A Ilha da Paixão, Eileen Goudge

13 maio 2011

Editora: Contraponto
Páginas: 344
Categoria: Romance
"Alice Kessler passou nove anos na prisão por tentativa de assassinato do condutor alcoolizado que matou o seu filho mais velho. Agora, regressa a casa para reconquistar o tempo perdido com o filho que deixou para trás. O seu pequeno rapaz, Jeremy, um adolescente revoltado, é injustamente acusado de violação. Assim mãe e filho tentam em conjunto provar a sua inocência. Ao mesmo tempo, Alice tem de enfrentar o homem responsável por colocá-la atrás das barras, entretanto nomeado Presidente da Câmara. Ela é auxiliada por Colin McGinty, um alcoólatra em recuperação e um viúvo do 11 de Setembro. Colin também regressa à ilha depois da morte do avô, um famoso artista conhecido pela pintura intitulada A Mulher de Vermelho, e cuja mulher retratada é, na realidade, a avó de Alice. Uma história poderosa de amor e redenção, e do que uma mulher é capaz de fazer para ultrapassar os segredos escondidos no seu passado."
Depois de ter lido "O Diário", desta autora, fiquei com vontade de ler outra obra dela. Este livro já me tinha despertado a atenção e quando manifestei a vontade de voltar a ler Eileen Goudge, ofereceram-se para mo emprestar e não me fiz rogada.

Ao contrário do que a capa e o título parecem indicar, não se trata de uma história daquelas terrivelmente romântica e lamechas. Já deu para perceber que não é esse o estilo desta autora e talvez por isso esteja a apreciar os seus livros.

Eileen Goudge escreve de uma forma sóbria, clara e desempoeirada, conduzindo-nos ao longo da história de uma forma serena, mesmo quando os temas podem parecer mais pesados, como neste caso, em que tudo começa com a morte de uma criança, evolui para uma tentativa de homicídio e desemboca numa suposta tentativa de violação.

Foi uma leitura que me agradou bastante, porque além dos temas acima mencionados, a autora ainda consegue incluir um mistério no enredo que envolve os avós das personagens centrais e o tal quadro da mulher de vermelho. Gosto muito de livros com saltos temporais e neste achei que as histórias do passado e do presente estavam muito bem interligadas, ambas com personagens cativantes.

Mais uma vez esta autora fez-me sorrir com as suas personagens e com o desenlace final. Venham mais livros dela, que realmente vale a pena. (L)

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