é um antigo guerreiro viking com um poder útil mas muito irritante: amnésia. Ninguém que o conheça pessoalmente se lembra dele passados cinco minutos. Torna fáceis os engates de uma noite, mas difícil qualquer relacionamento mais sério e, sem encontrar o amor verdadeiro, não poderá recuperar a alma. Depois conheceu Cassandra, a única mulher capaz de se lembrar de si. No entanto, enquanto princesa da raça amaldiçoada que Wulf jurou caçar, ela está-lhe proibida…"

Desta recente vaga de romances paranormais, sem dúvida nenhuma que Sherrilyn Kenyon é a minha autora preferida... aliás, das outras, se não estou em erro, só consegui ler Stephenie Meyer (e, desta, os últimos volumes da saga já a custo).

Apesar de gostar muito dos livros de Sherrilyn Kenyon e destes serem sempre uma lufada de ar fresco nas minhas leituras, no início este volume da saga dos Predadores da Noite ficou um pouco aquém daquilo que esperava. Verdade que tinha adorado o Zarek, e depois dele é difícil haver outro predador que me divirta tanto, mas achei que a parte inicial deste volume era melosa e romântica demais, com pouco sangue e acção... Depois, eis que chega a Simi e o Acheron, ainda por cima acompanhados pelo Zarek e outras personagens centrais de volumes anteriores e "a coisa" anima.

Para mim, basta aparecer a Simi para rir à gargalhada, mesmo! E quem já leu "Acheron", apreciará tanto como eu esta "pequenota". Apesar de não ter sido o meu volume preferido desta saga, foi sem dúvida mais uma óptima leitura e uma lufada de ar fresco. Gosto mesmo muito da escrita de Sherrilyn Kenyon, com algum conteúdo, mas ao mesmo tempo leve e com humor...

Continuo fã da saga e com vontade de ler mais :)

O Abraço da Noite, Sherrilyn Kenyon

26 junho 2010

Editora: Chá das Cinco
Páginas: 304
Categoria: Romance, Paranormal
excerto

"Querida leitora
A vida para mim é ótima. Tenho o meu café de Chicória, o meu beignet quente e o meu melhor amigo ao telemóvel. Depois de o sol se pôr, sou a pior coisa que percorre a noite: comando os elementos e não conheço o medo. Durante séculos, protegi os inocentes e tomei conta da humanidade, assegurando-me de que estão seguros a salvo num mundo em que nunca nada é certo. Tudo o que quero em troca é uma miúda gira num vestido vermelho, que não queira mais nada de mim para além de uma noite. Em vez disso, sou atropelado por um carro alegórico de Carnaval que me tenta transformar num animal morto à beira da estrada e conheço uma mulher que me quer salvar a vida mas não se consegue lembrar onde me pôs as calças. Vibrante e extravagante, Sunshine Runningwolf deveria ser a mulher perfeita para mim. Não quer nada mais do que esta noite, sem laços, sem compromissos a longo prazo. Mas, sempre que olho para ela, começo a desejar concretizar sonhos que enterrei séculos atrás. Com os seus modos pouco convencionais e a sua capacidade para me surpreender, Sunshine é a única pessoa de que preciso. Mas amá-la significaria a sua morte. Fui amaldiçoado e nunca poderei conhecer a paz ou a felicidade, não enquanto o meu inimigo espera na noite para nos destruir a ambos.
Talon dos Morrigantes"

Mais um livro de Sherrilyn Kenyon que cumpriu plenamente o seu objectivo, fazer-me abstrair de tudo o resto e divertir-me. Apesar de, ao 3º livro da saga, começar a sentir que a fórmula é sempre a mesma, mudando apenas as personagens centrais, a autora continua a conseguir descrever-nos personagens e situações e envolver-nos na história de forma bastante hábil e divertida. Ou seja, ao pegar num livro desta autora, já sei com o que contar: divertimento e entretenimento.

Agora estou curiosa em ler o seguinte, Dança com o Diabo, que me parece, poderá até exceder as minhas expectativas. Pelo que já se consegui vislumbrar da personagem central, Zarek, a história promete.

Uma pequena nota para o facto deste ter sido o primeiro livro que li traduzido segundo o novo acordo ortográfico. Pensava que ia estranhar imenso, mas fui agradavelmente surpreendida e mal notei as diferenças de grafia nalgumas palavras.

