[Passatempo Terminado] Dez Anos Depois, Liane Moriarty

30 maio 2011

Mais uma vez, com a colaboração da Editorial Presença, o BiblioMigalhas tem o prazer de realizar um passatempo, cujo vencedor ou vencedora receberá em casa 1 exemplar de uma nova autora que se estreará dia 2 de Junho no catálogo da Presença. Essa autora é Liane Moriarty e a sua primeira obra a ser publicada em Portugal é "Dez Anos Depois".


O passatempo começa agora e termina às 23h59 de 5 de Junho.
Como é habitual, basta mandarem as vossas respostas às perguntas abaixo para bibliomigalhas@gmail.com, juntamente com nome e morada.


1. Que idade tem Alice quando cai na aula de step?
2. Quantos anos Alice esquece após a queda?
3. Qual a nacionalidade da autora desta obra?

Regras
- Só serão validadas as participações com todas as respostas correctas e com os dados pessoais solicitados acima (a morada será apenas reencaminhada para a editora para envio do prémio).
- Só é válida uma participação por pessoa e residência.
- Só serão validadas as participações que chegarem à caixa de e-mail BiblioMigalhas até às 23h59 de 5 de Junho.
- O vencedor será sorteado aleatoriamente pela administração do blogue.
- O vencedor será indicado no blogue e contactado por e-mail nos dias seguintes ao final do sorteio.
- O envio do prémio será realizado pela editora, via CTT.
- O passatempo é válido apenas para residentes em Portugal Continental e Ilhas.

[Divulgação] Dez Anos Depois, Liane Moriarty

28 maio 2011

Dez Anos Depois
Liane Moriarty

Título Original: What Alice Forgot
Tradução: Ana Lourenço
Editora: Presença
Páginas: 424
Colecção: Grandes Narrativas Nº 502
PREÇO COM IVA: 22,50€
ISBN: 978-972-23-4535-4
Código de Barras: 9789722345354


Data de Publicação: 2 Junho 2011

 

E SE, DE REPENTE, PERDESSE

  OS DEZ ANOS MAIS IMPORTANTES DA SUA VIDA?
  UMA CRÓNICA DE COSTUMES CONTEMPORÂNEA

Quando, aos trinta e nove anos, Alice Love dá uma aparatosa queda numa aula de step, a última década da sua vida parece ter-se apagado por completo da sua memória. Tem novamente 29 anos, está apaixonadíssima pelo marido e à espera do primeiro filho. Só há um pequeno problema: tudo isto se passou há dez anos… No presente, Alice é mãe de três filhos, enfrenta um difícil processo de divórcio e está de relações cortadas com a irmã, que adora. Conseguirá alguma vez reencontrar a mulher que foi na fase mais feliz da sua vida? Um romance que nos leva a reflectir sobre o que aconteceria se, de repente, perdêssemos os dez anos mais importantes da nossa vida.

Liane Moriarty é uma escritora australiana bem-sucedida, cujas obras têm sido traduzidas para várias línguas e merecido um acolhimento entusiástico em diversos países. Dez Anos Depois marca a sua estreia em língua portuguesa.

A Princesa Guerreira, Barbara Erskine

27 maio 2011

Editora: Planeta
Páginas: 680
Categoria: Romance

"No limiar entre o sonho e a vigília, a loucura e a clarividência, duas mulheres separadas por dois mil anos de História partilham o mesmo segredo, nas encruzilhadas e labirintos de uma perseguição milenar.
Jess, professora em Londres, é vítima de um ataque de que não consegue recordar-se. Tudo indica que o agressor é um homem que a conhece bem. Assombrada pelo medo e pela suspeita, Jess refugia-se na casa isolada da irmã, na fronteira do País de Gales. O silêncio que procura é, porém, interrompido pelo choro de uma misteriosa criança.
A casa, a floresta que a cerca e o vale mais abaixo transportam ecos de uma grande batalha, travada dois mil anos antes. Ali caiu Caratacus, liderando a resistência das tribos da Britânia aos invasores romanos. O rei foi capturado e levado para Roma como prisioneiro, juntamente com a mulher e com a filha, a princesa Eigon.
Sentindo-se impelida a investigar a história de Eigon, Jess segue os seus passos até à Roma de Cláudio e de Nero, onde a princesa assistiu ao grande incêndio, presenciou a perseguição movida aos cristãos e privou com o apóstolo Pedro. Aqui, talvez o mistério da extraordinária vida de Eigon se desvende, ou Jess se abandone progressivamente à sua obsessão, arriscando uma proximidade crescente com o seu agressor."

