Ou o aumento exponencial da minha lista de desejos ;)
Um Arco-Íris de Livros
29 março 2013
Este selinho foi criado pelo blog Algodão Doce Para o Cérebro e foi-me oferecido por três queridas leitoras, donas de dois blogues amigos, a Silvana, do Por Detrás das Palavras, a Elsar, do Efeito dos Livros e a Vera C. do My Imaginarium. Muito obrigada pelo carinho e por me ajudarem a trazer mais cor a este cantinho!
E as regras são...
1. Referir quem vos deu o selo.
2. Postar uma foto de uma pilha com as cores do arco-íris.
3. Passar o selo a 10 blogs super-hiper-mega coloridos!
E cá vai então a foto da minha pilha colorida...
* Os Cadernos Secretos de Agatha Christie, John Curran
* Crepúsculo Fatal, Nelson Demille
* Um Estranho Caso de Culpa, Harlan Coben
* Os Pilares da Terra I, Ken Follett
* Afinidade, Sarah Waters
* Improvável, Adam Fawer
* A Traição Veneziana, Steve Berry
Como sou das últimas a publicar o meu arco-íris literário, não vou especificar 10 blogues. Fica o selinho disponível para quem quiser levar e contrariar a chuva com um belo arco-íris de livros.
Cada Homem É Uma Raça, Mia Couto
26 março 2013
1ªs páginas
Inquirido sobre a sua raça, respondeu:
— A minha raça sou eu, João Passarinheiro.
Convidado a explicar-se, acrescentou:
— Minha raça sou eu mesmo. A pessoa é uma humanidade individual. Cada homem é uma raça, senhor polícia.
Ouvi pela primeira vez o nome de Mia Couto há uns bons anitos, quando ainda estudava no liceu, nos bons velhos tempos das Provas Globais. Lembro-me que numa dessas provas foi incluído um excerto de uma obra deste autor que, na altura, eu desconhecia e até pensava que seria uma mulher.
Alguns anos mais tarde, uma amiga ofereceu-me um livro de Mia Couto, "O Último Voo do Flamingo", e foi com essa obra que me apaixonei pela escrita deste autor moçambicano. Desde então, fui comprando quase todas as suas obras e lendo algumas, enquanto outras esperam pacientemente na estante pela sua vez.
Já há algum tempo que estava com vontade de revisitar a escrita mágica de Mia Couto e, desta vez, decidi-me por esta compilação de 11 contos escritos com a mestria e magia típicas deste autor, que "brinca" com as palavras, conferindo musicalidade ao texto. É essa musicalidade que nos envolve, encanta e transporta para terras distantes. Mia Couto é dos poucos autores lusófonos que me faz parar e reler determinadas frases, apenas pela sua beleza.
Cada conto é um retrato bem humorado de uma realidade geograficamente distante, mas que sentimos muito próxima precisamente pela forma como o autor a descreve. Mia Couto concilia muito bem a beleza da escrita e da nossa língua com as suas personagens e as suas histórias.
Mais uma vez Mia Couto não desiludiu e, apesar de eu preferir os seus romances, foi com muito prazer que li estas 11 pequenas histórias.
"Só um mundo novo nós queremos:
o que tenha tudo de novo e nada de mundo."
Uma Casa de Família, Natasha Solomons
05 março 2013
Na primavera de 1938, a ameaça nazi paira sobre a Europa.
Em Viena, a família Landau vê desaparecer muitos dos seus amigos e teme pela sua segurança. Decidem fugir do país mas não poderão partir juntos. Elise, a filha mais nova, é enviada para Inglaterra, onde a espera um emprego como criada de uma família aristocrática. É a única forma de garantir a sua segurança. Para trás deixa uma vida privilegiada.
Em Tyneford, ela tenta encontrar o seu lugar na rígida hierarquia da casa. É agora uma das criadas, mas nunca antes trabalhou. Tem a educação e os hábitos da classe alta, mas não pertence à aristocracia. Enquanto areia as pratas e prepara as lareiras, usa as magníficas pérolas da mãe por baixo do uniforme. Sabe que deve limitar-se a servir, mas não consegue evitar o escândalo ao dançar com Kit, o filho do dono da casa. Juntos vão desafiar as convenções da severa aristocracia inglesa numa história de amor que tocará todos os que os rodeiam.