Sherrilyn Kenyon continua a ser uma autora que recomendo vivamente a quem aprecia o género paranormal da moda, com muitos seres sensuais e várias cenas quentinhas. No entanto, ao contrário de outras autoras do género que já experimentei (e cuja grande maioria não pretendo voltar a ler), ela consegue sustentar tudo isso com uma história consistente e uma escrita que envolve e entretém. Para mim, a melhor dentro do género e a única que pretendo ir lendo com alguma regularidade.

Acheron - Sherrilyn Kenyon

08 fevereiro 2010

Páginas: 682
Categoria: Paranormal, Romance

"Um deus nasceu há onze mil anos. Amaldiçoado num corpo humano, Acheron teve uma vida de sofrimento. A sua morte humana originou um horror indescritível que quase destruiu a Terra. Trazido de volta contra a sua vontade, tornou-se o único defensor da humanidade. Só que não foi assim tão simples...
Durante séculos, lutou pela nossa sobrevivência e escondeu um passado que não desejava revelar. Agora, tanto a sua sobrevivência, como a nossa, dependem da única mulher que o ameaça. Os velhos inimigos estão a despertar e a unir-se para matá-los - aos dois."

Depois de ter lido os outros dois livros de Sherrilyn Kenyon publicados em Portugal e sabendo que este era um volume mais avançado na saga, estava hesitante em pegar-lhe já, mas como gostei bastante da escrita da autora, numa noite em que me estava a apetecer pegar em algo diferente e uma literatura mais leve, cedi ao impulso e não me arrependi.

São quase 700 páginas que se lêem num ápice e que nos envolvem com a magia da escrita de Sherrilyn Kenyon. Se os outros livros eram algo superficiais em relação ao passado das personagens principais, neste conhecemos totalmente o passado de Acheron e o seu percurso sofrido e doloroso até aos dias de hoje.

O livro encontra-se dividido em 2 partes, que tecnicamente, são 3, duas sobre o passado de Acheron (uma contada através do diário da irmã e outra mais concretamente sobre a vida de Acheron) e a parte final já na actualidade. Gostei muito da primeira parte em que lemos o diário de Ryssa, que nos enquadra numa antiguidade ficcionada, mas muito interessante, e, sendo contada do ponto de vista feminino, transmite uma certa sensibilidade a um quadro que se começa a desenhar bastante negro.
Apesar de inicialmente a história parecer mais trágica que qualquer outra coisa, mesmo nos momentos mais intensos e crus, nota-se a ironia e humor tão característicos de Kenyon.

Ainda nessa primeira parte, a certa altura passamos a seguir directamente a história do nosso heroi trágico, criando os alicerces para a parte final, que decorre na actualidade e que, por si só, corresponderia a um dos volumes anteriores desta saga. Na última parte, já a escrita se torna mais leve, sensual e divertida (a história do pepino, da Sprite e a Simi despertaram-me fortes gargalhadas), com a habitual história de amor e um final em aberto, deixando entrever que ainda muito pode acontecer.

Apesar da autora no final quase pedir desculpa por se ter alongado mais neste volume e pela parte inicial mais crua e dura, devo dizer que o que me encantou neste livro foi mesmo isso: a existência de enquadramento e mais profundidade.

Achei este volume muito melhor do que os anteriores, tanto a nível de escrita como a nível de enredo. Como li recentemente o segundo volume, ao pegar neste notei logo um enorme salto qualitativo na escrita. Se já a tinha achado boa nos livros anteriores, neste está muito melhor e apurada, o que será natural, já que este é o 15º volume da Saga dos Predadores da Noite.

Ao contrário do que se poderia pensar, não senti a falta de ter lido os outros volumes da Saga. É certo que no final surgem algumas personagens dos volumes anteriores, mas tão bem enquadradas que não se sente a falta das histórias anteriores para entender esta. Quando muito, sente-se é uma curiosidade enorme de ler mais sobre aquelas personagens, mas nada que condicione a leitura deste livro.

Se esta saga já me tinha despertado interesse, depois de ler livro fiquei ainda mais fã. Muito bom mesmo... O melhor que li dentro do género.