Este livro atraiu-me assim que foi anunciada a sua publicação. Gostei da sinopse, da capa e da perspectiva de conhecer uma nova autora. Depois, andei hesistante em adquiri-lo, porque em alguns sites estava classificado como fantasia e a fantasia não é um dos meus géneros de eleição. Relendo mais uma vez a sinopse, ganhei coragem, comprei-o e pouco tempo esperou na estante até eu lhe pegar.

Gostei da história, mas não me encheu as medidas, muito devido ao facto de sentir várias vezes que o desenrolar da história do presente (de Jess) estava a ser esticado ao máximo, sem necessidade e muitas vezes sem lógica. Dei por mim muitas vezes com vontade de saltar os capítulos sobre Jess para passar à história de Eigon, muito mais interessante e envolvente. Quando se regressava ao presente, a sensação era de sair de um espaço mágico e aconchegante para uma história que já cansava e que podia ter sido resolvida em dois ou três capítulos.

Faltou, assim, um pouco de fluidez ao entrelaçar das duas histórias e o final foi um pouco estranho, com o aparecimento repentino de determinadas personagens cuja única função era mesmo pôr um fim à história. A sensação que fica é que a autora até se podia alongar mais, mas a certa altura arranjou umas personagens estratégicas para que finalmente chegassemos ao desenlace final, um desenlace que deixou um bocadinho a desejar.

Outra coisa que me incomodou um bocadinho foi o uso do adjectivo "funesto" desde a capa até ao final do livro sempre que era necessário classificar algo como triste, sombrio ou negativo. Isto levou a alguma confusão em certas situações. Começando pela frase na capa, a vida de Eigon não foi funesta, na minha opinião, foi triste, trágica, mas negativa não foi. Esta palavrinha "funesto/a" chegou ao ponto de me irritar, tal é a frequência com que vai sendo usada ao longo da história, podendo ser substituída por outros adjectivos que se adequariam mais ao contexto.

Apesar de tudo o que já mencionei, são cerca de 700 páginas que se lêem bem. Uma boa leitura até para quem aprecia romance com uma pitada de aventura e mistério. Pessoalmente, acho que se o livro fosse mais pequeno e se centrasse mais em Eigon, teria a ganhar, mas mesmo assim foram umas boas horas de leitura, que me deixaram com alguma curiosidade em relação a outras obras da autora.

BiblioImagem XLI

24 maio 2011

BibioImagem XL

17 maio 2011

Morte Cega, Karin Slaughter

16 maio 2011

Editora: Gótica
Páginas: 356
Categoria: Policial
"A pequena cidade de Heartsdale entra em pânico quando Sara Linton, a médica forense da localidade, encontra uma jovem professora morta no bar. Além de ter sido selvaticamente violada, fizeram-lhe profundas incisões em forma de cruz sobre o ventre. Mas é ao começar a autópsia que Sara se dá conta da brutalidade do assassino. Quando uma segunda vítima aparece crucificada uns dias mais tarde, o chefe da polícia Jeffrey Tolliver, o ex-marido de Sara, tem que enfrentar o facto de que a morte da jovem professora não foi um ataque isolado. Trata-se de um sádico violador, que se tornou assassino e que está a aterrorizar a zona. Sara também não consegue escapar ao terror. Um segredo do seu passado pode ser a chave para descobrir o assassino… a menos que ele a encontre primeiro."
 
Mais um excelente policial desta colecção excelente da Gótica, a Nocturnos. Com muita pena minha os livros desta colecção são difíceis de encontrar, porque realmente a cada novo volume que leio, mais vontade tenho de ler mais. Mas a minha colecção, apesar de incompleta, já está compostinha, por isso conto com mais leituras excelentes durante uns tempo, sempre que o impulso me conduzir a esta área da estante.