Em Tyneford, ela vai aprender que é possível ser mais do que uma pessoa. Viver mais do que uma vida. Amar mais do que uma vez.
Este livro anuncia logo na capa que é um romance para todos os fãs de "Downton Abbey" e contrariamente ao esperado isso deixou-me de pé atrás. Sou fã da série desde a primeira temporada e estava com receio de que esta história não lhe chegasse nem aos calcanhares, mas fui surpreendida.
Este livro dava, por si só, uma bela minissérie, com um cenário deslumbrante e personagens cativantes, num enredo que decorre numa das épocas da História Mundial que considero mais interessantes.
A escrita de Natasha Solomons prende-nos logo no início e torna-se inevitável acompanharmos Elise na sua longa viagem não só física, mas também psicológica. Vemos em primeira mão Elise crescer, mudar e deixar-se moldar, abrindo-se ao amor, à amizade e ao amadurecimento a que a guerra, por diversas circunstâncias, a obriga.
Tive pena que a história acabasse tão depressa e que tenha havido um salto temporal no final muito repentino que me deixou algumas questões quanto à evolução de vários aspetos da história. Queria saber mais e estar mais algum tempo a acompanhar aquelas personagens. Queria também o pós-guerra... Mas foi bom conhecer Tyneford, as suas gentes e o seu destino.
É difícil falar deste livro sem revelar muito do enredo e por isso vou limitar-me a dizer que os fãs da série não se sentirão defraudados e, apesar das devidas diferenças, esta é uma bela história de época que vale a pena ler.
BiblioCitação
"No papel vivemos de novo, jovens e inocentes,
com tudo ainda por acontecer."
Uma Casa de Família, Natasha Solomons
Numa Fracção de Segundo, David Baldacci
04 março 2013
De facto, numa fracção de segundo, King assistiu à sua própria impassibilidade perante aquele assassinato e ao desmoronar de uma carreira promissora. Volvidos oitos anos, a história teima em repetir-se, somente com duas diferenças: o cenário e os intervenientes. É época de eleições, o candidato chama-se John Bruno e Michelle Maxwell é a jovem agente que lhe dá protecção. Mas eis que do nada o impensável acontece: John desaparece misteriosamente e, tal como King, também Michelle sabe que a sua carreira se colapsa naquele momento. É então que os caminhos de King e de Michelle se cruzam e juntos investigam não só este desaparecimento, mas sobretudo o homicídio de há oito anos. Um thriller psicológico cujo enredo se vai construindo peça a peça, tal qual um puzzle.
Após o lançamento editorial de Os Inocentes, fiquei com bastante curiosidade de me estrear na leitura de obras de David Baldacci e comecei por este livro que já estava na estante há imenso tempo.
Numa Fracção de Segundo trata-se do primeiro volume de uma série que tem como personagens centrais Sean King e Michelle Maxwell. Infelizmente, ainda só foi traduzido para português este volume, mas sem dúvida que os restantes volumes (já 5 na versão original) seriam uma mais-valia na coleção O Fio da Navalha da Presença ou até na Minutos Contados.
Quanto a este livro e à história, gostei até mais do que estava à espera. Apesar de me ter custado um bocadinho a entrar na história, após dois ou três capítulos já estava totalmente embrenhada na leitura e difícil era para de ler.
O autor tem um estilo de escrita muito cinematográfico e com os seus capítulos relativamente curtos, imprime com mestria um ritmo bastante rápido e envolvente à história, levando o leitor a querer avançar o mais depressa possível, juntando as peças e tentando sempre descortinar quem são os "bons" e os "maus"... Mas categorizar as personagens acaba por não ser tão linear como parece e isso também ajuda a manter o mistério e o interesse até final.
A certa altura, eu tinha já os meus suspeitos, mas não perdi o interesse na história, pois sentia sempre que me faltava qualquer peça no enigma para ver as minhas suspeitas totalmente confirmadas. Acabaram por não se confirmar totalmente e quando já não esperava, fui surpreendida e mantive-me embrenhada na história até à última página.
Foi com pena que me despedi de Sean e Michelle, mas aguardo com expectativa novas aventuras desta dupla promissora. De qualquer forma, foi uma ótima estreia e espero voltar a ler David Baldacci em breve.
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