O Quarto de Jack, Emma Donoghue

28 fevereiro 2012

Editora: Porto Editora
Páginas: 336
Categoria: Romance
Original, poderoso e soberbo, Jack é inesquecível: a coragem e o imenso amor numa história perturbante contada pela voz da inocência.
Para Jack, de cinco anos, o quarto é o mundo todo. É onde ele e a Mamã comem, dormem, brincam e aprendem. Embora Jack não saiba, o sítio onde ele se sente completamente seguro e protegido, aquele quarto é também a prisão onde a mãe tem sido mantida contra a sua vontade. Contada na divertida e comovente voz de Jack, esta é uma história de um amor imenso que sobrevive a circunstâncias aterradoras, e da ligação umbilical que une mãe e filho.
O quarto é um lugar que nunca vai esquecer; o mundo é um sítio que nunca mais olhará da mesma maneira.

Ora cá está a primeira grande surpresa do meu ano literário. Uma história forte contada com tamanha mestria e genialidade, que o que perpassa para o leitor é pura ternura por aquela criança e pela sua forma original de ver o mundo que o rodeia, um mundo especial, singular e cujo limite é apenas a imaginação... e a imaginação deste miúdo leva-o mais longe que as paredes do quarto, criando um universo de uma riqueza e candura imensas.
Não admira que este livro tenha sido finalista de vários prémios internacionais nem que tenha sido considerado um dos melhores de 2010. Emma Donoghue consegue contar uma história que poderia ser dura, crua e violenta, de uma forma espantosa e original, levando-nos para dentro da cabeça de Jack e fazendo-nos ver o seu mundo, o seu quarto e, depois, o imenso e assustador exterior... esse mundo estranho e tão cheio de incongruências.
Gostei muito da escrita, gostei muito de Jack, acompanhei-o a par e passo, sorri e senti o coração apertadinho por ele a cada passo da sua história. Confesso que gostei mais da primeira parte do livro, em que o universo é mais limitado e em que todos os detalhes têm uma importância e um foco maior, do que da metade final, pois, tal como Jack, senti que os estímulos, as distracções eram muito maiores e a minha atenção dispersou-se um pouco, mas era o percurso natural desta história e fazia todo o sentido.
O maior elogio que posso fazer a este livro é dizer que tive pena de deixar Jack ao virar da última página... Um menino especial, nascido em circunstâncias muito particulares, cujos primeiros anos de vida foram vividos num quarto que era todo o seu mundo, tão pequeno e, ao mesmo tempo, tão pleno aos olhos de um miúdo encantador e ternurento. Um romance comovente, sem ser lamechas. Uma história original e muito bem contada... Um livro que vale mesmo a pena ler. 

And the Oscar goes to...

Nome de Código: Leoparda, Ken Follett

19 fevereiro 2012

Editora: Círculo de Leitores
Páginas:
Categoria: Histórico, Mistério/Thriller
Cinquenta mulheres foram enviadas para França como agentes secretas pelo executivo de operações especiais durante a Segunda Guerra Mundial. Trinta e seis sobreviveram à guerra. As outras catorze deram as suas vidas.

Maio de 1944, duas semanas antes do Dia D: a Resistência francesa empreendeu um ataque falhado a um castelo que alberga uma central telefónica alemã, vital para os movimentos das suas tropas. Impõem-se medidas drásticas e Flick Clairet, uma jovem agente britânica, surge com um plano ousado: lançar-se de pára-quedas, em França, acompanhada por uma equipa exclusivamente feminina (Jackdaws) com o objectivo de disfarçarem-se de empregadas de limpeza francesas e... entrarem no castelo.

Delirante ou não, o plano parece ser a única alternativa. O certo é que Rommel nomeou o implacável coronel Dieter Franck para esmagar a resistência francesa. E ele já tem o seu primeiro alvo: Flick Clatret…

Apreciando de livros sobre a Segunda Guerra Mundial e gostando muito da forma como este autor aborda essa parte da História, era inevitável que esta fosse uma boa leitura, mas tornou-se particularmente interessante por se tratar de uma história baseada em acontecimentos reais e por abordar o esforço feminino, também ele determinante e decisivo no esforço de guerra e na luta pela paz.
Trata-se de um livro que prende do início ao fim, como é habitual em Ken Follett, e que nos apresenta personagens sólidas, muito suspense, acção e um enredo que nos transporta mesmo para as últimas semanas da Segunda Guerra Mundial.
Tem todos os ingredientes para agradar não só aos fãs deste autor, mas também a todos os fãs de um bom livro de espionagem. Agora, vou só ali pesquisar um bocadinho sobre as mulheres do SOE... é que os bons livros têm este efeito, fazem querer saber mais...

