Novo livro de Yann Martel - Presença

29 junho 2010

Beatriz e Virgílio
Yann Martel
Título Original:
Beatrice and Virgil
Tradução: Fátima Andrade
Páginas:
176
Colecção:
Grandes Narrativas Nº 472
Preço c7 IVA: 13,50€
ISBN: 978-972-23-4385-5
Código de Barras: 9789722343855

O NOVO LIVRO DO MEGASELLER "A VIDA DE PI"

Uma sofisticada fábula de humanos, animais e violência.

Yann Martel
, consagrado vencedor do prémio Man Booker Prize 2002 atribuído ao bestseller A Vida de Pi, publica novo romance: Beatriz e Virgílio. O primeiro trabalho de ficção de Martel desde A Vida de Pi é uma pequena alegoria sobre um burro e um macaco falantes que empreendem juntos uma viagem épica. Segundo o USA Today «Beatriz e Virgílio, o novo livro de Yann Martel é negro mas divinal. Este romance pode vir a ser a obra-prima sobre o Holocausto.»

Em Beatriz e Virgílio, Henry, um escritor reconhecido, decide escrever um livro que é meio ficção e meio ensaio. Porém é completamente desencorajado pelos seus editores e desiste do projecto, indo viver para outra cidade com a mulher. Aí, contudo, continua a receber cartas de leitores. Um dia dentro de um sobrescrito encontra uma cópia de um conto de Flaubert, um enigmático excerto de diálogo entre dois personagens e um pedido de ajuda.

Nascido em Espanha, em 1963, mas naturalizado canadiano, o Booker Prize vendeu mais de três milhões de cópias nos Estados Unidos, e viu A Vida de Pi ser publicada em 41 países e figurar como bestseller do New York Times por mais de um ano. A Vida de Pi foi o primeiro livro de Yann Martel a ser editado em Portugal pela Difel, em 2003. A partir de 2010, a Presença torna-se detentora dos direitos para publicação de Beatriz e Virgílio e A Vida de Pi.

Yann Martel estudou Filosofia na Universidade de Trent, viajou muito e trabalhou em empregos de recurso, antes de começar a escrever.

1 comentários:

j maria castanho disse...

Décimo Sétimo Cálice


Sobre o azul das cadeiras
Um ágil miosótis saltita
Alinha livros, limpa prateleiras
Cujos meneios são mil maneiras
De pôr o pó fora dessa palafita.

Aldeia dos lótus em flor
Siando à tona do olhar
Brancos, porém criando vida e cor
No horizonte desse teimoso leitor
Que decifra sentidos no imaginar.

Repõe a ordem nos fugitivos
Expulsa os intrusos do lugar
E se alguns são mais activos
Dá-lhes refrega e põe-nos cativos
Ordenando-lhes a onde ficar.


É autoritária esta serviçal
Dominadora perante residentes
Exigindo aos súbditos renitentes
Que assumam a sua posição real
Na estante, antes que lhe suceda mal.

E eles, livros perdidos, em jeito cru
Submissos, intérpretes do conhecimento
Acatam a catalogação em CDU
Como soldados em missão na ONU
Ou em serviço maior do seu regimento...


Tu prà'qui, tu prà'li, em fila, marchando
Pondo acerto no passo e tino nas maneiras
Que aqui, ao alto subida nestas cadeiras
Não há outras leis nem demais fronteiras
Pois que aqui, sou eu quem mais mando.

E perante essa razão incontornável
Sobre aqueles na reticência activos
Eis que Arina, o Sol da tarde perscrutável
Assume por momentos
As semelhanças e movimentos
De uma arrumadora de livros!

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