Quanto a esta obra, não conhecia a autora, mas foi-me muito bem recomendada por um amigo. Assim sendo, entrei nesta leitura sabendo já que se enquadraria dentro dos meus gostos pessoais. E assim foi, mais um excelente policial, mais um livro devorado sofregamente, à espera do desenlace final.

Gostei imenso da escrita, das personagens e da forma como a história se vai desenrolando. As personagens centrais são cativantes, a história prende, os crimes são horríveis, os motivos desconhecidos ou dúbios quase até final, tudo ingredientes essenciais para um bom policial e este, sem dúvida, que é muito bom.

Não posso entrar em muitos pormenores, para não levantar o pano demais, correndo o risco de estragar a experiência de leitura a outras pessoas, mas, para mim, só houve um senão... porque é que a Sarah demora tanto tempo a revelar algo que se vai tornar essencial para se chegar ao verdadeiro assassino? É impossível que ela não tenha associado as coisas antes e que ela e outros não desconfiassem do facto dos homicídios aparecerem sempre ligados a ela. E mais não digo...

Resumindo, mais um policial que prendeu, que me fez pôr os neurónios a trabalhar para chegar ao assassino (a partir de certa altura, se estivermos atentos aos detalhes, torna-se óbvio) e que me proporcionou excelentes horas de leitura.

Agora, um apelo... Se a Difel/Gótica realmente findou, que as outras editoras possam pegar nos autores anteriormente publicados lá, pois o leque é realmente variado e de grande qualidade. (L)


A Ilha da Paixão, Eileen Goudge

13 maio 2011

Editora: Contraponto
Páginas: 344
Categoria: Romance
"Alice Kessler passou nove anos na prisão por tentativa de assassinato do condutor alcoolizado que matou o seu filho mais velho. Agora, regressa a casa para reconquistar o tempo perdido com o filho que deixou para trás. O seu pequeno rapaz, Jeremy, um adolescente revoltado, é injustamente acusado de violação. Assim mãe e filho tentam em conjunto provar a sua inocência. Ao mesmo tempo, Alice tem de enfrentar o homem responsável por colocá-la atrás das barras, entretanto nomeado Presidente da Câmara. Ela é auxiliada por Colin McGinty, um alcoólatra em recuperação e um viúvo do 11 de Setembro. Colin também regressa à ilha depois da morte do avô, um famoso artista conhecido pela pintura intitulada A Mulher de Vermelho, e cuja mulher retratada é, na realidade, a avó de Alice. Uma história poderosa de amor e redenção, e do que uma mulher é capaz de fazer para ultrapassar os segredos escondidos no seu passado."
Depois de ter lido "O Diário", desta autora, fiquei com vontade de ler outra obra dela. Este livro já me tinha despertado a atenção e quando manifestei a vontade de voltar a ler Eileen Goudge, ofereceram-se para mo emprestar e não me fiz rogada.

Ao contrário do que a capa e o título parecem indicar, não se trata de uma história daquelas terrivelmente romântica e lamechas. Já deu para perceber que não é esse o estilo desta autora e talvez por isso esteja a apreciar os seus livros.

Eileen Goudge escreve de uma forma sóbria, clara e desempoeirada, conduzindo-nos ao longo da história de uma forma serena, mesmo quando os temas podem parecer mais pesados, como neste caso, em que tudo começa com a morte de uma criança, evolui para uma tentativa de homicídio e desemboca numa suposta tentativa de violação.

Foi uma leitura que me agradou bastante, porque além dos temas acima mencionados, a autora ainda consegue incluir um mistério no enredo que envolve os avós das personagens centrais e o tal quadro da mulher de vermelho. Gosto muito de livros com saltos temporais e neste achei que as histórias do passado e do presente estavam muito bem interligadas, ambas com personagens cativantes.

Mais uma vez esta autora fez-me sorrir com as suas personagens e com o desenlace final. Venham mais livros dela, que realmente vale a pena. (L)

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