O Luar Fica-te Bem, Mary Higgins Clark

15 fevereiro 2012

Editora: Círculo de Leitores
Páginas: 254
Categoria: Mistério/Thriller, Policial
Numa festa em Manhattan, Maggie Holloway, uma bem sucedida fotógrafa de moda, fica maravilha com o reencontro com a sua adorada madrasta. Nuala Moore é agora viúva e fica deliciada por rever a enteada, convidando Maggie para passar algumas semanas na sua casa, em Newport, Rhode Island.
Mas, quando Maggie chega, encontra Nuala assassinada, aparentemente, por um ladrão. Destroçada, Maggie fica a saber que herdou a maravilhosa casa vitoriana de Nuala... e fica horrorizada quando começa a suspeitar que a morte de Nuala não foi aleatória, mas faria parte de uma trama diabólica fruto de uma mente perturbada. Quando a melhor amiga de Nuala, Greta Shipley, morre subitamente presumivelmente de causas naturais, Maggie fica convencida que há alguma ligação entre estas duas mortes e outras mortes recentes de idosas de Newport. Mas não se apercebe que se tornou, ela própria, um alvo para o assassino e cada pista que descobre aproxima-a mais de um destino inimaginável.

Andava na estante à procura de um livro que me garantisse algumas boas horas de leitura, sem ter de arrastar muito a sua estadia na mesinha de cabeceira. Este saltou logo à vista, porque, regra geral, os livros de Mary Higgins Clark são mistérios levezinhos que prendem e que são devorados num instante.
No entanto, este teve um começo que quase me fez desanimar. A história demora um bocado a chegar à parte interessante e empolgante e o início é quase banal e aborrecido, prolongando-se por umas quantas páginas a mais do que seria, aparentemente, necessário. Mas, depois, faz algum sentido o que me pareceu "tempo perdido" no início, pois aí foram logo definidos traços das personagens que me conduziram ao longo da história num determinado sentido... e são esses traços das personagens que a autora define no início que alicerçam o mistério e as eventuais surpresas na intriga.
Trata-se de uma história com bastantes personagens, o que, por vezes, me chegou a confundir, mas, também isso tem o seu fundamento, e assim se adensa o mistério.
Do meio para o final, foi uma leitura típica de um livro de Mary Higgins Clark, ou seja, quase compulsiva para deslindar os fios emaranhados ao longo da história. Não querendo revelar mais do que o necessário, para não estragar a leitura a ninguém, resta-me dizer que não sendo um policial de fazer cair o queixo, tem algumas surpresas e ingredientes que prendem à história e, mais uma vez, Mary Higgins Clark proporcionou-me umas belas horas de leitura, alimentando o meu vício por um bom mistério...

As Horas Distantes, Kate Morton [Divulgação]

11 fevereiro 2012

Há muito que um novo lançamento não me entusiasmava tanto como este. Adorei o livro "O Jardim dos Segredos" da mesma autora, como podem verificar aqui, e este novo título não podia deixar de vir para a minha estante. Já fiz a pré-compra no site da Wook e agora é só esperar que chegue para, muito provavelmente, ir directamente para a mesinha de cabeceira :)
Tudo começa quando uma carta, perdida há mais de meio século, chega finalmente ao seu destino...

Evacuada de Londres, no início da II Guerra Mundial, a jovem Meredith Burchill é acolhida pela família Blythe no majestoso Castelo de Milderhurst. Aí, descobre o prazer dos livros e da fantasia, mas também os seus perigos.

Cinquenta anos depois, Edie procura decifrar os enigmas que envolvem a juventude da sua mãe e a sua relação com as excêntricas irmãs Blythe, que permaneceram no castelo desde então. Há muito isoladas do mundo, elas sofrem as consequências de terríveis acontecimentos que modificaram os seus destinos para sempre.

No interior do decadente castelo, Edie começa a deslindar o passado de Meredith. Mas há outros segredos escondidos nas paredes do edifício. A verdade do que realmente aconteceu nas horas distantes do Castelo de Milderhurst irá por fim ser revelada...

Primeiras páginas disponíveis aqui.

Passo a passo... Livro a livro...

06 fevereiro 2012


Por aqui, pondera-se fazer o caminho de volta... Devagarinho...
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