Anoitecer, Karen Marie Moning

15 setembro 2009

Editora: Contraponto
Páginas: 263
Categoria: Romance, Paranormal

"Quando a irmã de MacKayla foi assassinada, deixou uma única pista sobre a sua morte — uma mensagem enigmática no telemóvel de Mac. Numa viagem à Irlanda, em busca de respostas, Mac vê-se rapidamente perante um desafio ainda maior: manter-se viva tempo suficiente para dominar um poder que não fazia ideia possuir — um dom que lhe permite ver para lá do mundo do Homem, para o perigoso reino dos Fae…

Enquanto Mac mergulha cada vez mais fundo no mistério da morte da irmã, todos os seus movimentos são seguidos pelo sombrio e misterioso Jericho… enquanto, ao mesmo tempo, o implacável V’lane — um Fae-alfa que transforma o sexo num vício para as mulheres humanas — se aproxima dela. À medida que as fronteiras entre os dois mundos começam a desmoronar-se, a verdadeira missão de Mac torna-se clara: encontrar o misterioso Sinsar Dubh antes que mais alguém reclame o poderoso Livro Negro — pois quem conseguir chegar até ele primeiro terá nas mãos o controlo completo sobre ambos os mundos…"

Posso começar já por dizer que este livro me surpreendeu pela positiva. Não sou grande fã de literatura paranormal, mas esta sinopse atraíu-me precisamente por envolver a parte de mistério e investigação da morte da irmã de Mac. Fiquei foi com receio de não conseguir entrar nesse universo surreal de seres estranhos, relíquias e livros das trevas vindos de outro mundo. Mas enganei-me e ainda bem.

Apreciei muito esta leitura e como começamos logo a acompanhar Mac desde a altura em que não sabe nada e vai aprendendo, também nós vamos aprendendo e percebendo ao mesmo ritmo que ela. A escritora consegue colocar-nos habilmente dentro da cabeça de Mac.

Gostei das personagens centrais, Mac, com o seu estilo completamente desenquadrado, que se vai encaixando e descobrindo a si mesma, e o misterioso Barrons, que tanto pode ser uma ajuda como um perigo, com o seu lado oculto. A química entre estes dois acaba por ser divertida e ao mesmo tempo tensa, numa mistura que nos mantém agarrados à leitura.

A autora consegue também envolver-nos no universo sombrio do submundo de Dublin e, finalmente, para mim, a Irlanda deixou de ser apenas tão verdejante como surge nos livros de Nora Roberts :D

Um livro com tensão, emoção, romance, humor, numa mistura muito bem conseguida. Resumindo, fui totalmente convencida por esta saga e agora quero maissssssss!

Jane - Emily, Patricia Clapp

11 abril 2009

Editora: Bico de Pena
Páginas: 122
Categoria: Terror

"Emily era uma criança mimada, teimosa e egoísta que morreu pouco antes de fazer treze anos. Mas isso foi há muito tempo… Jane é uma órfã de nove anos que vai passar o Verão a casa da avó, uma misteriosa mansão no Massachusetts. Jane é introvertida triste, e, pouco dada a brincadeiras de criança. Um dia, ao olhar para uma bola espelhada que enfeita o jardim, vê reflectido um rosto que não é o seu…
A partir de então, Jane passa cada vez mais tempo com uma amiga imaginária que mais ninguém consegue ver, mas cuja presença se faz sentir subtil e misteriosamente. Há muitos anos atrás, uma criança malévola e cheia de raiva viveu nesta casa – e, na verdade, nunca a abandonou. E agora, Emily quer que Jane lhe faça companhia… para sempre.

Jane Emily é um clássico da literatura de terror que já arrepiou gerações de leitores. Com uma densidade psicológica brilhante e uma aterradora atenção ao pormenor, esta é uma história que os leitores dificilmente esquecerão."

Por muito estranho que possa parecer, quando se trata de um livro considerado de terror e que terá "arrepiado gerações de leitores", achei este livro de leitura muito agradável.

Não achei nada assustador, apesar de realmente a escrita ser muito boa e se sentir sempre a presença sombria de Emily ao longo da história.

Na minha opinião, seria uma história que daria para muito mais páginas e aí sim, poderia atingir uma densidade e intensidade muito maior, sentindo-se mais a sua vertente "arrepiável".

Gostei da escrita, gostei as personagens (a Jane é adorável) e vou ficar atenta a mais obras desta autora. Só tive mesmo pena da intensidade dos momentos mais sombrios do livro ter ficado um bocadinho aquém das minhas expectativas.
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