Força de Vontade, James Patterson

21 junho 2011

Páginas: 246
Categoria: Testemunhos
"A luta verídica de uma família contra um mistério clínico agonizante.
Uma história de triunfo contra todas as expectativas.
Um relato poderoso sobre o poder do amor e da determinação.

Uma manhã, quando tinha quase cinco anos, Cory Friedman acordou a sentir uma vontade incontrolável de abanar a cabeça. A partir desse dia, a sua vida transformou-se numa agonia de tiques irrefreáveis e involuntários. Cory embarcou então numa odisseia que se prolongou por treze anos, de tratamento em tratamento, à procura de uma luz ao fundo do túnel.
Cory, a quem foi diagnosticado a síndrome de Tourette, viveu longos anos sob um regime médico duro e em permanente mutação que o deixou a sentir-se como uma verdadeira cobaia. Rapidamente passou a ser a ser difícil distinguir os tiques sintomáticos da sua doença dos que eram efeitos secundários das inúmeras combinações de medicamentos a que foi sujeito ao longo da sua penosa caminhada pela infância e adolescência. A única certeza de Cory era a de que continuava a piorar. Mas com o amor da sua família e o apoio de alguns professores e profissionais dedicados, Cory lutou pela sua vida e alcançou feitos incríveis em que poucos apostavam.
Força de Vontade é a história verídica e emotiva da batalha de Cory pela sobrevivência, contra as maiores adversidades. Escrito por James Patterson e pelo pai de Cory, Hal Friedman, com o ritmo absorvente de um thriller, é o relato comovente da coragem, determinação e triunfo final de uma família a braços com uma situação desesperante."
Já li este livro há umas boas semanas, mas ainda não tinha tido oportunidade de escrever nada sobre ele. Sou fã do autor James Patterson e bastou o nome dele para me chamar a atenção para esta obra. No entanto, não se trata de ficção, de thriller ou sequer de romance, trata-se da história verídica de um rapazinho (e da família) que teve de aprender a crescer com Síndrome de Tourette.


Sem ser lamechas, antes pelo contrário, sendo por vezes cru e muito realista, é de facto um relato impressionante e por vezes comovente. Acompanhamos a luta de um passo à frente e dois atrás de Cory e da família, torcemos por ele, sofremos com as desilusões, mas nunca perdemos a esperança, tal como eles não perderam. E a voz de Cory vai-nos conduzindo ao longo do túnel com firmeza e uma determinação fora de série.


Uma história de vida sóbria, bem escrita e muito recomendável para quem aprecia este género de livros.

BiblioImagem XLIII

20 junho 2011



[Presença] Especial Feira do Livro do Porto

08 junho 2011

[Resultado] Passatempo "Dez Anos Depois"

06 junho 2011

Terminou ontem o passatempo Presença/BiblioMigalhas, em que estava a sorteio um exemplar do livro de Liane Moriarty, "Dez Anos Depois".
As respostas certas às perguntas colocadas eram:

1. 39 anos.
2. 10 anos / uma década
3. Australiana

Tivemos então 151 participações, das quais 146 foram consideradas válidas. Dessas 146 participações a sorteio, a vencedora foi:

52 - Susana Gomes - Quarteira

Parabéns à Susana, a sua morada já foi enviada à editora para lhe remeterem o livro por correio.
Muito obrigada a todos os participantes e à Editorial Presença por mais uma excelente oportunidade.
Boas leituras a todos!

BiblioImagem XLII

03 junho 2011

Gritos do Passado, Camilla Läckberg

02 junho 2011

Editora: D. Quixote
Páginas: 432
Categoria: Policial


"Numa manhã de um Verão particularmente quente, um rapazinho brinca nas rochas em Fjällbacka - o pequeno porto turístico onde decorreu a acção de A Princesa de Gelo - quando se depara com o cadáver de uma mulher. A polícia confirma rapidamente que se tratou de um crime, mas o caso complica-se com a descoberta, no mesmo sítio de dois esqueletos. O inspector Patrick Hedström é encarregado da investigação naquele período estival em que o incidente poderia fazer fugir os turistas, mas, sem testemunhas, sem elementos determinantes, a polícia não pode fazer mais do que esperar os resultados das análises dos serviços especiais. Entretanto, Erica Falk, nas últimas semanas de gravidez, decide ajudar Patrick pesquisando informações na biblioteca local e novas revelações começam a dar forma ao quadro: os esqueletos são certamente de duas jovens desaparecidas há mais de vinte anos, Mona e Siv. Volta assim à ribalta a família Hult, cujo patriarca, Ephraim, magnetizava as multidões acompanhado dos dois filhos, os pequenos Gabriel e Johannes, dotados de poderes curativos. Depois dessa época, e de um estranho suicídio, a família dividiu-se em dois ramos que agora se odeiam."
Fiquei muito entusiasmada com o primeiro livro de Camilla Läckberg e andava ansiosa por poder voltar a pegar numa obra dela. Fui adiando, porque sei que quando leio duas obras do mesmo autor muito seguidas, a segunda sabe-me a pouco. E foi o que aconteceu… Parece que não intervalei o suficiente as duas leituras para ter bastante distanciamento de “A Princesa de Gelo” de forma a fazer uma leitura menos comparativa deste “Gritos do Passado”.

Ou seja, o mais certo é que se lesse “Gritos do Passado” daqui a mais uns meses, teria delirado novamente, mas como ainda estava muito fresca a memória do impacto de “A Princesa de Gelo”, achei que esta segunda obra soube a pouco, apesar de continuar a achar que os policiais de Camilla Läckberg são excelentes.

No entanto, neste livro, onde reencontramos Patrick e Erica e mais algumas personagens secundárias, não senti tantas dúvidas e tanto mistério assim a envolver os homicídios. Os motivos eram dúbios, as personagens mais que muitas, mas suspeitos credíveis, na minha opinião, só havia dois e um deles era mesmo o culpado (não vou dizer quem, claro.) A dúvida estaria no motivo, mas mesmo assim, as reviravoltas não foram assim tão grandes e surpreendentes.

Acho que o facto de andar a saltar entre membros da família Hult e de haver tantas personagens a pulular aqui e ali, me fez dispersar um pouco mais na atenção ao fio condutor da história. Senti a falta do lento desenrolar no novelo do mistério do primeiro livro. Senti a falta dos indícios surgirem pouco a pouco, atraindo-nos mais ainda para a história. Senti a falta dos suspeitos inesperados e das reviravoltas e surpresas.

Se por um lado, neste livro há imensas personagens que acabaram por me fazer desconcentrar algumas vezes, por outro lado, gostei do facto de ficarmos a conhecer melhor algumas personagens centrais, como os colegas de Patrick, e diverti-me imenso com a Erica, a sua barrigona e a interacção com as visitas inoportunas. De novo, há personagens pelas quais criamos uma antipatia imediata e personagens que cada vez mais conquistam a nossa simpatia e nos fazem até rir.

No geral, mais um bom policial desta autora, bem escrito, que prende, mas que, para mim, ficou uns pontinhos abaixo de “Princesa de Gelo” no desenrolar da história. Na estante, já me espera o “Teia de Cinzas”, mas acho que esperará até dias mais frios, em que o ambiente exterior me ajude a ir mais facilmente até Fjällbacka.
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